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terça-feira, 5 de março de 2019

Vivaldi



A propósito de Vivaldi, vem à colação Veneza, para que se não diga que eu me esqueci que hoje é terça-feira de Carnaval...

sábado, 2 de março de 2019

Como o seu próprio nome indica...


Percebe-se. Se ele é neto de moura, deve ter mantido no seu ADN, os ancestrais resquícios mais cavernícolas que o seu próprio nome denuncia, à evidência. ADN sunita e milenar, evidentemente.

Para as europeias, marchar, marchar...



Viva o Pyrex
-cêdêesse,
mais a boneca
de celulóide!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Mera constatação


Num período inferior a 24 horas, o Arpose recebeu duas visitas institucionais: ontem, às 13h42, da Secretaria-Geral do Ministério de Administração Interna e, hoje, às 11h11, da Direcção Geral de Estatísticas da Educação e Ciência. É provável e lógico que tenha havido um passa a palavra...
Ambas as visitas se dirigiram ao poste do Arpose: O bom humor de Luís de Camões, de 8/5/2011. Pese embora o Entrudo já ter terminado há uns dias atrás, louve-se este interesse institucional pelo nosso Épico maior, que mereceu o interesse e atenção de quem se debruça sobre o nosso passado, com desvelado carinho.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Um soneto brejeiro de Correia Garção, pré-carnavalesco


O soneto de Correia Garção (1724-1772) vem transcrito por António Cirurgião, na publicação, de 1974, cuja imagem de capa surge acima. O soneto reza assim:

Hoje ao redor de mim Amor voava
Mil círculos fazendo pelos ares;
Das brancas azas, luzidos talares
O sonoro ruido me assustava.
     Aos hombros retinia a dura aljava,
     Cheia de settas d'ouro singulares;
     E co'as mãos poderosas, milhares
     Laranjas e canudos espalhava.
Espantado fiquei! o traidor rindo,
Da engelhada minhoca desembesta
Um diluvio de perolas sizudo:
     E as rubicundas nadegas abrindo,
     Uma bufa largou, dizendo: he esta
     A galhofa melhor do amante entrudo.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Carnaval



Maioritariamente seremos, e quase todos, "filhos da madrugada", do desespero ou do calor intenso da noite. De uma forma de se continuar a luta vã contra o nada, a ilusão de existirmos, enquanto seres humanos, para sempre.
O carnaval, europeu, no fundo, não deixa de ser uma forma talvez mais limpa, ou asséptica, das lupercais ou saturnais. uma maneira actualizada  de abençoar o excesso, através da incontinência perdoável e da caridade cristã. Perdoe-se ao Brasil ter interpretado - talvez pela temperatura demasiado elevada - de uma forma excessivamente literal e desbragada, a Antiguidade pagã.

domingo, 22 de novembro de 2015

Pequena história (38)


Ao que parece, Goethe (1749-1832) não morria de amores pelos festejos carnavalescos. Na sua "Viagem a Itália" (1788), anotou: "É preciso ver o Carnaval de Roma, para nunca mais o querer ver."
Em 1825, porém, a organização do Carnaval de Colónia solicitou-lhe um poema para a festa, e Goethe não resistiu a corresponder ao pedido. Fez, no entanto, acompanhar a poesia da recomendação de que os festejos fossem breves e decorressem em boa ordem.
A organização colonicense, grata, enviou-lhe, depois, um diploma de Jeck (bobo ou rei de Carnaval), como era de norma fazer com aqueles que colaborassem no acontecimento.
Goethe meteu o sobrescrito com o diploma num envelope maior, para o seu arquivo, escrevendo por fora: Absurdidades Renanas.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Revivalismo Ligeiro CXI


Porque é Carnaval, que também tem um lado pimba. Porque me parece que o fado dos nossos dias se leva excessivamente a sério. Porque ainda me lembro de ouvir fado vadio e fados brejeiros...

terça-feira, 4 de março de 2014

Perguntas metafísicas


- Podemos ignorar o Carnaval? ...E não é pecado?
- Claro que sim!...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Uma fotografia, de vez em quando (17)


Anos 30, Porto, Carnaval ou Passagem do Ano. Pausa no baile, para posar para a posteridade.
Dois dos cavalheiros, à esquerda, parecem concentrar as atenções do olhar na única jovem de luvas, na extrema esquerda. Mas, à direita, passa-se uma situação exactamente contrária: há duas jovens, elegantemente trajadas, que, em vez de olharem em frente, para o fotógrafo, prestam cuidada atenção ao cavalheiro da retaguarda. Os restantes elementos, maioritariamente masculinos, posam circunspectos.
De um fotógrafo desconhecido, mas provavelmente portuense, esta foto faz par com a que, aqui no Arpose, foi colocada a 7 de Julho de 2013. O carimbo, no verso, comprova idêntica origem: Foto-Londres, R. 31 de Janeiro, 148.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Anarco-parvas e carnavalescas


