Pão de Rala, Encharcada, Sericaia, Rançoso de Mourão. Estes nomes enchem-me de doçura a memória gustativa, não preciso de ir ao estrangeiro para me babar de sobremesas finas. E são todas originais do Alentejo, terra que sempre pensámos pobre e amarga.
Doçaria conventual, convenhamos, que não era do povo, que labutava de sol a sol. Esse fazia uso inteligente até das ervinhas que cresciam nos campos, como as beldroegas, para a sua essencial e parca alimentação de todos os dias difíceis.
Perguntarão porque falo, hoje e aqui, destas sobremesas tão finas.
É simples a resposta: porque, na passada Quinta-feira (21/3/2019), provei, num modesto e improvável restaurante de Évora, a melhor Encharcada de toda a minha vida.




