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domingo, 21 de dezembro de 2025

Citações DXXV

 


São-nos precisas poucas palavras para exprimir o essencial.

Paul Éluard (1895-1952), in Avenir de la poésie (1937).

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Uma fotografia, de vez em quando... (193)



Nascido em Nova Iorque, e oriundo de uma família judaica, o fotógrafo Arnold Newman (1918-2006) destacou-se sobretudo pelos retratos que fez de celebridades. Preparava os enquadramentos de forma minuciosa. Trabalhou para a revista Newsweek, mas talvez a sua obra mais famosa seja o retrato que fez de Igor Stravinsky, ao piano, e que, insolitamente, foi recusado pelo magazine Harper's Bazaar.




segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Citações CDXCII



Picasso disse: Demora muito tempo para nos tornarmos jovens. A juventude captura a nossa infância. Mas, com o tempo, a infância acaba por recuperar os seus direitos.

Jean Cocteau (1889-1963), in Journal d'un inconnu.

sexta-feira, 4 de março de 2022

Uma obra e algumas respostas de Picasso





O prato pintado por Picasso (1881-1973) pertencia a Jacqueline Picasso. Foi leiloado pela Christie's, em Dezembro de 1997. O lote (183) tinha uma estimativa de venda entre 20.000 e 25.000 libras inglesas.




sábado, 25 de julho de 2020

Uma anotação de Char, traduzida


Le Coup

O rasgo de génio de Rodin é o de ter sabido vestir Balzac.
Picasso, é Balzac nu; mas com as mãos de Rodin, a capa impetuosa e o destino de Picasso.
                                                                                                                                                   1961

René Char (1907-1988), in Recherche de la base et du sommet (pg. 79).

segunda-feira, 18 de março de 2019

A propósito da génese de "Les Demoiselles d'Avignon", de Picasso, por ele próprio


Como em tudo, há pioneiros e seguidores ou imitadores. Os que criam, imaginam ou inventam, e os que copiam, vão atrás e se sentem fascinados em acompanhar. Muitas vezes por moda e mimetismo, simplesmente. Sem se interrogarem, quanto às razões e fundamentos.
A etnografia e culturas não europeias começaram a ganhar visibilidade e importância a partir dos anos 30/40 do século passado, aquando de várias exposições (coloniais) multiculturais promovidas pelos países colonizadores, em diversas capitais da Europa.
Demorou tempo (1995), até que fosse completamente consensual a afirmação do presidente francês Jacques Chirac (1932), coleccionador avançado e sabedor de arte africana, ao dizer: Não há hierarquia entre as artes, como não há hieraquias entre os povos. Cada povo tem a sua mensagem particular a legar ao mundo... que pode enriquecer a humanidade e contribuir com a sua parte de beleza e verdade.
Quase 100 anos antes (1907), Picasso tinha chegado às mesmas conclusões - era um pioneiro. Depois de visitar o Museu de Etnografia, no Trocadero. Vale a pena transcrever as suas palavras que explicam, de algum modo, a génese da sua obra Les Demoiselles d'Avignon, inspirada pelas máscaras africanas que viu. Seguem-se, traduzidas de forma livre, as palavras de Picasso. Assim:

Quando fui ao Trocadero, desagradou-me. A feira da ladra. Os cheiros. Eu estava sozinho e queria sair dali. Mas não consegui. Fiquei e fui ficando. Compreendi alguma coisa importante: alguma coisa me estava a acontecer, estava mesmo?
As máscaras não eram como os outros tipos de esculturas.  De forma nenhuma. Eram objectos mágicos... Compreendi qual era o objectivo delas, para os Negros... todos os fetiches eram usados para a mesma coisa. Eram armas. Para auxiliar o povo a libertar-se dos espíritos, para se tornarem independentes. Ferramentas. Se dermos forma aos espíritos, tornamo-nos livres deles. Os espíritos, o inconsciente (e nunca será demais falar dele), a emoção, é tudo o mesmo. Percebi então porque era pintor. Completamente sozinho naquele terrível museu, as máscaras, as bonecas dos peles-vermelhas, os manequins empoeirados. "Les Demoiselles d'Avignon" devem ter vindo ter comigo, nesse dia, mas nem todas, por causa das suas formas; porque foi essa a minha primeira tela de exorcismo - sim, em absoluto!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Bonnard, sim ou não?


