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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Ementa


O Mercado estava às moscas. Se estivesse a Norte, chamar-lhe-ia: Praça. Ao contrário do que pensávamos, tinha aberto no 25 de Abril - mais um sacrilégio à conta deste liberalismo que vamos vivendo, indiferentemente. E a dona Leonor tinha a banca farta e diversificada, sobrante decerto do Dia da Liberdade. A Pescada a 9,80 euros, os Linguados a 15; um Choco gigantesco apresentava-se a 9, o Sargo ainda mais barato. E havia Polvo, mais umas Pescadinhas em círculo fechado, o vibrante Cantaril, as Petingas. Lulas pequenas, mas simpáticas e frescas, mais o Peixe Espada Preto, Pargo em muito boa conta, também, Pregado e Azevias, Carapaus médios e apetitosos - era um fartar, vilanagem!...
Fomos pela Caldeirada, também a bom preço, com Raia, Pata Roxa e duas postas de Perca-do-Nilo (aquacultura, já se vê*), para compor a miscelânea. Vou abrir um Grão Vasco branco, da Sogrape, para companhia. E que seja o que o deus Neptuno quiser...

* Nota posterior: por informação amiga (AVP) tive conhecimento que a Perca-do-Nilo não é produzida em aquacultura, sendo um peixe de água doce; nem sempre criado nas melhores condições...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Astrologias (10) : Peixes


Dizem-no tímido, eu prefiro chamar-lhe discreto. De que escapa, habitualmente, o terceiro decanato (Alice Vieira), de 11 a 20 de Março, que junta aos patronos Neptuno e Júpiter, o combativo Marte. Mas se eu tivesse que escolher apenas um adjectivo para caracterizar o signo astrológico dos Peixes, não hesitaria na opção: compassivo. Por alguma razão, os primitivos cristãos usaram o símbolo do peixe para sua senha e sinal.
Sensível, impressionável, muito intuitivo, quase mediúnico, por vezes, tem grande capacidade para perceber os outros. Foram nativos deste signo alguns músicos célebres, em cujas obras a extrema sensibilidade se aliou à melancolia (Chopin, Vivaldi, Händel, Ravel); e também grandes intérpretes (Caruso, Liza Minnelli, Elis Regina). Do signo dos Peixes, também, alguns poetas singulares (Auden, David Mourão-Ferreira, Ruy Belo) e escritores (Camilo, Kerouac, Updike). Pintores marcantes (Miguel Ângelo, Renoir, Mondrian).
Impassíveis, normalmente, na sua expressão ( há quem fale de um lado linfático), estão sujeitos a pequenas mazelas de pele (acne, frieiras, borbulhas), mas o seu ponto mais sensível, são os pés. Tendência para dupla personalidade, embora menos acentuada do que em Gémeos ou Sagitário. Também há quem afirme que são influenciados pela Lua. Aquando da Lua Cheia, são muito activos; na fase da Lua Nova, sentem-se fatigados.
Dos Peixes, são também alguns políticos, pioneiros ou de ruptura de ciclos, para o bem e para o mal, como o nosso rei D. João IV, George Washington, Mikhail Gorbatchov ou Osama bin Laden. Poucos artistas de cinema: Elizabeth Taylor, a dos olhos violeta. Raros cientistas: Albert Einstein. De países sob a influência do signo de Peixes, temos Portugal. Não fosse o mar a nossa marca de água.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Oceanos


Ainda me lembro do tempo em que o chicharro e o carapau eram dados, aos gatos, para eles comerem, e das peixeiras, nos mercados, gritarem: "5 à corôa!" - a anunciarem a venda da sardinha. Também me recordo do bacalhau "a pataco". Tudo se tem vindo a modificar muito rapidamente. E como gosto muito de linguado, tenho vindo a acompanhar a evolução ascendente e crescente do seu preço. Costumo dizer, para os meus próximos, que somos talvez uma das últimas gerações de portugueses a poder comer peixe a preços módicos. Não é assim lá fora porque o peixe já é, quase, uma refeição de luxo, e cara.
Em abono desta realidade, a notícia de que os "stocks" de peixe, nos oceanos e em 2012, representam apenas pouco mais de 10% daquilo que havia, nos mares, em 1950. Qualquer dia, a dieta dos velhinhos e doentes passará a ser somente frango de aviário...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Curiosidades 23 : os peixes


Da História Natural dos Peixes (1883), de David Corazzi Editor, passo a citar:
"...Nenhum dos nossos animais domésticos se reproduz tão abundantemente. D'entre os mamíferos a maior parte só produzem um filho por ano; e nenhum ultrapassa o número de cem. Não existe ave alguma que ponha mais de 150 ovos por ano. Se considerarmos a reprodução dos peixes, encontramos por exemplo que o lúcio põe 40.000 ovos, o arenque 60.000 e o bacalhau 900.000 por ano. (...) Refere o sr. Luciano Cordeiro em uma interessante memória, que os pescadores portugueses foram os primeiros que organizaram a pesca do bacalhau em 1500 ou 1501. Uma colónia formada por gente de Viana, de Aveiro, e da Ilha Terceira, cujos habitantes eram mui dados à pesca, foi estabelecer-se na Terra-Nova para este fim, - e esta pescaria assumiu depressa tão grandes proporções que o rei de Portugal, em 1506, ordenou por um decreto, que nos portos do Minho se cobrasse o dízimo sobre os produtos da pesca do bacalhau. (...) O porto de Aveiro tinha, em 1550, cento e cinquenta navios destinados à pesca do bacalhau. E não só de Aveiro partiam flotilhas para este fim; o Porto e Viana davam igualmente o seu importante contingente para essas pescarias. Ainda em 1598 (quando já Portugal principiava a entrar em decadência) iam anualmente para a Terra-Nova à pesca de bacalhau uns cinquenta navios. ..."