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domingo, 24 de março de 2013

A palavra e a cor "lazúli"


Pouco tempo depois de colocar o poste anterior, perguntei-me: donde virá a palavra lazúli?
Lembro-me, perfeitamente, que a primeira vez que deparei com ela - teria 11 ou 12 anos - foi num soneto de António Nobre (Na praia lá da Boa Nova, um dia,/ Edifiquei (foi esse o grande mal)/ Alto Castelo, o que é a fantasia,/ Todo de lápis-lazúli e coral! ...).
Cerca de seis ou sete anos, mais tarde, ao frequentar a cadeira de História de Arte, orientada pelo saudoso Prof. Mário Chicó, a palavra surgiu novamente. A propósito da Igreja de S. Roque, em Lisboa, onde D. João V fez construir a capela de S. João Baptista, do lado esquerdo do altar-mor, com materiais, maioritariamente, vindos de Itália: alabastro, mármore de Carrara e lápis-lazúli. A capela, em si, é excessivamente barroca, para o meu gosto. Mas vale muito a pena conhecê-la.
Concretamente, esta pedra fina e bonita chama-se lazulite. Tem uma cor azul-violeta, com brilho vítreo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Favoritos LII : Mário Chicó


Mário Tavares Chicó nasceu em Beja, a 18 de Maio de 1905. Ainda foi meu professor, na cadeira de História de Arte, disciplina de opção, na Universidade Clássica de Lisboa. Mas já estava doente, nessa altura, tanto é que os exames foram presididos pelo seu Assistente, Dr. António Dias Farinha. Mário Chicó veio a falecer em Agosto de 1966. É um dos 5 ou 6 Professores universitários, quer de Coimbra, quer de Lisboa, que recordo afectuosamente. E lembro-me, ainda, das suas aulas exemplares.