Creio que o primeiro quadro de Pierre Bonnard (1867-1946), que vi, foi esta tela de 1925, intitulada O Banho. E não gostei. Vi depois outras com o mesmo motivo, que é recorrente na sua obra, e uma semelhante sensação  de desagrado me surpreendeu.
Talvez por essa razão é que nunca falei dele, aqui no Arpose, até hoje.


O pintor francês tem agora, na Tate Modern, e até 6 de Maio, uma grande exposição sob o título The Colour of  Memory, e o penúltimo TLS (nº 6046) fala disso, amplamente, com palavras de Gabriel Josipovici, que já em 1986 lhe tinha dedicado um livro, Contre-Jour: A triptych after Pierre Bonnard.


Nesta recensão à mostra de Bonnard, aduzem-se argumentos a favor e contra a qualidade da sua obra. O primeiro a desvalorizar os trabalhos do pintor francês, foi Christian Zervos, nos Cahiers d'Art, logo após a morte de Bonnard, em 1947. Classificou-o como um pintor menor. Matisse, pelo contrário, defendeu-o.
Mas Picasso foi mais longe, na condenação da sua obra: "Não me falem de Bonnard... não é pintura aquilo que ele fez. Ele nunca vai além da sua própria sensibilidade. Não sabe escolher. Porque pintar não é uma questão de sensibilidade..."
Quem sou eu, para discordar de Picasso?

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Memória 127


O Circo, como espectáculo e como ambiente, desperta-me memórias desencontradas. Duas notas marcantes e exemplificativas: a alegria que me provocavam os palhaços, na minha infância, e, à saída, ver as míseras condições em que se albergavam os artistas, nas suas tendas mal agasalhadas. Também reparava, às vezes, nas meias rotas das trapezistas... Um misto, pelo menos em Portugal, de miséria dissimulada por lantejoulas e cores berrantes das indumentárias circenses.



O circo moderno nasceu de uma escola de equitação, criada em 1768, nas margens do Tamisa, por Philip Astley (1742-1814), a que ele foi acrescentando, para maior diversão do público, alguns palhaços, trapezistas, mágicos. A actividade, em geral, atingiu o seu primeiro apogeu em finais do século XIX e inícios do XX, como testemunham esquissos e telas de Seurat, Toulouse-Lautrec e Picasso, entre outros.
Nos anos 70, entrou em crise mas, num golpe de rins notável, a criação de escolas de circo obstou a um desemprego maciço. A inauguração de Le Cirque du Soleil (1984) foi também um bom sinal de futuro.


Alguns países europeus vão celebrar, durante 2019, com várias iniciativas, os 250 anos do circo moderno, tal como o conhecemos. E há toda uma nova bibliografia a ser publicada, sobre esta temática, sobretudo no Reino Unido.
E, muito embora, se clicarmos The Circus, no Google, nos apareça, intensivamente (malditos algoritmos!), o disco da Britney Spears e um filme sobre as eleições norte-americanas de 2016, deixando para terceiro plano as actividades circenses, o Circo há-de continuar!
Para alegria das crianças.





terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Guerra e paz


Esta época de fim de ano e começo do novo tem o condão de amolecer a agressividade de cada um, ou, pelo menos, de quem a tem. E só por oportunismo maquiavélico, algumas guerras tiveram início, ao longo dos séculos, por alturas da quadra natalícia e início do ano novo.
Descontando o bíblico massacre dos inocentes, conflito regional, apesar de tudo, mas com danos colaterais significativos, a História não regista, por esta altura, muitos actos bélicos e é um mar de serenidade e paz, entre os homens. Felizmente.
Razão pela qual, hoje e desde 1968, no primeiro de Janeiro e por iniciativa do papa Paulo VI, se celebra o Dia Mundial da Paz. Cinquenta anos pelo meio dos quais várias guerras se iniciaram e muitas outras se foram mantendo em estado latente, tal como o conflito israelo-palestiniano.
Mesmo os desejos e propósitos das boas intenções nem sempre vencem ou chegam para anular os interesses materiais do poder, da cobiça dos homens e da mesquinha vontade de supremacia da força.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Glosa (15)


