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domingo, 13 de dezembro de 2015

Para a iconografia de Isabel de Portugal


Da casa real portuguesa, Isabel de Portugal (1503-1539), filha de D. Manuel I e D. Maria de Aragão, é porventura uma das figuras mais retratadas ou, ao menos, cujo retrato foi feito por pintores de maior qualidade. Culta, piedosa e de rara beleza, Isabel casou, em 1526, com Carlos V (1500-1558), tendo morrido de parto ao dar à luz o quinto filho, que nasceu morto. Três filhos lhe sobreviveram, sendo que o mais velho, Filipe II de Espanha, viria a ser rei de Portugal.
O seu retrato mais conhecido é, provavelmente, o que foi pintado por Ticiano, e que encima este poste. O casal régio foi também pintado por Peter Paul Rubens, e a tela pertence ao acervo dos duques de Alba. O terceiro retrato, do pintor inglês William Scrots, está num museu da Polónia. Há quem duvide que o quadro represente Isabel de Portugal. A tela, na minha opinião, acusa influências de Lucas Cranach, não deixando de ser uma bela obra.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Bibliofilia 107


A diminuição acentuada, em Portugal, do domínio da língua francesa explica, porventura, o baixo preço por que adquiri, ontem, os 6 volumes de L'Histoire de l'Empereur Charles-Quint (1788), de William Robertson (1721-1793), na sua versão para a língua gaulesa, impressa em Amsterdão. A edição original (em inglês) é de 1769.
Os volumes, em inteira de pele, encontram-se em bom estado e apenas o segundo livro tem vestígios de bibliófagos, mas que não afectam o texto. Não irei referir o preço da obra para não ofender alguns alfarrabistas briosos, nem provocar a  inveja desnecessária de quem se interesse por obras de História, em particular, pela figura singular de Carlos V - como é o meu caso. Mas posso adiantar que não dei mais pelos 6 volumes do que daria por um único daqueles tijolos berrantes que se vêem na montra da Bertrand, ao Chiado.
Numa busca breve, pela net, encontrei 3 alfarrabistas que também tinham esta obra (completa) para venda: na Suiça (Harteveld Rare Books), por 220 euros, em França (Libraire ancienne & Moderne Éric Castéran), ao preço de 230 euros e, finalmente, em Paris (Libraire de Sèvres), por 450 euros. A discrepância de preços talvez se possa explicar pelo estado de conservação dos livros.
Resta-me referir que William Robertson ( o chauvinisme francês é patente pela tradução do nome do autor, na versão gaulesa: Guillaume Robertson...) foi um probo historiador escocês e um iluminista importante, bem considerado, ainda hoje. Justificado pelas inúmeras edições desta obra, a última das quais foi publicada em 2010.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Retratos de noivas régias


Não seria tarefa fácil, em tempos antigos, para um pintor, manter a estima dos seus mecenas régios, ao retratar as filhas e princesas casadouras. E, isto, porque normalmente o noivo, antes de se comprometer, em definitivo, pedia ao eventual e futuro sogro que lhe enviasse o retrato pintado da pretendida. Tal facto poderá ser visto sob diversas perspectivas: se a noiva fosse feia, a tentação, para o artista, seria aformoseá-la para agradar ao pai-mecenas e convencer o futuro noivo; mas incorreria, certamente, na fúria futura do pretendente régio, quando descobrisse o logro e o estratagema para o convencer a casar, quando visse, ao vivo, a princesa...
Hans Holbein (1497-1543), ao que parece, era intransigente: se a princesa era feia, feia a retratava. Mas nem todos os pintores assim procediam.
A terceira mulher do nosso D. Manuel I, Leonor de Áustria (1498-1558), irmã mais velha de Carlos V, que, além de rainha de Portugal, o foi também de França quando, depois de enviuvar, se consorciou com Francisco I, em 1531, foi retratada por várias vezes e por diversos pintores. O retrato, que encima este poste, foi executado por Joos von Cleve (1485-1541), por volta de 1530, e antes de Leonor se ter casado com o rei de França. E é possível que Francisco I o tivesse visto, antes do casamento. Não sei, também, se o Venturoso requereu um retrato da irmã de Carlos V, antes de tomar uma decisão. Devo lembrar que, a princípio, ela fora escolhida para noiva de D. João III, mas o rei viúvo enamorou-se dela, e foi ele que a desposou...
Mas D. Manuel I era arguto e pediu informações a  quem confiava, sobre a fisionomia, maneira de ser, e aspecto de Leonor de Áustria. O nosso embaixador em Espanha, Pedro Correia, escreveu-lhe assim:
"...Madama Leonor não é muito formosa, nem lhe podem chamar feia; tem boa graça e bom despejo, e julgo-a de condição branda e avisada; não tem bons dentes, é pequena de corpo, parecendo-o ainda mais porque usa chapins só da altura de dois dedos; e é grande dançadeira."
Era um diplomata, este Pedro Correia!...

