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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Bibliofilia 231

 

Há livros quase perfeitos. De conteúdo, no aspecto gráfico, até por vezes na sua proporção acertada e justa. Mas raras são as obras que cumprem todos os desideratos de equilíbrio. Este, cuja capa encima o poste, preenche, na minha opinião, o meu gosto estético geral. Pertence a uma editora francesa, que eu desconhecia, e a uma colecção Géants que inclui também volumes com citações de Coco Chanel, Yves Saint Laurent e Dalai Lama, entre outros. O voluminho saiu em 2010 e terá custado 9,90 euros, originalmente.



As fotografias e imagens que ilustram a obra são quase todas excelentes. Traduzindo, aqui deixo uma citação de Winston Churchill (1874-1965), alusiva à temática em questão:

"É uma coisa boa para as pessoas pouco instruidas ler livros de citações... As citações, uma vez gravadas na memória, ajudam a pensar. E elas dão vontade de ler os autores e de saber mais.


agradecimentos a H. N.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Próxima leitura



Com alguma perplexidade, tenho de concluir que há duas figuras da história de França que exercem algum fascínio sobre mim: Charles de Gaulle (1890-1970) e François Mitterrand (1916-1996). Talvez até mais do que qualquer dos nossos presidentes da República Portuguesa.
Sabendo disso, um bom amigo meu, a quem agradeço, emprestou-me este Hors-Série (em imagem), a cuja leitura irei dar prioridade.

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Citações CDLXXXVIII



A autoridade não vai sem prestígio, nem o prestígio sem a distância.

Charles de Gaulle (1890-1970), in Le Fil de l'épée.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

A aceleração dos tempos



Ficou célebre, na memória de muitos e da história francesa, o empolgante elogio fúnebre feito por André Malraux, em 1964, aquando do acolhimento simbólico de Jean Moulin no Panthéon, durante o consulado de Charles de Gaulle. Tinham-se passado 21 anos sobre o assassinato de um dos mais importantes chefes da Resistência, até a decisão ter sido tomada, ainda que com ampla justificação.
Robert Badinter (1928-2024), ministro da Justiça responsável pela abolição da pena de morte em França, na presidência de Miterrand, faleceu a 9 de Fevereiro, e cerca de 5 dias depois, Macron anunciava pressuroso a sua próxima entrada no Panthéon francês. Aliás, nos tempos recentes, o número de jazidas tem crescido muito: Simone Veil (2018), Maurice Genevoix (2020), Josephine Baker (2021).
Parece notar-se a necessidade premente de novos heróis, mas, em Portugal, não é muito diferente.
Prefere-se a urgência emocional à serena reflexão sobre os méritos da "panteonização".

domingo, 20 de março de 2022

Citações CDLXXVIII



A França está acima dos Franceses. Eu não me ocupei da felicidade dos Franceses. Morre-se pela França: isso prova que ela é outra coisa, e mais do que os Franceses.

Charles de Gaulle (1890-1970), in De Gaulle (Hachette, 1973), pg. 169.

segunda-feira, 14 de março de 2022

Curiosidades 91



Do rei D. Manuel I se dizia que era entroncado, mas tinha o tórax curto e os braços muito compridos, que quase lhe chegavam aos joelhos. Sobre as suas régias mãos não constam as crónicas.
Por diversas vezes, Maria João Pires referiu que o seu repertório evitava Liszt por a pianista portuguesa ter as mãos pequenas e os dedos curtos.
Em Quando os robles também se abatem diz-nos André Malraux (1901-1971) que : "Volto a descobrir, ao apertar-lhe a mão, como as mãos deste homem (Charles de Gaulle), tão grande ainda, são pequenas e finas. Também as mãos de Mao Tsé-Tung, descarnadas, parecem as mãos de um outro." (pg. 20)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Fantasias



"Os meus planos são feitos com os sonhos dos meus soldados adormecidos." 

(Palavras de Napoleão, referidas em Quando os Robles se Abatem, de André Malraux.)