Ao fazer a tradução do anterior excerto de Paul Valéry, lembrei-me, em simultâneo, de Pablo Picasso e de Herberto Helder, como potenciadores de um público novo ou muito próprio, pela sua ruptura artística com o passado. E que Valéry classifica, em geral, como a segunda corrente de criadores.
Porque a Arte evolui pouco a pouco, e só gradualmente se vão alterando os cânones onde se insere a maior parte dos seus agentes. O que permite habituar, sem transtornos, a corrente maioritária do público e amadores a esse ligeiro e gradual evoluir. Sem qualquer perturbação estética de maior.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Pinacoteca Pessoal 139


Nascido na Alemanha, mas a viver presentemente em França, o gráfico e pintor Jan Peter Tripp (1945) tem uma obra pouco conhecida, para lá das fronteiras destes dois países. Foi através do escritor W. G. Sebald (1944-2011), de quem foi colega na Escola Primária, que tomei conhecimento dele, através das páginas que aquele lhe dedica em Campo Santo.

As referências giram em torno de um retrato de Kafka, que Tripp projectou do escritor checo, em idade mais avançada, a que não chegou. Pertencendo à escola realista, a obra do pintor centra-se sobretudo em naturezas mortas e retratos muito bem executados. Que mereceriam uma maior divulgação e conhecimento, pela qualidade da sua arte. O segundo retrato é de Sebald a jogar bilhar.

Creio que não seria necessário dizer que a última imagem retrata Pablo Picasso. Que Tripp adornou com indumentária que o aproxima de Lutero... Porque o considerava o grande revolucionário, também, mas da pintura europeia do século XX.
Curiosidade, ou não, é interessante saber-se que ambos pertenciam ao signo astrológico do Escorpião.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Pequena história (51)


Sendo muito conhecido, o quadro Guernica, de Pablo Picasso (1881-1973), é talvez comparável, em notoriedade, à célebre Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. Enquanto este último tinha, no entanto, um objectivo individualizado, como retrato, o primeiro foi executado (1937) para exprimir a revolta por um massacre colectivo, perpretado pela aviação nazi, em apoio de Franco.
Sem absoluta garantia de veracidade, há um pequeno episódio associado à pintura, referido por várias fontes, nomeadamente, pelo crítico literário inglês V. S. Pritchett (1900-1997), que o conta, num trabalho que escreveu, a propósito de Goya, incluido em The Complete Essays (Chatto & Windus, 1991).
Assim: durante a ocupação de Paris, em 1940, um oficial nazi, de visita ao estúdio de Picasso, ao contemplar Guernica, terá perguntado - Vous avez fait ça, n'est-ce pas? Ao que o Pintor terá respondido: Non, monsieur, c'était vous.

domingo, 9 de julho de 2017

Em louvor da Velhice (criativa e irreverente) : David Hockney


Tenho, para mim, que a velhice é, normalmente, mais do mesmo, passado. Ou como dizia o outro: é chegar ao fim do dia, e ver que nada aconteceu. Mas há curiosas excepções, mais raras ainda com artistas ou criadores. Estou a lembrar-me, por exemplo, de Herberto Helder que inflectiu, de forma poderosa, a sua poesia, nos últimos anos de vida. Menos, talvez Picasso, mas, com certeza, Matisse. Sá de Miranda é outro bom exemplo. Porque, na maioria dos casos, o que sobra é uma penumbra habituada, uma sombra pálida do que se fez, já sem o fulgor e pujança madura dos melhores anos. Como que uma desistência direccionada ao apagamento. Júlio Pomar disse, numa relativamente recente entrevista, que já andava cansado...