O futuro pesa como chumbo, mesmo nestes dias de folguedos carnavalescos. Por isso mesmo, há que aproveitar o mais pequeno resquício de micro-humor, para se criar uma pequena base de boa disposição, neste dia em que até o tempo se conjugou para prejudicar os desfiles, por essas terrinhas portuguesas. Mas a sorte bafejou-me logo pela manhã. À beira de uma loja Staples, aonde fui, dei de caras com este soberbo nome de uma funerária outrabandista: "Pétalas de Saudade" - criativos e líricos, estes gatos-pingados!
Depois, trazia de outiva as mais recentes patacoadas cibernéticas que chegaram ao Blogue, com as consequentes parvoíces dos encaminhamentos googlescos ( ou grotescos). Como se seguem:
- search words: "letra vinheta: são paulo «josé domingos»"; e o Google, na sua infinita sabedoria, indica o poste "Heinrich Biber, a propósito", de 11/5/10.
- outro cibernauta escreveu, convicto: "yuri bastos cardeal lima empinando", e o motor de busca mandou-o para o Jardim da Cordoaria, no Porto, de que falei, aqui no Blogue, em 23/4/12.
- finalmente e, decerto, um cibernauta gastrónomo lançou: "perdizes virginia quando põe ovos"; solicitamente, indicaram-lhe o poste - "Adagiário CIII : Pão", de 16/10/12. Magra refeição...
Bom Carnaval, a todos!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O lado negro do Carnaval de Colónia



Por experiência própria, conheço bem o Carnaval de Colónia. Com raízes comparáveis a uma crítica social vicentina, sofreu, no entanto, uma evolução negativa à semelhança da sociedade e dos seus políticos. Com efeito, uma tradição popular transformou-se num enorme negócio, liderado por um comité de festas, cujo responsável se apresenta na imagem acima, que aluga, ao preço de 74,50 euros (!) um lugar sentado para assistir à passagem dos carros alegóricos.
Ora, este ano, um dos carros representa, de forma abjecta e insidiosa, a alegoria dos valores do capital, apresentando a "boa" senhora Merkel a alimentar os "porquinhos" do Sul, falseando, assim, a realidade "pintada" por determinados políticos e uma imprensa acrítica. 


Avessa a populismos, não costumo confundir a liberdade de imprensa e o direito de crítica, mesmo brejeira, com ataques soezes à laia de escumalha que não respeita o valor supremo da dignidade humana.

Post de HMJ

domingo, 23 de outubro de 2011

Mercearias Finas 40 : Bolo-rei


Ao princípio são os lagares, onde fruta diversa (cereja, cidrão, calondro, casca de laranja, figo...) é acompanhada por pasteleiros encartados que dela tratam, adicionando-lhe água e açúcar, e a remexem profissional e semanalmente. Retirada e enxugada, esta fruta dita "escorrida" (e não cristalizada, que é um outro tipo), bem como a fruta seca laminada (amêndoas, pinhões, nozes e, às vezes, avelãs) associada às uvas passas, serão o elemento decorativo e interior, imprescindível, da massa do célebre Bolo-rei. A isto se acrescentava uma fava embrulhada, antigamente, que, dizia-se, trazia sorte a quem coubesse, na fatia de brinde, do Bolo. As pastelarias de referência fabricam-no, tradicionalmente, desde o feriado de 5 de Outubro, até ao Carnaval. Aos fins-de-semana, mas com extrema intensidade nos dias 24 e 31 de Dezembro, e no dia de Reis (6 de Janeiro).
O Bolo-rei inspira-se, dizem, na "Galette des Rois", francesa, e começou a fabricar-se em Portugal, em data incerta do séc. XIX, provavelmente, na Confeitaria Nacional, de Lisboa, propagando-se gradualmente por todo o país. É hábito respeitado, normalmente, ser o Pasteleiro-chefe com o cotovelo a fazer o buraco central, em cada Bolo-rei. Com o advento da República quiseram chamar-lhe "Bolo da República", mas a moda não pegou e, por isso, sempre manteve o nome inicial. Pelo Natal e no Ano Novo, bem como no dia de Reis, o Bolo-rei era acompanhado por Vinho Fino (Vinho do Porto particular), nas mesas onde as famílias se reuniam, festivamente.
Ora, ontem, sábado 22/10, cá em casa iniciou-se a "saison", com o primeiro Bolo-rei. Que estava muito bom. Fiz uma pequena alteração ao que é tradicional: em vez do habitual Vinho do Porto, na fotografia, dei-lhe por companheiro um Vinho de Carcavelos, dos antigos e raros, da Quinta do Barão, entre Oeiras e Carcavelos. É um vinho mais seco e data do início dos anos 70, do século passado. Posso garantir que Willy Brandt o apreciava, enormemente, porque tinha um admirador português (Miguel Cerqueira) que, todos os anos, lhe enviava uma caixa de 6 garrafas deste vinho, para Berlim, através de uma família alemã de apelido Kirchwitz, que vinha passar Agosto e Setembro, em Esposende. E Willy Brandt agradecia. Só não tinha era o Bolo-rei português para acompanhar...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Pobretes, mas alegretes - o forró


Hoje, acordei ao som de música brasileira, em altos brados. Pensei: é o Carnaval. Mas quando desci, para comprar o jornal, na rua, quase fiquei comovido: então não é que a Junta de Freguesia, aqui da zona, até tinha feito deslocar, para junto da Escola, uma camioneta de caixa aberta para dar música, graciosamente, para as criancinhas? Que lindo gesto!
Mas, depois, que as autarquias não se queixem de que não têm dinheiro para os serviços básicos. Vi professoras e professores meio-aturdidos, deslocando-se, vertiginosamente para nenhures, como baratas tontas. Vi a pequenada mascarada e aos gritos, atropelando-se entre si, nas cercanias e dentro da Escola. E alguns Pais, a pequena distância, com ar de parvos. Também será assim no Brasil, em Colónia, em Notting Hill? E a nossa Ministra da Educação também se terá mascarado de abelhinha?
Mas que grande forró! E os meus pobres ouvidos que paguem a factura...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Carnaval, Minho, ano 49



O Carnaval seguia, dentro de momentos, para "esta lavradeira minhota". E a réstia dos alhos, ao pescoço, até podia dar para afastar os vampiros...