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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Saudades...



 ... de Pinochet - assim vai o Chile.
Como costumo dizer: o povo é mesmo burro.



terça-feira, 1 de outubro de 2024

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Uma fotografia, de vez em quando... (183)

 

Autodidacta, a fotógrafa chilena Paz Errázuriz (1944) começou tarde a sua profissão e só depois de ter sido impedida de ensinar como professora (tinha-se diplomado em Oxford) pelo regime de ditadura de Pinochet (1973-1990). Fundou, com alguns outros fotógrafos do Chile, a Associación de Fotografos Independente, tendo documentado a desumanidade desse governo autoritário e ilegal.




Dedicou-se também ao fotojornalismo, sendo atraída pelo lado marginal das gentes das cidade. Publicou diversos livros (Dormidos, por exemplo) com a sua obra muito original, que aqui fica brevemente documentada.



domingo, 25 de junho de 2023

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Mistérios e falsos títulos ou soluções


Cheira a pão quente na rua, inexplicavelmente. À sugestão de flanela húmida, que a chuva deixou no ar. E ao passar junto ao pequeno e despretencioso café-restaurante, contíguo ao quiosque, aonde vou comprar o jornal, vem-me o odor intenso que tanto pode ser da base de um guisado como do estrugido para um arroz de acompanhamento, para o almoço de hoje. Não virei a saber, porém, qual deles se prepara, no interior do estabelecimento...
Nunca gostei muito de mistérios, a não ser para solucioná-los ou para ensaiar hipóteses de explicação.
Daí o meu gosto, desde jovem, por romances policiais, desde que cumprissem as regras clássicas e, ao longo da leitura, eu pudesse ir especulando sobre quem seria o possível assassino, baseando-me nos indícios concretos da narrativa.
Na adolescência, interessei-me largamente e durante muito tempo pelas misteriosas estátuas das Ilhas de Páscoa, que constituem território do Chile. Os gigantescos blocos de pedra, em local onde ela era escassa, eram um fenómeno estranho e de difícil explicação. Datados de meados do século XIII, os meios de transporte naval eram pouco mais que rudimentares, na altura e, assim, pareceria impossível que a pedra tivesse vindo de outros locais, para as Ilhas, por mar. Por terra, dado o isolamento  islenho, também não.
Creio que li, há muito tempo, 2 ou 3 livros sobre o assunto, mas que não avançavam nenhuma credível explicação ou solução para a existência, nesse local, das centenas de estátuas de pedra lá erigidas. O mistério ficou assim por resolver.
Ora, hoje de manhã, no Expresso-online, deparo-me com o pomposo título: Resolvido enigma das estátuas gigantescas da Ilha de Páscoa. Rejubilei! Ia finalmente conhecer a explicação do mistério. Depois, foi a desilusão total. Que "uns arqueólogos norte-americanos", que "junto a fontes de água doce", que na "revista Plos One", que "de terras férteis para culturas agrícolas, como a batata doce"... Sobre como a pedra, de que foram feitas as estátuas, lá fora parar: NADA! A montanha (título) tinha parido um rato (notícia vaga, sem a concreta explicação).
É assim que o jornalismo irresponsável e rasteiro engana e ilude o pagode com títulos bombásticos e apelativos.
Por isso, o mistério continua...

quarta-feira, 22 de março de 2017

Galvarino Santibáñez (Chile, 1959)


19

A morte que visita as casas de repouso
tem os olhos vendados
como a prima feroz da nossa infância
que brincava connosco
à cabra-cega.


Galvino Santibánez, in Líneas de fuga (2011).



Nota pessoal: é, no mínimo, curioso que o jogo infantil da cabra-cega, em Espanha se chame Gallina Ciega e, na Alemanha, seja conhecido por: Blinde Kuh (Vaca cega). Mudam os animais patronos, mas o jogo é o mesmo. Para quem teve infância, quem não se lembra dele? Neste poema, através de uma insólita metáfora.

sábado, 17 de setembro de 2016

2 poemas de Oscar Hahn (Chile, 1938), traduzidos


Sociedade de consumo


Caminhamos de mão dada pelo supermercado
por entre filas de cereais e detergentes

Avançamos de gôndola em gôndola
até chegar às latas de conserva

Examinamos os novos artigos
anunciados já na televisão

De súbito olhámo-nos nos olhos
e desaparecemos um no outro

e nos consumimos.

...
...
Televidente

Aqui estou, mais uma vez, de volta
ao meu quarto na cidade de Iowa

Pouco a pouco vou sorvendo a sopa
Campbell, frente ao televisor apagado

O ecrã reflecte-me a imagem
da colher a entrar-me na boca

E sou o reclamo comercial de mim
mesmo, que anuncia nada a ninguém.

sábado, 30 de agosto de 2014

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pablo Neruda



O que eu gostava da poesia de Neruda!, numa altura da vida em que as metáforas vulcânicas nos deixam fascinados. Como deixavam, também, as de Natália Correia. Hoje, já não me provocam grande encantamento, nem paixão. Depois, e num paralelismo singular, coincidente e romântico, como a lenda sobre a morte de Camões (que teria morrido aquando do início da dominação castelhana sobre Portugal), Pablo Neruda faleceu a 23 de Setembro de 1973. Pouco depois do golpe de Pinochet e, há quem diga, de tristeza, pelo fim da democracia no seu país - o Chile. Hoje, passa mais um aniversário sobre o seu nascimento (12/7/1904) e é uma boa altura para o lembrar, traduzindo-lhe um poema. Segue.

Corpo de mulher, brancas colinas, musgos brancos,
assemelhas-te ao mundo no seu acto de entrega.
O meu corpo de labrego te socava
e faz nascer o filho do fundo da terra.

Fui só como um túnel. De mim fugiam pássaros,
e pela minha noite entrava a sua invasão poderosa.
Para sobreviver-me forjei-te como se fosses arma,
como flecha no meu arco, pedra na minha funda.

Mas chega a hora da vingança, e amo-te.
Corpo de pele, musgo de leite ávido e firme.
Ah os vasos do peito! Ah os olhos da ausência!
Ah as rosas do púbis! Ah a tua voz lenta e triste!

Corpo de mulher minha, persistirei na tua graça.
Minha sede, minha ânsia, meu caminho indeciso!
Caules escuros onde a sede eterna persiste,
e a fadiga continua, e a dor infinita. 

sábado, 23 de outubro de 2010

Iconografia moderna e laica (6) : Jonas


Jonas esteve 3 dias e 3 noites no interior da baleia (Jonas, 1-2). Os mineiros chilenos soterrados, na mina de San José, eram 33.
P. S.: para ms.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Victor Jara

Victor Jara, cantor chileno de intervenção, foi assassinado em 16 de Setembro de 1973, pouco depois do golpe de estado em que morreu Allende, e que levou Pinochet ao poder.