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quinta-feira, 9 de maio de 2024

Recomendado : cento e um

 

Por uma vez acontece, talvez, que depois de vários números comprados que foram autênticas decepções, este exemplar duplo de Le Nouvel Obs, com a temática da Libertação e o verão de 1944, promete uma proveitosa leitura ao ser folheado. 
Assim espero que se venha a confirmar, em nome dos bons velhos tempos.

terça-feira, 7 de junho de 2022

Uma fotografia, de vez em quando... (159)



Nascido na Bielorrússia, território que integrava na altura o império czarista, Boris Ignatovich (1899-1976), cedo se distinguiu como um inovador da avant-garde modernista, tendo sido um dos primeiros fotojornalista da URSS. Só pelos anos 50 começou a utilizar a cor nas suas fotos. Foi também, no cinema, um documentarista estimável.




Integrado no exército soviético documentou abundantemente a tragédia que foi a II Grande Guerra. Mas retratou também, de forma realista e expressiva a vida rural quotidiana da ex-URSS, nos seus múltiplos aspectos.



domingo, 8 de maio de 2022

Excerto e nota



"O primeiro  dever de um escritor é escrever aquilo que pensa, custe o que custar. Aqueles que preferem mentir não têm senão que escolher um outro ofício - o de político, por exemplo."

Georges Bernanos (1888-1948), in Le Chemin de la Croix-des-Ames.

Nota pessoal: católico e monárquico, posições ideológicas de direita que explicam, porventura, a diatribe contra os políticos no final da citação (acima), o escritor francês George Bernanos era, eticamente, um homem livre (Camus dixit) e isento, qualidades que o levaram a denunciar a barbárie do franquismo (Les Grands Cimitières sous la Lune, 1938) na Guerra Civil Espanhola, e a opor-se ao regime de Vichy e a colaborar, durante a II Grande Guerra, com a Resistência.

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Curiosidades 92



Como se costuma dizer: uns têm a fama, outros o proveito.
Assim como eu, muita gente atribuiria a autoria do V de vitória, feito com os dedos indicador e médio, a Winston Churchill (1874-1965), por alturas da II Grande Guerra. Outros ainda, menos frequentadores da História, são capazes de pensar que terá sido Sá Carneiro quem criou o sinal na campanha de eleições da AD. Não. Nem um, nem outro são os seus autores.





Mas foi-me preciso chegar até a um Le Monde recente (25/2/2022), emprestado pelo meu bom amigo H. N., para numa recensão literária (de Florence Noiville)  do suplemento sobre livros, lhe saber a história e origem. E afinal o gesto, pretensamente político, não tem um autor conhecido - é anónimo. Mas não há nada como eu traduzir o texto inicial do jornal francês, para esclarecer o assunto. Aqui vai:

"Eles avançam. Fazem o V da vitória. Com os seus arcos de 7 pés de comprimento, com os seus terríveis longbows em madeira, eles envolvem o inimigo numa chuva de flechas torrenciais. Os frecheiros ingleses da guerra dos Cem Anos (1337-1453). Quando os Franceses capturaram um deles, apressam-se a cortar-lhe o dedo indicador e o médio para ter a garantia que o arqueiro não mais poderá manobrar o arco. É por isso que, antes de cada nova batalha, por desafio, os frecheiros fazem esse V com os seus dedos. Querendo dizer: as nossas mãos estão intactas, temos os dedos todos, vamos vencer-vos."

Interessante a história, não é?!

domingo, 15 de novembro de 2020

Leituras Antigas XLV

O poste anterior deu origem a uma troca de ideias, nos comentários, a propósito da II Grande Guerra, o Holocausto e leituras temáticas sobre estes assuntos, com comentários entre MR, Mister Vertigo e eu próprio. O facto levou-me a procurar depois na minha biblioteca livros que li, talvez entre os 15 e os 30 anos, sobre estas matérias.