David Hockney (1937), que hoje faz 80 anos, é também um bom exemplo dessa vitalidade criativa que se renova, teimosamente, apesar da idade. Em 2012, em Colónia (Alemanha), tive a felicidade de ver uma exposição das suas últimas obras, que me surpreendeu pela frescura e qualidade estética, até mesmo, pela inflexão profunda do itinerário que tinha seguido até ali. É certo que ele tinha voltado à infância, voltara às paisagens juvenis da Inglaterra (East Yorkshire), onde tinha decorrido a sua adolescência, para pintar de novo. Alguns dos vídeos-instalações eram surpreendentes. E deixaram-me fascinado. Não os esquecerei tão cedo, como soberbas realizações de velhice ou maturidade tardia. E de apuramento estético, naquilo de que um criador é capaz.


É canónica e foi consensual a teoria de Leon Battista Alberti (1404-1472), durante muito tempo, para que o centro de um quadro organizasse os motivos de tal forma que obrigasse ou fizesse convergir o olhar do espectador para o tema central da obra. Muito poucos pintores, e ainda assim muito raramente, desafiaram esta teoria sobre a perspectiva, ou "desmanchar(am) a regra" - como disse, em verso e muito bem, o meu amigo António.
David Hockney tem, presentemente, no Centre Pompidou, uma exposição das suas obras, patente ao público até 23 de Outubro de 2017. A propósito da mostra, concedeu a Le Monde (22/6/2017) uma interessante entrevista em que explica a sua glosa (Annonciation 2) sobre o quadro de Fra Angelico (1395-1455), "A Anunciação a Maria", pintado em 1437. Recriando o interesse do presumível espectador pelo lado esquerdo, onde acrescentou uma paliçada diferente, e pelo lado direito, com o negro da noite. Por outro lado, modificou a posição da paliçada, de modo a alargar o campo de visão do observador. Levando-o para outros caminhos. A geometria do quadro de David Hockney é também totalmente diferente da de Fra Angelico, et pour cause...


Hockney refere também na entrevista que o que vinha pintando, natural e inconscientemente, numa tendência de inversão das perspectivas, se lhe esclareceu com a leitura da obra de Pavel Florenski (1882-1937), "A Perspectiva Inversa", em que o teórico russo advogava uma concepção da pintura totalmente contrária às ideias renascentistas do italiano Leon Battista Alberti. Daí os seus vídeos- instalações dos últimos anos, que, pelo seu movimento contínuo, obrigavam à participação acompanhada do olhar do observador.


Terminemos com uma nota mais ligeira, e de humor, de David Hockney que, quase no final da entrevista a Philippe Dagen, em Le Monde, afirma:
"Sim, eu sou um pintor feliz, e continuo a fumar. Na minha idade, não faria muito sentido parar: já não arrisco grande coisa. Sabe o que dizem na Califórnia? Que a opção, em breve, será entre fumar e a imortalidade. A imortalidade..."

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Adenda


Em aditamento ao poste anterior, em que refiro duas obras de Picasso, retratando Nusch Éluard (1906-1946) e Marie-Thérese Walter (1909-1977), duas das várias musas do pintor espanhol, não queria deixar de partilhar esses dois belíssimos retratos. E também deixá-los em arquivo do Arpose. Por bem e para de futuro.

