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terça-feira, 25 de agosto de 2020

Recomendado : oitenta e sete


O já lido (316 de 496 páginas) permite-me algumas conclusões: é das correspondências publicadas de Jorge de Sena (1919-1978), aquela em que mais afloram as questões políticas, embora as de ordem literária também abundem. João Sarmento Pimentel (1888-1987) era um velho exilado republicano, no Brasil. E deste livro se depreende que foi um grande amigo de Jorge de Sena, bem como este correspondeu, da mesma forma ao velho capitão honrado. Muito haveria a destacar, mas para não ser excessivo limito-me a referir a carta de Sena (de 14 de Dezembro de 1965) ao chegar aos E. U. A., para Sarmento Pimentel, e que, não sendo a Nova do achamento de Vaz de Caminha, é um grande momento, de sempre, de toda a epistolografia portuguesa conhecida.
Ora, nesta silly season lusitana, em vez de nos dedicarmos a tantas miudezas inúteis, que por aí se publicam, mais valia lermos esta prosa límpida  de dois portugueses de lei e condição.
Que, naturalmente, recomendo.