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sábado, 26 de abril de 2014

Apontamento 43: Purgatório ou Inferno ?



Ao que parece não é apenas a Constituição da República Portuguesa, mas também a Carta de Direitos Fundamentais da EU, que estabelecem os valores universais da dignidade do ser humano, sem discriminarem, negativamente, os “velhos”, os “incapazes” ou outras “espécies a abater”.

Ora, a pergunta da Visão: O melhor mesmo é falecer ?, dirigida aos pensionistas, esconde, por detrás do livre exercício da liberdade de expressão, uma retórica totalitária que, noutros contextos e países, já teve os seus efeitos práticos na aniquilação de “gente” incómoda. Por associação histórica, também me lembrei de uma célebre afirmação do actual inquilino do Palácio de Belém, quando se referia, em termos muito semelhantes, a uma solução drástica para reduzir o número de funcionários públicos. Portanto, o “cheiro a bafio” que infesta determinadas ideologias políticas já ganhou estatuto para sair em parangonas nos jornais.

A partir deste momento é apenas esperar pelo passo seguinte na concretização do objectivo.

Não será, certamente, pelos métodos antigos e pouco higiénicos! A vaga de fundo das botas dos “camisas castanhas” modernizou-se e as suas roupagens apresentam-se mais executivas, empreendedoras e financeiras. Com efeito, a nova fogueira para os velhinhos está a ser preparada, entregando a sua sorte ao mercado todo-poderoso. E os novos carrascos têm outra lenha, aparentemente mais esterilizada, a saber, a produtividade e a evolução demográfica. São achas para a fogueira que só eles escolhem e dominam.


O dia 26 de Abril de 2014 não poderia ter sido mais dantesco!

Post de HMJ

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Em defesa da dignidade do ser humano



Em princípio, seria dispensável que um cidadão europeu se sentisse na obrigação de recordar aos seus Presidentes – da Comissão e do Conselho – o artigo primeiro da Carta dos Direitos Fundamentais da UE, que reza assim: “A dignidade do ser humano é inviolável. Deve ser respeitada e protegida.”
Ora, nas recentes Recomendações Anuais de Política Económica e, sobretudo, nas declarações subsequentes da Comissão Europeia sobre a necessidade de “baixar os salários em Portugal” deve ter havido em “esquecimento” relativamente ao princípio acima mencionado.


Traduzindo a revolta subjacente perante uma ofensa tão descarada, dir-se-ia que tanto o Presidente da Comissão como o seu Comissário Olli Rehn não sabem o que significa viver com o salário mínimo nacional em Portugal. 
Falar em reduzir ainda mais o sustento a uma larga parte da população portuguesa, é uma violação do direito à dignidade do ser humano. Não será, certamente, para aqueles que construíram a sua carreira política nacional e europeia à margem de um qualquer trabalho produtivo, ou para  os  “Kaufmänner" [= homens de compras, sic] que, como ontem, invadiram o país à procura das pérolas portuguesas para comprar.
Perante o exposto, e no pleno direito à liberdade de expressão, endereço ao Presidente e o Comissário uma Recomendação:
- em defesa da dignidade do ser humano, no espaço europeu, estabelecer, como pretende o Presidente da República Francesa, o máximo de 20 salários para os CEO’s;
- implementar uma “reforma estrutural” que impeça, de vez, a fuga de capitais, de impostos e o “negócio” obsceno dos especuladores que vivem da sangria dos cidadãos.
Remate final: não tenham receios, os CEO’s não emigram, porque não existem tantas vagas lá fora como dentro do país, por enquanto.

Post de HMJ