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Divagações 173



Mais de duas mil e seiscentas páginas de leitura, e o convívio renovado com as palavras escritas de François Mauriac (1885-1970), que foi um dos meus prosadores preferidos nos anos 60 do século passado, permitiram-me restaurar a empatia humana e confirmar a qualidade das suas reflexões. Os 5 Bloc-notes que andei a ler nestes últimos seis meses, e que acabei anteontem, clarificaram, à saciedade, a perseverença de duas enormes fidelidades do romancista francês: ao catolicismo e ao exercício político de Charles de Gaulle (1890-1970), cuja acção quase sempre apoiou.
Deste V e último tomo, destaquei alguns excertos, de que vou transcrever, traduzindo, apenas dois. Assim:

"Os mortos que não esquecemos e de quem celebramos os aniversários deveriam recordar-nos aqueles que nós esquecemos. Regozijo-me que, cinquenta anos após a sua morte, Guillaume Appolinaire se mantenha tão vivo na memória, mas aflige-me que, hoje, trigésimo aniversário da morte de Francis Jammes, nenhuma voz o tenha lembrado e que a sombra se adense sobre uma obra, mais que revolucionária talvez para os poetas da minha geração, mas não para os mais jovens como a de Apollinaire." (pg. 135/6)

"Nada me pode dar maior prazer do que o anúncio de um novo volume do Bloc-notes preparado pelo meu editor. Será o quarto se não me engano. De uma forma ou de outra, eu conto com este testemunho que deixarei. Não sei o que acontecerá ao Noeud de Vipères, a Thérèse Desqueyroux ou a Un Adolescent d'autrefois. Pelo contrário, conto com esta obra, que não é somente a história vista através de um temperamento, mas que se confunde com a minha vida mais pessoal. Isto constitui uma experiência singular que eu creio ter sido o único a ter tentado." (pg. 347)

(Não estou muito seguro de que François Mauriac tenha acertado nesta sua última previsão...)

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Conclusões (talvez) prematuras



Vistos 2 dos 6 episódios de De Gaulle - Prestígio e Intimidade, na RTP2, tenho-me ouvido a dizer, para mim mesmo: Se a série fosse britânica, e não francesa, os ingleses tê-la-iam feito com mais qualidade e profissionalismo. Se estou indeciso em avaliar ou não, pela positiva, o desempenho do actor que encarna a figura de Charles de Gaulle, já o canastrão que personifica Churchill, ainda para mais com aquele sotaque palerma, merece todo o meu repúdio crítico. A fotografia, no entanto, é boa, a verdade histórica parece respeitada, os cenários, interessantes. Nem tudo se perde e, por isso, vou continuar a ver os próximos episódios...



quarta-feira, 7 de julho de 2021

Lembrete 83

 

Admito que seja porque tenho vindo a ler, de há uns meses a esta parte, os volumes de Bloc-notes de François Mauriac (1885-1970), em que o escritor francês vai fazendo a apologia de Charles de Gaulle (1890-1970) renovando os seus votos de fidelidade política à figura do grande gaulês, mas creio que irei acompanhar, a partir de hoje, na RTP2 (22h01), os 6 episódios previstos e intitulados De Gaulle - Prestígio e Intimidade.
De facto, a partir dele e da sua qualidade política, o abaixamento da prestação de serviço na presidência francesa é notório, sobretudo a partir dos três últimos medíocres mandatos (Sarkozy, Hollande, Macron...).
Aqui, por isso, dou notícia desta série, a quem me queira acompanhar.



quarta-feira, 10 de março de 2021

Mauriac sobre De Gaulle

 


8 de abril de 1954

Conferência de De Gaulle. E há quantos anos eu deixara de ver o homem. Mas nem por isso ele envelhecera. Basta ele abrir a boca e é o mesmo tom soberano de sempre. Os insucessos não lhe dizem respeito. O seu olhar sobre a França e sobre a Europa é simplificador, mas nunca simplista.

François Mauriac (1885-1970), in Bloc-notes I (pg. 139).