Facilmente encontrei três deles de que reproduzo as capas  em imagens. Dois deles foram-me oferecidos por colegas do Liceu, em aniversários e o terceiro The Rise and Fall of the Third Reich (1962), de William L. Shirer, foi comprado por mim em Paris, no mês de Setembro de 1963, por 11,35 francos franceses.



para MR e Mister Vertigo, especialmente e a propósito de um triálogo anterior.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Mercearias Finas 141


Ora, ontem, que almocei um saboroso bitoque com ovo a cavalo, num despretensioso e pequeno restaurante, ali para as bandas de Campolide e em boa companhia, resolvi agora falar de escassez, que é coisa que tem faltado a esta temática, aqui no Arpose, felizmente.
O tema foi-me despertado por um curiosíssimo artigo de Laura Freeman, no TLS (nº 6045), em que a articulista discreteia sobre as carências alimentares na Inglaterra, durante o tempo da II Grande Guerra, informando que, de fome ou por desnutrição, em todo o mundo, nesse período de 6 anos difíceis, morreram cerca de vinte milhões de pessoas.
A cronista, em jeito de ironia, afirma também que, nesses anos e no Reino Unido, a literatura inglesa está repleta de "romances esfomeados". Em que Evelyn Waugh, Muriel Spark, Wyndham Lewis e Graham Greene, entre outros, referem saudosamente as mesas fartas de um passado ainda recente, mas tão só re-imaginado. E em que uma refeição com umas esquálidas pernas de frango, nessa época de austeridade, era saudada como um delicioso manjar dos deuses.
O racionamento teria começado em Janeiro de 1940, na Inglaterra, e sobre produtos essenciais: manteiga, fiambre e açúcar. As sequelas da escassez, porém, prolongaram-se para além da II Grande Guerra, atingindo também a carne, em 1954. E, anteriormente, em conversa, bastava falar-se em pêssegos, azeitonas, manteiga (que fora substituída por margarina), arroz, limões e amêndoas, para os circunstantes britânicos começarem todos a salivar...
E eu que tive ontem boa comida em boa companhia, até me lembrei de Evelyn Waugh que dizia, nesse período da II Grande Guerra, não se importar com a má companhia desde que almoçasse boa comida. E senti-me um felizardo por ter tido ambas as coisas, nesse restaurante de Campolide, ontem.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Curiosidades 66


É conhecida a atenção e o respeito que, normalmente, os ingleses têm pelos animais, sobretudo pelos de estimação. Mas também há fenómenos colectivos de muito difícil explicação, projectados por circunstâncias, talvez, de pânico colectivo ou de contaminação psicológica, quase irracional.
O penúltimo TLS (nº 5973) refere que, na primeira semana da II Grande Guerra, em 1939, sobretudo em Londres, houve um massacre, através da eutanásia provocada pelos donos, de cerca de 400.000 cães e gatos, o que representava 1/4 da população destes animais domésticos, na capital inglesa.



O facto não se deveu a nenhuma disposição legal do governo da altura e também nem sequer tinham ainda começado os horrores dos bombardeamentos nazis da Blitzkrieg. O mistério desta acção colectiva dos londrinos persiste. Em sentido contrário, contavam-se os casos do embaixador alemão Ribbentrop que, ao deixar a Inglaterra, abandonou o seu cão, e do embaixador inglês Neville Henderson que, ao abandonar Berlim, trouxe consigo o seu cão Hippy, de estimação - tendo sido destacado o facto, elogiosamente, na imprensa britânica da época, até pelo contraste.



O massacre dos cães e gatos londrinos, de que falámos acima, embora assistido por elas, não contou com a aceitação das autoridades veterinárias britânicas, que se limitaram a um acompanhamento caridoso, para que esses animais domésticos não sofressem com a eutanásia. E sabe-se que muitos dos animais sobreviventes foram, posteriormente, uma ajuda preciosa na descoberta dos seus donos, soterrados após os bombardeamentos, sendo até alguns deles condecorados, depois.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Pinacoteca Pessoal 122


No ano em que se celebra o centenário da Revolução Russa, valerá a pena lembrar o talentoso caricaturista moscovita Viktor Deni (1893-1946). E, muito embora não seja conhecido como pintor, os seus cartazes, apoiando a ideologia comunista e as forças do Exército Vermelho contra os Brancos de Kerensky, merecem ser recordados, pela sua qualidade gráfica. As duas imagens de cartazes, acima, são de obras feitas em 1919.



Mas também a propaganda, contra o nazismo, no final dos anos 30 e início dos 40 merece ser lembrada pela eficácia do seu traço e pelo contributo indirecto para a vitória do exército soviético sobre as forças alemãs, na II Grande Guerra.


Nota: que me desculpem a incontinência excessiva das imagens, atendendo à exiguidade do texto...

sábado, 8 de agosto de 2015

De Lisboa, em tempo de guerra, pequeno excerto de carta familiar


"...Aqui no Hotel estão quase só estrangeiros, parecendo estar num país estranho, pois as pessoas que me rodeam são de origem Alemã, Inglesa, Olandesa e Americana, parte d'estas famílias são expatriados que estavam na America do Sul como diplomatas e aguardam oportunidade para seguirem para as suas nacionalidades em troca de outros. ..."

