Mostrar mensagens com a etiqueta Impressionismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Impressionismo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 29 de junho de 2021

Pinacoteca Pessoal 175



Familiarmente ligado a actividades marítimas, Eugène Boudin (1824-1898) sempre privilegiou nas suas telas paisagens e cenários ligados ao mar. A luz, o tratamento dos céus, as marinhas de Boudin foram uma fonte de inspiração para Monet, que muito apreciava a sua obra. De Millet e Corot recebeu aquele algumas influências iniciais que rapidamente foram ultrapassadas na maturidade profissional.



Também Baudelaire lhe gabava os trabalhos, embora outros, talvez de forma irónica, denominassem Boudin como "pintor de praias". É considerado, ainda hoje, um natural precursor do impressionismo.



sexta-feira, 19 de março de 2021

Pinacoteca Pessoal 173

 

A pintura do norueguês Peter S. Kröyer (1851-1909) nunca me deixou indiferente e já usei a imagem de uma sua tela (Divagações 26, 17/6/2012) para ilustrar um poste, aqui no Arpose. Grande admirador de Velásquez, os anos de aprendizagem em Paris contribuíram para que viesse a integrar-se num impressionismo muito pessoal.



Em que a luz assumia uma importância fundamental. Não foram felizes os últimos anos da sua vida, com uma progressiva cegueira e frequentes internamentos em instituições psiquiátricas.



sábado, 6 de maio de 2017

Impressionismos


Cada país (nosso conhecido) terá, com certeza, para cada um de nós, uma determinada atmosfera, cheiros e sabores, impressões subjectivas, peculiaridades mais ou menos próprias que lhe compõe, em suma, uma fisionomia de traços bem marcados, favoráveis ou desfavoráveis.
A Áustria tem, no meu arquivo de memória, a imagem longínqua de Christine, os selos, a ideia peregrina de uma pequena nação desfavorecida que precisava de exportar crianças (no post-Guerra), pelo menos, temporariamente; e, depois, um certo barroquismo Habsburgo, desmesurado, a cripta dos Capuchinhos em Viena. Mozart, como antídoto, e Salzeburgo, o crescente emblemático feito pastelaria em cafés requintados e decadentes. Enfim, a fronteira catolicíssima, e neutra, antes do orientalismo otomano. Curiosamente, hoje, ainda sem terrorismos, e profundamente à direita, politicamente.

P. S.: e desculpe-se o mau gosto iconográfico da imagem de postal turístico, algo pesada e claustrofóbica, que encima este poste, mas condizente com a minha ideia desse país europeu, hoje.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Claude Monet


Foi justamente o título do quadro (Impressão, ao nascer do sol), em imagem, de Claude Monet (1840-1926), que veio a dar origem ao nome da  escola e movimento conhecido como Impressionismo. A tela encontra-se, hoje, no Museu Marmottan, em Paris. Quando foi exposto em 1872, o crítico Louis Leroy glosou, ironicamente, a palavra Impression que os pintores do grupo de Monet adoptaram, imediata e  alegremente. Claude Monet que nasceu a 14 de Novembro, em Paris, é talvez o mais impressionista dos pintores impressionistas. Obsessivo ou perfeccionista, em extremo, reproduziu incansavelmente, por exemplo a Catedral de Rouen (20 quadros), para captar o jogo de luz e sombra que envolvia o edifício, nas diversas horas do dia. E glosou também os nenúfares do seu jardim aquático da casa de Giverny, onde veio a falecer, a 5 de Dezembro de 1926. Depois da morte da mulher e, sofrendo de cataratas, pouco mais pintou. A visão estava profundamente afectada, sobretudo pela exposição excessiva à luz, de que o pintor abusara demasiado. Dele dizia Cézanne: "somente um olho mas, meu Deus, que olho!". A qualidade da sua obra era já consensual e Monet era respeitado pelos seus colegas, como um Mestre.