É dificil avaliarmos hoje o que se vai perdendo pela ausência de correspondência escrita de artistas, para uma melhor e aprofundada compreensão da sua obra. A internet, com as suas virtualidades, se trouxe algumas ligeiras utilidades, rasurou em definitivo outras perspectivas importantes e talvez essenciais, nos últimos tempos. Este terceiro volume de correspondência da escritora neozelandesa Katherine Mansfield (1888-1923) para o seu marido John Middleton Murray (1889-1957), que editou a obra em 1951, exemplifica o que se ganhou com a impressão e existência física e intelectual deste oaristo publicado.
O livro (704 páginas) usado foi comprado, por mim, no inicio do século XXI por um preço acessível, e tenho-o vindo a ler intermitentemente, com interesse. Tem a curiosidade de, com grande probabilidade, ter sido uma oferta, pela dedicatória escrita afectuosa, entre um casal. Aqui fica a sua reprodução.



