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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A minha versão


Escandalizados uns, perplexos, outros, jornalistas e comentadores mediáticos interrogam-se, de olhos esbugalhados, como foi possível, na Grécia, um partido da extrema-esquerda (Syriza) aliar-se a outro partido (Gregos Independentes), da extrema-direita, para formar governo. Numa aliança, aparentemente, contra-natura.
Para mim, a explicação é simples: uniu-os um sentimento comum de orgulho nacional. Dito de outro modo, de são patriotismo, ou de amor à Pátria. Sentimento hoje raro entre grande parte dos políticos, de índole apátrida, vendilhões de bens públicos, caixeiros-viajantes aciganados, que, muitas vezes, se envergonham em falar na sua própria língua materna. Preferindo expressar-se num anglo-americano economês paupérrimo, ou na tal "linguagem de ervilhaca" de que falava Camões, na sua carta da Índia.