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domingo, 30 de outubro de 2022

Géneros e geografia



A leitura deste pequeno excerto do cineasta e jornalista Leitão de Barros (1896-1967), inserto numa crónica do Diário de Notícias, do último dia do ano de 1955, que passo a transcrever, suscitou-me algumas pequenas reflexôes de índole diversa. Segue o texto: 
"O Porto, aconchegado no seu grande capote de granito, fumegando, independente, no cacimbo dos seus nevoeiros, voltado aos contraluzes prateados do Douro, é a mais vetusta e máscula cidade portuguesa. Nenhuma o suplanta ou iguala nesse sentido de veteranidade solene que irradia das suas pedras puídas pela ventania dos séculos."
Ora, se exceptuarmos o Funchal - creio -, apenas a Cidade Invicta, das urbes nacionais, ganhou o estatuto de género masculino. Mas, se alargarmos a ideia à geografia, na Europa, esta ciência também privilegia o género feminino para as cidades e até mesmo para países. Apenas me lembro do masculino Luxemburgo e do Reino Unido (embora da feminina Inglaterra). Curioso, pelo menos.
Qualquer dia, se calhar, os devotos LGBT ainda se lembram disto...

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Do que fui lendo por aí... (11)


Ritmo de escrita ágil, muito bem documentado, sério, não deixando de o ser pela narração de um ou outro pormenor pitoresco e irónico que João Bénard da Costa (1935-2009) intercala, com espírito bem humorado, nestas páginas sobre a história do cinema português, desde o seu início até 1990. O livro saíu em meados de 1991, para acompanhar a Europália, editado pela IN-CM.
Na capa, em vinheta ao fundo, a reprodução da tela Labirinto, de Pedro Chorão, pertença do C.AM. .
Só para aguçar o apetite de leitura, aqui deixo referida uma citação do cineasta Leitão de Barros (1896-1967), que Bénard da Costa reproduz, sobre as virtualidades do povo português. Assim: "...levava sobre outros povos uma vantagenzinha apreciável: conhecemo-nos uns aos outros, de gingeira, há oito séculos! E graças a Deus damo-nos mal" (pg. 51).

sábado, 13 de abril de 2013

Retro (27) : Lisboa, anos 30, por Leitão de Barros


Descontando alguns propósitos ideológicos, este filme de Leitão de Barros (1896-1967), de 1930, parece-me um testemunho interessante, do tempo em que os fascismos se iam implantando na Europa. E de uma Lisboa de modos e costumes já esquecidos.
E, como tem a duração de 1 hora e 27 minutos, é para se ir vendo...