"E disse (Jesus) aos que vendiam pombas: «Tirai isso daqui!
Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio.»"
João, 2, 13-25
Comentário pessoal: para lá da histeria desmedida, originada, sobretudo, em algumas redes sociais infantis e nalguns blogues mais desmiolados de virgens ofendidas, creio que valerá a pena ver este episódio com alguma frieza e aduzir as razões a montante que o permitiram: o despacho do Secretário de Estado da Cultura (Barreto Xavier) - numa altura em que o anterior Governo queria pôr tudo em patacos; a jusante, a figura eminente e insensata da Administração Pública que autorizou o ágape, no local. E talvez seja útil lembrar que o uso do Panteão Nacional, não foi inédito, para este fim. Ainda há cerca de um mês (16 de Outubro de 2017) a NAV (Navegação Aérea de Portugal) usou o espaço para os mesmos efeitos de restauração...
Por que razão essas virgens ofendidas do costume, nessa altura, não se teriam queixado e escandalizado?
Por que razão essas virgens ofendidas do costume, nessa altura, não se teriam queixado e escandalizado?
