Um dos últimos Le Monde, em artigo que titula A gauche, l'héritage de Mitterrand s'efface, para celebrar os 30 anos sobre a morte do grande estadista francês, o deputado do PSF Arthur Delaporte situa de forma singular a memória do político, hoje. E passo a citar, traduzindo:
"É uma questão de geração. Posicionámo-nos menos na reivendicação desta herança do que os nossos predecessores. Resta à volta de François Mitterrand quer uma admiração pela personagem e pela sua trajectória, quer uma forma de desconfiança porque ele tem as suas asperezas, as suas partes de sombra. Ele é controverso para alguns à esquerda."

Deve difícil uma pessoa pública, com a vida mexida e remexida pela opinião pública e pelos detratores, não ter «asperezas» e «sombras». No caso de Mitterrand, de quem sou admiradora, o balanço é altamente positivo. Tivéssemos um Mitterrand agora em França e provavelmente a Europa estaria diferente. Para já não falar de outros políticos social-democratas que estavam no poder na mesma época. Gente com valores profundos, entranhados.
ResponderEliminarBoa semana!
Estou inteiramente de acordo com as suas palavras.
EliminarDe Gaulle e Mitterrand, quanto à França, foram grandes presidentes, Pompidou e Chirac ainda escaparam, a partir daí foi o descalabro e a mediocridade.
Retribuo os votos, cordialmente.