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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Revivalismo Ligeiro CCLIX


O baterista é que não me parece famoso, mas foi o que se pôde arranjar...

domingo, 2 de setembro de 2018

Revivalismo Ligeiro CCLXXXIV

Gravada em 1974, e criada numa parceria feliz de Charles Aznavour e Herbert Kretzmer, esta canção acabou por ter versões em várias línguas, pelo seu sucesso inicial. Em inglês, teve o título de She.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Há quarenta e quatro anos...


A memória é um bem terrível, sobretudo se for competente e isenta.
Hoje, na prática, que não em legislação e teoria, não sei se as condições dos jovens trabalhadores serão mais favoráveis do que em 1974.
Nesta mesma data, há 44 anos, em Lisboa encontrar uma loja aberta era como procurar uma agulha num palheiro. Supermercados, mercearias, cafés e restaurantes, tudo estava fechado. E muitos trabalhadores celebravam o seu dia, na rua, alegremente.
Eu e um amigo, ao fim da tarde, esfomeados, procurávamos, em vão, algum sítio, para comer o que quer que fosse, antes de entrarmos no Tivoli, para a sessão da noite. Nada. E mesmo na bilheteira só conseguimos o favor e lugar numa frisa, entre desconhecidos, que também deviam estar com fome. Pela forma como nos olharam a ver abrir - tirando o papel de celofane - duas sandes ressessas e dessaboridas, que tinhamos conseguido comprar no pequeno bar do Teatro. Milagrosamente.
O filme que vimos era "A Golpada" (The Sting), que estreara há menos de uma semana. Com Robert Redford, Paul Newman e Robert Shaw, nos protagonistas.
O título da película parece-me profético, hoje, e apropriado para os tratos de polé que tem levado a legislação laboral nestes últimos anos, em Portugal. Pelo menos, na sua aplicação prática, por parte de muitas empresas. E posso assegurar que, hoje, em Lisboa havia muitas mais lojas abertas do que em 1974...


terça-feira, 7 de junho de 2011

A Maioria Silenciosa


Para quem, como eu, era adulto no ano de 1974, esta expressão (maioria silenciosa) tem um significado, pelo menos, conservador. Foi um movimento de pessoas que, em Setembro desse ano, tentou, através de uma manifestação e de uma tourada, na Praça do Campo Pequeno, reforçar os poderes do PR em exercício. Não o conseguiram, e o general Spínola viria a demitir-se pouco tempo depois. Mas não vou falar de política, aqui. O assunto é outro.
Diz-me a experiência e as estatísticas que, num conjunto de 100 visitas ao Arpose, no máximo, apenas 2 ou 3% se manifestam, participam, comentam os postes. Os restantes mais de 95% ou se calam, ou vem para sugar uma informação ou imagem, e, provavelmente, não têm qualquer opinião sobre o teor dos postes colocados - são o que eu chamo: a maioria silenciosa. Por ironia, é assim que se constrói uma ditadura. Ou pode construir, num plano mais elevado e geral.
Este facto poderá ajudar a perceber que o grande vencedor, nestas recentes eleições, foi, uma vez mais, a abstenção. Os portugueses, de uma forma geral, parece não terem opinião, ou serem tímidos a expressá-la. Daí a debilidade da nossa sociedade civil que, muito raramente, assume iniciativas ou luta por causas.
Mas o mais curioso é que nesta "maioria silenciosa", cerca de 40% são visitas brasileiras. E eu que julgava que os nossos irmãos brasileiros eram expansivos, criativos e extrovertidos!...Enganei-me. Claro que o Carnaval são só 3 dias... Porém, uma ou outra vez, uma ou outra "search word" vinda do Brasil, desvenda alguma coisa. A última, que me deixou perplexo, foi uma brejeirice curiosa: "angela cezario metendo gostoso", mas o puritano do motor de busca do Google fez de conta e, moralista religiosamente, trouxe o pesquisador maroto até ao poste "Bibliofilia 11 - Cesário Verde". O investigador deve ter ficado frustradíssimo, coitado...