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terça-feira, 21 de março de 2023

Ficção científica



Segundo a imprensa e alguns mídias portugueses credíveis, a TAP terá tido no seu exercício, em 2022, lucros da ordem de 65,6 milhões de euros. Depois disto, não me custa a acreditar nas palavras paliativas da sra. Lagarde sobre a inexistência de riscos sistémicos na banca europeia, nem na existência de unicórnios ou de gambozinos.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Contos, descrença e leituras


Será que poderei anunciar o fim da minha ingenuidade ou início da minha descrença, em relação à ficção? E, aos contos, em particular. O meu primeiro abandono, em leituras, deu-se com a ficção científica, há muitos anos atrás, ao quinto ou sexto livro lido, desta temática - não gosto. Desertei da infanto-juvenil, quando o meu filho mais novo atingiu a adolescência. E, quase em simultâneo, da BD, onde apenas vim a ter uma recaida proveitosa com Hugo Pratt e o seu Corto Maltese. Não mais. O cinismo e o dogmatismo põem sempre alguns perigos, guardo-me deles, porque nunca se sabe se podemos vir atrás. Mas já Afonso Duarte (1884-1958) avisava: "...Voltar atrás é uma falta de saúde..."
Acontece que, por desfastio, nos últimos 3 dias, me dediquei à leitura de curtas narrativas de ficção. Contos, quero eu dizer. Comecei por Maupassant (Guy de): reli O adereço, depois li Uma "vendetta" que, quanto a trama imaginativa, são soberbos. Mas os assuntos são datados, os sentimentos das personagens, obsoletos, hoje em dia. Já não colam ao leitor.
Depois, patrioticamente, fui aos nacionais. Afonso Ribeiro (1911-1993), com Uma luz nas trevas, deixou-me descalço de piedade e simpatia, pela sua caridadezinha neo-realista. Alves Redol (1911-1969) acordou-me um pouco com O combóio das seis, pelo seu realismo e diálogos movimentados de subúrbios fabris, bem sugestivos. Mas o final do conto (deus meu!) estraga tudo. Finalizei com Aquilino Ribeiro (1885-1963), de que reli: António das Arábias e seu cão Pilatas, que, no seu pendor cinegético e rural, me reconciliou um pouco com a boa literatura nacional; mas que não chegou para me entusiasmar (fiz batota em duas ou três páginas, de intensidade mais onírica, quase no final), por aí além.
Terei de chegar à conclusão que já me vai faltando aquela supension of desbelief - de que falava S. T.  Coleridge - e que caracteriza os leitores com fé? Com boa fé - melhor dizendo. Talvez.
Mas dou-me por feliz, ao pensar que há muitos livros de História, Poesia, Biografias e Ensaio, que nunca li...

domingo, 18 de dezembro de 2011

Um novo cómico na "Science-fiction"


O que os portugueses nunca conseguiram, em mais de 300 anos de permanência consistente e de relações bilaterais luso-britânicas, raramente proveitosas para Portugal, prepara-se o novel David Cameron para fazer: repatriar os cerca de 55.000 ingleses para o Reino Unido, na eventualidade de colapso do euro. O plano de emergência contempla o uso de aviões e navios, em quantidade suficiente, para levar de regresso os súbditos de sua Majestade para Inglaterra. Nem Carr Beresford, com razões suficientes e de má memória, terá pensado neste plano de contingência...
Os jornais ingleses, na sua edição dominical, fazem-se eco deste êxodo previsto. Que irá ser do "nosso" Vinho do Porto? - pergunto-me eu. Mas, em relação ao futuro deste cómico político britânico, é de prever que, quando se retirar, se possa vir a dedicar à escrita de livros de ficção científica - dada a vocação demonstrada.
E quanto ao facto, em si, o melhor ainda é responder como um britânico, residente em Portugal, respondeu a um jornalista português, quando entrevistado sobre o assunto e "momentoso problema":
"- Mal por mal, com a bancarrota europeia e pobre, mais vale ficar em Portugal que é um país soalheiro, do que regressar à Inglaterra e passar um frio de rachar..."