sábado, 30 de junho de 2012

Turismo e história


Já por lá passei, e é um castelo bem bonito este dos Condes de Gand (ou Gent, em flamengo), bem defendido porque os ruanos da cidade eram reivindicativos e exigentes, para com os seus senhores. E, diz-me o Amigo que me mandou o postal, que Carlos V por lá nasceu, numas casas próximas e térreas de que já só há memória em gravuras antigas, porque foram deitadas abaixo. 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Citações CIII : Carlos V


"A razão de Estado não se há-de opor ao estado da razão."

Carlos V (1500-1558).

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Pequena história - cortesia



Estando em Castela, o infante D. Luís recolhia-se uma noite com o seu cunhado, o imperador Carlos V, quando ao entrar numa porta, por onde tinham de passar, cada um fazia questão que o outro passasse primeiro, por cortesia. O Imperador, pegando no braço do Infante, quase com força, obrigou-o a passar primeiro. Não querendo D. Luís aceitar esta honra, e não podendo recusá-la, lançou mão de uma tocha que um pagem levava, e adiantando-se, disse: "Senhor, como criado!"

segunda-feira, 22 de março de 2010

Curiosidades 2



Por vezes, detenho-me a observar e tentar interpretar os elementos que tenho, disponíveis, sobre as visitas do "Arpose". Não consigo retirar conclusões muito específicas, mas há dados insofismáveis. Tirando Portugal - o que é óbvio -, o maior número de visitantes, vem do Brasil. A seguir, U. S. A.. Depois, Inglaterra e Alemanha. Os números estatísticos dos restantes países-visitantes são residuais. Mas há visitas de cidadãos, de 2 países, que me intrigam: Finlândia e Turquia (1 visita de cada um destes países). Por que é que teriam chegado ao "Arpose"? E não sei responder, com garantia de rigor...
O campeão de consultas (e da parte do Brasil) foi um post que intitulei "Receitas Poéticas" e que fala de Fernando Assis Pacheco, reproduzindo um poema do autor. Outro, muito escolhido, é o "Poema autógrafo" sobre Lisboa, de Eugénio de Andrade. Diz-me uma voz amiga que isto se deve, provavelmente, às modernas cadeiras universitárias de "Escrita Criativa". Como se fosse possível fazer, à partida, de um cidadão comum, mulher ou homem, uma futura Sophia ou um próximo Eça... Mas lá que o Rui Zink se esforça, lá isso é verdade...
Mas esta globalização das visitas dá-me que pensar... A mais curiosa, ultimamente e do Brasil, tinha por "search word": "o que pensa Quevedo de Carlos V". Ora, não pensa nada, porque o autor de "El Buscón" já morreu. E o "Arpose", coitado, também não deu uma resposta satisfatória ao ilustre visitante brasileiro. Recorda-me, outra vez, a voz amiga, sobre esta globalização, os versos de Cesário Verde, com ironia:"...Madrid, Paris, S. Petersburgo, o mundo..." Et sic transit ...
Nota: este post é dedicado a todos os Visitantes (sempre benvindos) e Amigos (sempre estimados) do "Arpose", cordialmente.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Citações XI : Carlos V



"Eu falo espanhol com Deus, italiano com as mulheres, francês com os homens e alemão com o meu cavalo."

Carlos V (1500-1558)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Citações III



"Um dia de solidão, apenas, dá-me mais prazer do que todos os triunfos que tive."


Carlos V (1500-1558)