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quinta-feira, 21 de setembro de 2023

O supremo abuso



O oportunismo descarado vem da Quinta dos Termos, vinhos da Beira Interior, mas os novos proprietários da que foi a séria Livraria Sá da Costa colaboram na trapaça reles de usar a figura de poetas (Cruzeiro Seixas, Eugénio de Andrade...) para ilustrar rótulos de vinhos, pondo-os na montra. No dia da Poesia? Irra!
Como diria F. Assis Pacheco: "Não posso com tanta ironia..."

domingo, 20 de outubro de 2019

Bibliofilia 141


Polémica para a época, esta Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica foi publicada, em Novembro de 1965, por Fernando Ribeiro de Mello (1941-1992), sob a chancela da editora Afrodite, com prefácio, selecção e notas de Natália Correia (1923-1993) e ilustrada por Cruzeiro Seixas (1920). A obra acabou apreendida pela Censura estadonovista e os responsáveis da edição foram julgados em tribunal. Até vir a ser reeditado, o livro saía normalmente caro em leilões, por haver poucos exemplares "sobreviventes"...

O meu exemplar comprei-o em finais dos anos 80 por Esc. 2.800$00 e tem uma dedicatória do editor Ribeiro de Mello (para Fernanda Botelho?).
Num leilão de José Manuel Rodrigues, em 1993, foi vendido outro exemplar (lote 260) por Esc. 8.500$00. Em Julho de 2006, o Boletim Bibliográfico de Luís Burnay incluía a mesma obra, brochada, sob o lote 32, ao preço de 68 euros.
Presentemente, exemplares desta primeira edição, de 1965, vendem-se bastante mais baratos.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Onírica e cultural


Como se poderá atravessar a manhã, um falcão adestrado sobre a luva de couro grosso, até chegar à "Norma", improvável? Enquanto a brisa ligeira ilumina de brancura trémula as colinas (ou serão cortinas?) transparentes, que esvoaçam.
Para trás, o sonho lento da chegada, até dar com os conhecidos-amigos espectantes, ao de cima, no quinto andar, na realidade, há muito abandonado. Mas sei que levamos algo connosco, talvez livros bem pesados, dicionários, súmulas bibliográficas.
E, por isso, embora obstinado, o monta-cargas vai lento, criando em nós a dúvida da chegada, uma angústia leve de olhos semi-cerrados, para dizermos, alegre e simplesmente: bom dia!