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terça-feira, 29 de setembro de 2020

Revivalismo Ligeiro CCLIV


A letra desta canção, de autoria de Pierre Denoël, teria sido inicialmente destinada a Dalida, embora tenha sido Bécaud quem primeiro a cantou, em 1967. A cantora viria a interpretá-la mais tarde, também com sucesso.

sábado, 3 de setembro de 2016

Revivalismo Ligeiro CCXXXVII


Era um pouco como ou "Cavaleiro Andante" ou "Mundo de Aventuras". Ou se comprava um, ou outro. Melhor dizendo, uma espécie de antagonismo visceral que, na adolescência, nos fazia optar entre Benfica ou Sporting, nunca pelo dois. Pois nesse final dos anos 50, quando a canção francesa predominava, a dupla rival era: Gilbert Bécaud e Charles Aznavour. Este último acabou por predominar, até pela sua invejável longevidade.
Mas Monsieur 100.000 volts, como era conhecido Gilbert Bécaud (1927-2001), pelo seu frenesi dramático interpretativo e gesticulante, não deixava de ter os seus fãs dedicados, sobretudo pelos grandes êxitos "Nathalie" (estávamos na Guerra Fria...) e por "Et maintenant". Curiosamente, eu achava uma graça enorme à insólita canção "L'orange (du marchand)", ainda hoje não sei dizer porquê. Aqui a deixo, por isso.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Quand il est mort le poète


Não é um Requiem, mas apenas uma nota para referir a morte do cronista e poeta Manuel António Pina (1943-2012), hoje. Assim, este Quand il est mort le poète, de Gilbert Bécaud.
Mas não posso deixar de referir que o mundo virtual do ciberespaço, às vezes, me parece um campo largo de necrofagia. Eu explico: embora a obra poética de Manuel António Pina não fosse das minhas preferidas, quando ele recebeu o Prémio Camões, em 2011, dediquei-lhe um poste ("Se não fossem os gostos, que seria do amarelo?", em 14/5/2011). Este poste esteve adormecido e raramente alguém o visitava. Pois, hoje, desde o início da tarde, 1 em cada 3 visitas (73 visitantes até agora, para ser exacto) veio ler esse poste, num voyeurisme frenético. Provavelmente, durante uma ou duas semanas vender-se-ão muitos livros do Poeta. Dentro de um mês, o mais certo, é que já quase ninguém fale dele. Os necrófagos terão ido para outro lado, em busca de outras novas emoções. Sic transit gloria mundi...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nomes literários - uma despedida


Lá nos despedimos da Margarida, com saudade antecipada. Da sua franqueza, atenção e irradiante simpatia, discreta. Quando chegamos à esplanada, disse-nos logo: "Que bom!, foi transmissão de pensamento, porque, hoje, é o meu último dia de trabalho. Já estava a pensar em dizer-lhes adeus, através do Almirante..." Não foi preciso, felizmente. E atendeu-nos com aquela ternura e crueza natural  que rodeia, quase sempre, os últimos minutos de um adeus.
Fiquei a saber, por ela, que houve um Ricardo Reis, de carne e osso, que ainda era parente afastado (pela primeira mulher) de Saramago. Ainda é vivo. E casou com a Selma que devia o nome, também, a Selma Lagerlöf: lia-se muito, antigamente, mesmo nas classes mais desprotegidas. Era assim que os nomes da ficção literária passavam, por amor, para o real. Estive para perguntar à Margarida (mas não tive coragem) se o nome dela tinha alguma coisa a ver com Goethe, e o seu "Fausto". Até porque, eu próprio, estive para me chamar Tito, mas o meu Tio Víctor não conseguiu convencer o meu Pai. Mas, aí, a razão já não era literária, mas política...
Um sol dourado e ameno, de Julho, brilhava sobre o Largo tranquilo. Desejamos felicidades à Margarida e fomos ver o Tejo, um pouco nostálgicos. Havia gigantescas gaivotas sobre o rio. Quando voltarmos à esplanada, encontraremos decerto a Natália (Gilbert Bécaud?) que, na sua gracilidade juvenil, ainda há-de iluminar de alegria, os nossos olhos cansados e descrentes. Mas é pequena a compensação. A Margarida era única.