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Filatelia CXLI


Não sei se o Brexit foi, para o Royal Mail, motivo justificado e suficiente para a emissão de alguma série de selos, na Inglaterra. Em 1973, e após dois vetos da França personificados por Charles de Gaule (1890-1970), que recusava a sua admissão por desconfianças sobre a Commonwealth, desaparecido o General, o governo de Edward Heath (1916-2005), movendo influências e diplomacia, conseguiu que o Reino Unido ingressasse na Comunidade Europeia, facto que justificou a série filatélica, de três selos, em 1973, conforme imagem. 

Mas logo quatro anos depois (1977), os correios ingleses não se esqueceram de celebrar, também em selos, a cimeira dos chefes de governo da Commonwealth... Razão tinha De Gaulle.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Recomendado : oitenta e seis - De Gaulle


Uma direita coerente e responsável. Heróica e à altura das circunstâncias e da História. É disso que fala este número, bem organizado e saído recentemente, de Le Point, tendo por tema Charles de Gaulle (1890-1970).

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Há quase 50 anos...


Não imagino como o governo do sr. Macron tenciona comemorar, no próximo ano, o meio século das movimentações estudantis e operárias de Maio de 1968, em Paris. Mas há datas que são sempre difíceis de tentar contornar, rasurar ou não referir. Emmanuel Macron (1977) estará, com certeza, à vontade, porque, como ainda não era nascido não se deve lembrar dessas convulsões pelas ruas de Paris... 



Daniel Cohn-Bendit (1945), hoje, tranquilo reformado do Parlamento Europeu, que foi figura cimeira e carismática nessa época, fará certamente algumas declarações solenes e importantes sobre a efeméride. Talvez aproveite até a oportunidade (quem sabe?) para lançar algum livro de memórias. Quanto a Jean-Luc Mélenchon (1951), que, dada a tenra idade, teve um papel menor, não deve porém ficar calado...
Mas o que resta dessa época de som e fúria, nas páginas cépticas da História, são sobretudo alguns slogans pitorescos, como: "É proibido proibir", "A ortografia é um mandarinato", "A sociedade é uma flor carnívora"; ou esse saboroso diálogo, que reproduzo acima, entre Cohn-Bendit e o ministro francês da Juventude, na altura.
Tudo o resto acabou por se esfumar no tempo e nas viradeiras sucessivas da história contemporânea francesa.
Que De Gaulle repouse em paz!

domingo, 4 de junho de 2017

Centralizando a questão


É sempre avisado desconfiar daqueles que, com cândida singeleza e puritanamente, se confessam apolíticos. Na maior parte dos casos, são meros Tartufos disfarçados. E, ainda mais, é preciso desconfiar dos que afirmam que não há já razão ideológica para a existência, em política, de Esquerda e de Direita. Esses, ou são pobres de espírito (e será deles, como diz o Novo Testamento, o reino dos céus...), ou escondem objectivos inconfessados de infiltragem insidiosa, para catequizarem e se insinuarem, com mais simpatia, no país aborígene dos ignorantes e inocentes.
Dito isto, eu penso que, em muitos aspectos, a Esquerda conserva, em si, alguns sentimentos de culpa em relação às questões essenciais do mundo, alguma incomodidade, e tem, muitas vezes, uma excessiva gentileza democrática para resolver com objectividade determinadas situações. Aí, normalmente, a Direita é menos subjectiva, mais rude, mas também mais eficaz. Por exemplo, a Guerra. Relembro a hesitação democrática de Mendès France, comparada com o realismo de De Gaulle (Argélia). Ou Kennedy e Johnson, democratas, em confronto com o pragmatismo de Nixon, republicano, que acabou com a guerra do Vietname.

sábado, 8 de abril de 2017

Filatelia CXVIII


Não se peça a um coleccionador de selos que conheça  o nome dos artistas que desenharam os selos que ele vai juntando. Ao filatelista normal, isso passa-lhe normalmente ao largo...
E, no entanto, algumas vezes, o autor da maqueta e desenho da estampilha é um artista de fina sensibilidade e gosto. E o resultado, esteticamente, muito bem conseguido.
Nascido em Toulouse (França), Edmund Dulac (1882-1953), ainda jovem veio a naturalizar-se inglês, tendo executado grande parte dos seus trabalhos de ilustrador de livros na Grã-Bretanha. Obras das irmãs Brontë, Poe, Andersen, Shakespeare, entre tantas outras, foram enriquecidas pelos seus desenhos, em parte influenciados pelo traço dos pré-rafaelitas,


