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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Últimas aquisições (11)


Separados por 55 anos, estes dois livros que comprei, usados, ainda ontem.
De 1919, centenário por isso, editado pela Portugália, o Neves de Antanho, do Conde de Sabugosa (1851-1923), despertou-me o interesse por um dos capítulos ser dedicado a D. Jorge de Lencastre (1481-1550), filho bastardo de D. João II, e de Ana de Mendonça. E a uma sua paixão serôdia, por uma jovem fidalga...
A antologia de poetas expressionistas alemães, bilingue (alemão e francês), foi publicada, em 1974, pela prestigiada editora de François Maspero, e pareceu-me muito ampla (360 páginas) e bem representada.
Dei pelos 2 volumes 10 euros, o que me pareceu bom preço e módica quantia pelo prazer que me vão dar, futuramente, com certeza.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pequena história (2) : D. Jorge de Lencastre


Passou há poucos dias o aniversário do nascimento (12 de Agosto) de D. Jorge de Lencastre (1481-1550), filho bastardo de D. João II e de Ana de Mendonça. Dizem que era de baixa estatura, culto e de boas maneiras. Conta-se, também, que sendo ainda de pouca idade o pai quis casá-lo com uma filha dos reis de Castela, Fernando e Isabel, com vista a assegurar-lhe um futuro real. Para isso, mandou D. João II, secretamente a Castela, Lourenço da Cunha que foi levado à presença da Raínha Isabel. Exposto o assunto, a raínha, com manifesta cortesia e ironia, respondeu ao fidalgo português que não poderia casar a sua filha com um bastardo, embora real. E acrescentou que, como o seu marido (Fernando) também tinha uma filha natural, talvez pudessem tratar desse outro casamento. Incomodado, Lourenço da Cunha que tinha respostas rápidas, terá dito: "Senhora, El-Rei meu Senhor, não pretende tanto aparentar-se com El-Rei D. Fernando, mas com V. A., por isso se V. A. tiver outra filha bastarda, ele a tomará para seu filho."

terça-feira, 6 de abril de 2010

Por entre Bibliofilia e Mercearias Finas


Li hoje, com grande deleite, Regra e Estatutos da Ordem de Santiago, numa edição de 1548, impressa por Germão Galharde ( ? -1561?). Não só os caracteres tipográficos (góticos) são de grande perfeição técnica e estética, como o texto, em português antigo, supervisionado, seguramente, por D. Jorge de Lencastre (1481-1550), Grão-mestre da ordem, é de uma limpidez e escorreiteza singular admirável. Até aqui, história e bibliofilia.
Vamos lá às Mercearias Finas. Por entre os pecados capitais referidos na Regra e Estatutos ..., há, adequadamente uma caracterização e advertência à Gula. Para que, como pecado, seja evitado pelos cavaleiros da Ordem de Santiago. Reza assim

"Se pôs sua bemaventurança em comer e beber.
Se comeu e bebeu muitas vezes por deleitação.
Se por muito comer ou beber esteve doente.
Se bebeu de maneira a que saísse de seu sentido."
Ora pro nobis!
P. S. : para JAD, naturalmente.