Instantâneos dos subúrbios


Pergunto-me o percurso que terá feito esta moeda de 2 euros, da Eslováquia, que me apareceu no porta-moedas. Turista que cá a deixou ou português que de lá a trouxe?
Mas, antes, a vizinha-condómina que teve de declinar a minha boleia no elevador, porque o seu gato felpudo e doméstico se empenhava teimosamente em a acompanhar à rua. E ela não queria.
Na manhã soalheira, levo ainda a memória da agonia de Sartre contada pela Simone de Beauvoir, da leitura da véspera (La cérémonie des adieux), acompanhada por 2 ou 3 retratos de Picasso que vi (Nusch Éluard e Marie-Thérèse Walter), maravilhosos.
A dois passos da tabacaria onde vou comprar o jornal, na esplanada dum café, um pré-adolescente mascarado ensaia uma pindérica dança da chuva para marcar o Halloween. Só nos faltava mais esta: já da Escola se começam a ouvir os gritos estridentes das criancinhas. Mais a música barata, que se espalha no ar, de mais uma festa apátrida de buliçosos carneirinhos.
Viva o Internacionalismo popular!
(Se ao menos pedissem pão por Deus, estas criaturinhas desnaturadas...)

domingo, 3 de julho de 2016

Cesar Vallejo (Peru, 1892 - 1938, Paris)


Margens do Gelo


Venho ver-te passar todos os dias
vaporzinho encantado sempre longe...
Teus olhos são dois rubros capitães;
teu lábio um vermelho e breve lenço
acenando sempre um adeus de sangue!

Venho ver-te passar; até que um dia
ébria de tempo e crueldade,
vaporzinho encantado sempre longe,
a estrela da tarde há-de partir!

As enxárcias; ventos que atraiçoam;
ventos de mulher que já passou!
Os teus frios capitães hão-de dar ordens;
E quem terá partido serei eu!...


Cesar Vallejo (1892-1938).

domingo, 15 de maio de 2016

Da incompletude


Tem-se rodeado de alguma polémica uma recente e ambiciosa exposição, em Nova Iorque, intitulada Unfinished: Thoughts left visible. A mostra abarca diversas obras inacabadas que vão desde pinturas de Leonardo da Vinci a Picasso, passando por Van Eyck, Rembrandt, Turner e Cézanne, entre outros mestres.
O mote para esta exposição partiu de uma citação  de Plínio, o Velho, que, na sua obra História Natural, refere, mais ou menos, o seguinte: "...um facto pouco comum, mas memorável, são as últimas obras de um artista, inacabadas, que acabam por ser mais admiradas do que as que foram terminadas, porque naquelas se podem ver os traços preliminares e descortinar as intenções do pensamento do artista." Esta citação poderia aplicar-se a Da Vinci, sobretudo, ao quadro incompleto S. Jerónimo, que seria um bom exemplo.
Tenho alguma dificuldade em aceitar este postulado, que me parece excessivamente dogmático, considerando até o facto de saber-se que algumas pinturas (abandonado o tema original) foram pintadas por cima, com motivos divergentes dos iniciais. Mas Patrick McCaughey (TLS nº 5901) refere ainda, a propósito da inacabada Rue en Anvers-sur-Oise (1890), de Van Gogh, onde o  céu não foi completamente pintado: "Todos poderão reconhecer a veemência do trabalho de Vincent van Gogh, cujas pinceladas muito marcadas de azul parecem ter a força de marteladas que imprimissem na tela, a fresca revelação do poder e paixão do Pintor."
Mais convincente esta afirmação, mesmo assim deixa-me dúvidas.




quinta-feira, 23 de julho de 2015

Citações CCXLVI


Na realidade, trabalha-se com poucas cores. O que dá a ilusão da sua variedade é saber colocá-las no seu lugar justo e certo.

Pablo Picasso (1881-1973), apud Paul Eluard, in Lumière et Morale.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Pinacoteca Pessoal 88 : Picasso (2)


Muitas vezes, o Desenho é considerado uma sub-espécie das artes plásticas. Porque, também, nem sempre se impõe pela qualidade ou parece ter algo de inacabado. E de tentativa ou mero caminho para...
Mas estes três desenhos de Pablo Picasso (1881-1973), feitos nos anos 40/50, retratando Françoise Gilot (1921), deixam-me fascinado pela frescura e simplicidade da sua beleza.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Citações CLXVIII


A pintura no século XIX, em França, era feita pelos Franceses. No estrangeiro, a pintura não existia. No século XX a pintura é feita em França, mas pelos Espanhóis.

Gertrude Stein (1874-1946), in Picasso (1938).