O que nem toda a gente saberá, e muito menos os filatelistas, é que foi Edmund Dulac o autor dos desenhos de grande parte dos selos ingleses emitidos durante o reinado de Jorge VI (1936-1952); e por aí se pode ver a qualidade do traço do artista. Também o desenho do pano de fundo, ou cenário, de um dos selos (1sh. 3p.) da emissão da coroação de Isabel II é de sua autoria.


Já em 1942, Dulac tinha contribuido, a pedido do Governo inglês e por solicitação do general De Gaulle, para a série da denominada Marianne of London. Do facto, não se esqueceram os correios franceses de emitir um selo comemorativo, em 1994, para celebrar essa efeméride patriótica.



O que foi, no fundo, uma forma simples, mas objectiva de divulgar a obra de Edmund Dulac.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um Resistente em Lisboa




Há 2 meses, exactamente, falamos dele, aqui, num poste sobre o seu best-seller "Indignez-vous!", em 6 de Março de 2011. Pois Stéphane Hessel encontra-se em Lisboa, a convite de Mário Soares. É a terceira vez que passa pela capital portuguesa, a primeira das quais, em 1941, vindo de Casablanca, para depois seguir para Londres, ao encontro de De Gaulle, para se juntar à Resistência Francesa e lutar contra o nazismo. E o ancião, com 93 anos, não pára: recentemente, publicou mais um pequeno livro, intitulado "Engagez-vous!" (L'Aube, Paris). Bem-vindo, Stéphane Hessel!

sábado, 8 de janeiro de 2011

François Mittérrand, há 15 anos


Esta fotografia que encima o poste é, para mim, emblemática. Helmut Kohl e François Mittérrand, de mãos dadas, em Verdun, no ano de 1984. Era no tempo em que a Europa se unia e se ia construindo, sob a chefia de estadistas de craveira superior; não a Europa de hoje, com chefes de estado medíocres, mesquinhos, a fazer contas de merceeiro e a defender a sua "vidinha " pequenina e nacional...
François Mittérrand (1916-1996) morreu, precisamente, há 15 anos, poucos dias depois de visitar, civilmente, o Egipto. Como Charles de Gaulle, também, tinha visitado a Irlanda, como simples cidadão, pouco antes de morrer. Eram pequenos gestos, talvez simbólicos ou de gosto, que marcavam percursos de vida. Mas que espelhavam, ao mesmo tempo, a universalidade do seu espírito.
Mesmo na intimidade (e li, muito recentemente, um livro de Michel Charasse, um íntimo de F. M., em que o autor nos dá, em pinceladas impressivas, um pouco do seu retrato de proximidade - 55 faubourg Saint-Honoré, Ed. Grasset), François Mittérrand é um dos últimos estadistas europeus com dignidade humana e horizontes universais, exemplares.

P.S.: para MR, que lembrou F. M., previamente, no Prosimetron.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Da wikipedia : " animal peludo, longas orelhas, rabo curto e fofo"



Já lhe estão a fazer a cama, ou o ninho, ou a toca. É só ler os jornais, ouvir os babados "pivot" 's, nos seus antecipados e melífluos, discretos juramentos de lealdade, pelo veludo na voz que se derrete quando lhe fazem perguntas. Todos sonham ser mexias ou penedos...
E eu que estava habituado aos líderes feios - mesmo que fossem de direita : De Gaulle, Churchill, Adenaur. E, depois, me fui habituando aos da minha geração... E ainda aos Versace e aos Armani.
Que diabo!, que mal fiz eu a deus?!, para mais um golpe de rins, tão contrariado.
Que se cuide o "nosso filósofo grego" com a cicuta que já lhe verteram na taça. Os nossos jornalistas estão a engordar um coelhinho, com muito mimo, e a menos que apareça, por aí , uma sábia tartaruga, do lado esquerdo...,oxalá!