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Filatelia CIII


Sinal dos tempos, também o fim da II Grande Guerra foi celebrado, filatelicamente, nos países beligerantes. A primeira série britânica, de 1945, com a efígie do rei Jorge VI, aponta para a reconstrução e para a Paz. Dos Aliados, também os Estados Unidos da América emitiram vários selos, em 1945, com motivos alusivos de maior simbolismo patriótico, louvando o exército americano na libertação de Paris, a batalha de Iwo Jima e a sua marinha nacional.
Enquanto isso, na Alemanha derrotada, com as suas infra-estruturas destruídas, Correios desorganizados e emissões paralizadas, cada cidade, vila, lugarejo, aproveitava restos dos últimos selos do nazismo, para franquear a correspondência, apondo-lhe, muitas vezes à mão, sobrecargas manuscritas. Estas estampilhas constituem o que, hoje, se chama: Lokalausgaben (Emissões locais). E, nos selos base, a efígie de Hitler era obscurecida a tinta, num exorcismo artesanal, mas bem revelador do pragmatismo germânico...


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Retro (68)


Provavelmente datado do início dos anos 40, este pequeno folheto de 24 páginas, de origem britânica, destinava-se a falantes de língua portuguesa, alertando-os para os malefícios do nazismo. Utilizando a ironia, quase sempre, as mensagens eram simples, mas eficazes. Terá sido obra dos serviços de propaganda ingleses e os folhetos terão sido distribuidos durante a II Grande Guerra, para criar um ambiente favorável aos Aliados, e à sua vitoria.

com grato reconhecimento a A. de A. M..

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Pequena história (30) : estatísticas e bom senso


Com base numa progressão estatística estável, é possível concluir, pelos números de hoje, que, no ano de 2048, todos os norte-americanos serão obesos. No entanto, há imponderáveis que poderão vir a alterar, significativamente, esta previsão matemática. O bom senso, neste caso, e a humildade e a incerteza dos prognósticos devem ser sempre considerados.
No decurso da II Grande Guerra e para evitar a perda de demasiados aviões, nas batalhas aéreas, pôs-se aos Aliados uma questão importante: reforçar a blindagem dos aparelhos, mas de forma parcial, para não obrigar, pelo aumento do peso das aeronaves, a um aumento de consumo de gasolina. A observação cuidadosa de vários aviões, que tinham entrado em combate, permitia concluir que eles eram atingidos por balas, sobretudo na fuselagem; sendo poucos os vestígios de balas, na área dos motores. Daí concluir-se que as fuselagens é que deveriam ser reforçadas.
Mas um matemático, especialista em estatísticas, Abraham Wald (1902-1950), alertou para uma realidade muito simples, mas também muito significativa: provavelmente, a maior parte dos aviões atingidos nos motores não regressou, porque tinham sido abatidos. E não tinham contribuido para a decisão, que devia estar errada, nas suas conclusões dogmáticas...

quinta-feira, 30 de maio de 2013

O Vinho do Porto e os anos da Guerra


Mão amiga e sensível fez-me chegar, em oferta, um bom conjunto de Cadernos Mensais de Estatistica e Informação do Instituto do Vinho do Porto, que vão de Fevereiro de 1940 (nº 2) até ao nº 100, de Abril de 1948, embora com várias faltas pelo meio. As informações são variadas e muito interessantes.
Se no ano de 1939, a Inglaterra se mantinha como o maior importador de Vinho do Porto, em plena II Grande Guerra e no ano de 1943, a sua posição baixa para a 24ª posição. Os Estados Unidos ocupam então a posição primeira. Mas a Bélgica, que ainda é hoje um grande consumidor, baixa apenas um lugar: de 3º maior importador, para 4º.
Mas o que achei mais interessante é que as instâncias superiores e o I. V. P., preocupados com a baixa das importações, resolveram lançar um concurso para escolher uma frase publicitária que ajudasse a promover a venda e difusão do produto. O resultado, que se mostra em imagens neste poste, contém curiosidades que não quero deixar de destacar. A primeira, é que António Ferro integrou o juri do Concurso. Mas também que o conhecido Arquitecto Raul Lino teve o terceiro prémio, tendo o Prof. Mário d'Azevedo Gomes ficado em 2º lugar. Quem diria?!

sábado, 8 de maio de 2010

Memória 23 : Dia da Vitória

No dia 8 de Maio de 1945, Winston Churchill declara, na BBC, o fim da II Grande Guerra na Europa, e proclama essa data como sendo o dia da Vitória.