Das minha cantoras de ópera preferidas, Mirella Freni (1935-2020), uma semana depois de falar dela, aqui no Arpose ( Um CD por mês 10 [3/2/20]), pela última vez, faleceu em Modena (Itália), cidade onde nascera.
Recordámo-la, agora, numa ária de ópera de W. A. Mozart.
Talvez eu não tivesse sido o mesmo, em relação à Ópera, se não tivesse ouvido, na adolescência e na Póvoa, a voz inconfundível do tenor monegasco Alain Vanzo (1928-2002) a cantar a ária Je crois entendre encore da ópera Les Pêcheurs de Perles, de Georges Bizet (1838-1875), que me havia de encantar para sempre.
Apesar de, no canto lírico clássico, eu já me ter iniciado pelo barbeiro sevilhano de Rossini, mais estridente embora...
Em contraponto feminino mais antigo, Mirella Freni (1935) chegou logo a seguir, e Aafje Heynes (1924-2015). Fischer-Dieskau (1925-2012) veio também a integrar as minhas preferências. Recentememente, Cecilia Bartoli (1966) ocupou um lugar destacado. E, como não podia deixar de ser, Maria Callas terá sempre um lugar cativo (1923-1977).
Da EMI Classics, estes registos são de 1954 (Norma), remasterizado em 1997, e da ópera de Gluck (1957), aperfeiçoado em gravação de 1998.
A ópera "Falstaff" (1893) sendo, como é, a última composta por Giuseppe Verdi (1813-1901), incorpora toda a experiência musical do grande compositor italiano. Baseada nas "Alegres comadres de Windsor", de William Shakespeare, o libreto foi escrito por Arrigo Boito.
Talvez pela perfeição da obra musical, o maestro Carlo Maria Giulini (1914-2005) disse, uma vez, que esta ópera poderia dispensar os cantores, bastando-lhe a partitura sem o canto, nem os coros. Deixo, no entanto, uma pequena ária de "Falstaff", interpretada por Mirella Freni (1935), que é das minhas sopranos favoritas.
A ópera "Tosca", uma das obras mais conhecidas de Giacomo Puccini, feita sobre libreto de Sardou, estreou-se, a 14 de Janeiro de 1900, no Teatro Constanzi, em Roma.