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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Recomendado : cinquenta e três


Dia de Reis, hoje, não será despropositado falar de religião...
Uma boa parte dos crentes, do Islão ao Cristianismo, estrutura em elementos emocionais ou atávicos a sua fé. Daí, por vezes, uma deriva até ao fanatismo. Em situações normais, no entanto, e quando perdida essa crença, algo fica de residual, no ser humano: uma moral, para não dizer - uma ética.
Por isso, as palavras de Maurice Sachot, que vou citar, fazem sentido, para mim. Vêm numa entrevista que abre o dossiê que o L'Obs/Hors Série (em imagem) dedicou a Jesus Cristo. Ei-las: 
"...o facto de se considerar que, desde a sua aparição (o cristianismo) é pensado, em si mesmo, como uma religião, no sentido que nós damos a este termo, é certamente fonte de numerosas abordagens. Porque isso não é verdadeiro senão com a refundação do cristianismo no mundo latino, a partir do século II. Antes, o cristianismo, tirando a região judaica, desenvolveu-se numa área cultural muito diferente: o mundo helenístico. E, aí, ele construiu-se como uma filosofia. ..."
Aqui fica a chamada de atenção para este número especial de L'Obs, saído recentemente, a quem possa vir a interessar

domingo, 6 de janeiro de 2013

Filatelia LVI : Reis Magos


É uma temática recorrente, esta dos Reis Magos, na filatelia inglesa. Mais - creio - do que em qualquer dos outros países europeus, pelo menos. Na imagem, selos com os Reis Magos, respectivamente, dos anos 1969, 1982, 1983, 1986, 1988 e 1992. Quase todos eles de grande apuro gráfico e beleza.

Osmose (40)


Aproxima, da cabana pobre, os três cavaleiros apeados, mas sabe que o menino vai partir em breve, quase sem dizer adeus. Carpinteiro de versos de cada vez menor ofício, envelhecido, supõe-no seguindo por caminhos de outro sangue, que não seu - outra terra a que os tempos obrigaram.
Afeição também é costume. O hábito de ver todos os dias, transmissão de segredos e saberes, aplainar de caminhos, pregar pregos como marcos, sobre a pele da madeira. Afagar. Sejam lenhos ásperos, ao som de música ligeira, ou um rosto na distância abstracta dos anos esquecidos. Outros afectos foram tomando os lugares desocupados.
Abeira da cabana pobre os cavaleiros apeados... E enxota, como se fora do coração, as montadas inúteis. Sem melancolia, nem pena. Só para que sejam livres e selvagens, de novo.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dia de Reis



Sendo Dia de Reis (e feriado no tempo da minha juventude) que se celebra, com toda a propriedade, em Espanha e na Bélgica, sendo eu,embora, laico e republicano, porque não? lembrar D. Luis (1838-1889) que até traduziu William Shakespeare, pintava e era um rei liberal, bonacheirão,(embora tivesse uma esposa que se pelava por luvas, como Imelda Marcos por sapatos) e que permitiu a criação de partidos políticos - com ampla e régia magnanimidade.