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quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Do que fui lendo por aí... 59



A biografia é sempre uma forma de juntar espaços vazios, como num ninho, por razões que a própria obra de W. G. Sebald explora: a falibilidade da memória, a morte ou desaparição de testemunhas, o papel dúbio do narrador. E todas estas razões contribuem para estimular qualquer biógrafo. (...) 

Carole Angier, in Speak, Silence (2021).

sábado, 22 de julho de 2023

Osmose 132

 

Por vezes, contentámo-nos com pouco. Ganhei o dia só porque consegui adquirir na sexta-feira, à tarde, e por apenas 5 euros, o penúltimo livro que me faltava das traduções portuguesas das obras de W. G. Sebald (1944-2001), de quem o colega Javier Marías (1951-2022) dizia que talvez fosse, na altura, o melhor escritor contemporâneo. Depois deste O Caminhante Solitário (Teorema, 2009), fica-me a faltar apenas Os Anéis de Saturno (Quetzal, 2013), dado que Vertigo (1990) tenho e li-o na edição inglesa original.
Escusado seria reafirmar que W. G. Sebald é um dos meus autores de eleição...

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Em trânsito e à bica



Em bom ritmo de leitura vai o clássico do sociólogo brasileiro Gilberto Freyre (1900-1987), intitulado Casa Grande e Senzala (1933), obra importante que eu trazia atrasada de muitos anos, para ler...
Oferta natalícia, recém-chegada da Alemanha, há-de ser seguida de Speak, Silence (2021), sobre  W. G. Sebald (1944-2001), da biógrafa inglesa Carole Angier (1943).



Valerá a pena referir, da capa, sobre o grande escritor alemão que se fixou e morreu na Inglaterra, as palavras de outro britânico de adopção, também já falecido, Javier Marías (1951-2022). Diz o autor espanhol sobre a biografia em questão:
This enticing and thorough book on Sebald's life and art proves that he was an absolute master of the highest domains of literature.
Na verdade, creio que já não estou em idade de perder tempo a ler frioleiras, mas devo dedicar-me antes a livros sérios e sólidos. Ainda que, por  vezes, possa enganar-me nas escolhas que faço...

sábado, 8 de outubro de 2022

Errâncias



Deu-me para associar naturalmente e sem motivo aparente os itinerários de 3 escritores que me são caros e, depois, tentar perceber a razão dos seus percursos de vida.
De J. M. Coetzee (1940), sul-africano, que foi para os Estados Unidos, regressou à Africa do Sul e finalmente se fixou na Austrália. Talvez em busca de sossego e paz. W. G. Sebald (1944-2001) oriundo da Baviera (Alemanha), que estudou na Suiça, vindo a falecer na Inglaterra onde vivia, provavelmente para esquecer o passado recente germânico. Finalmente, o último errante, de ascendência judaica, Alberto Manguel (1948), argentino, que andou pelo Canadá, residiu uns anos em França e radicou-se, há pouco, em Lisboa, com apoios camarários. Neste último caso, ouso arriscar dizer que as razões terão sido um pouco mais prosaicas...

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Do que fui lendo por aí... 37


No segundo capítulo (All'estero) de Vertigo (1999), W. G. Sebald (1944-2001), a páginas 73, escreveu: (...) It was this long-standing affection for Pisanello which took me once more to the Chiesa Sant'Anastasia to look at the fresco which he had painted over the entrance to the Pellegrini chapel in the year 1435.(...)

O nome de Antonio Pisanello (1395?-1455?) não me era inteiramente desconhecido, mas pouco sabia da sua obra. Por outro lado, não é a primeira vez que uma obra literária me encaminha para a Pintura, numa osmose de simpatia e curiosidade. O fresco que identifiquei, através das palavras de Sebald, está localizado em Verona.

O fresco algo danificado, do lado esquerdo, na sua face do lado direito comprova a importância que a temática animalista (desenhos, sobretudo) ocupa na obra de Pisanello. Bem como a sua qualidade.
O trabalho pictórico é conhecido pelo título de: "S. Jorge e a Princesa".

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Últimas aquisições (24)


Volto a insistir nos garantidos: W. G. Sebald (1944-2001) e Luis Sepúlveda (1949-20020), embora este último, numa parceria com Carlo Petrini.
Se Vertigo, em versão inglesa, encomendado para Köln, me chegou já há alguns dias, o outro livro adquiri-o, directamente, na Livraria Escriba, da Cova da Piedade, no final da semana passada.
Tenho boas expectativas nas leituras dos dois livros.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Ultimas aquisições (21)


Não são livros recentes, mas são 2 obras de qualidade. E digo-o, porque já os comecei a ler. O livro de Sebald não deixa de ser desconcertante: uma ficção em forma de poema percorrendo três temas, um dos quais sobre o pintor Matthaeus Grünewald (1470?-1530?). Quanto à obra de Luis Sepúlveda, fez-me acreditar que, hoje, ainda é possível escrever de forma comprometida, sem que, por isso, a ficção perca a beleza e a qualidade.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Divagações 154


Há autores com que nos cruzámos por um feliz acaso (Karl Kraus), escritores que, amigavelmente, nos indicaram (Guimarães Rosa), certeiros, outros ainda que vieram ter connosco, como se fossem de família, emigrantes de longes terras (W. G. Sebald).
Nem será pelo estilo, sardónico demais em Kraus, trabalhoso de descodificar, muitas vezes, em Rosa, plácido de territórios nas páginas calmas de Sebald, mas alguma coisa, em todos eles, me aproxima e atrai, intimamente. A começar, pelo modo de sentir ou de reflectir.
Que na leitura acompanho, paralelamente.

Nota pessoal: considero A Descrição da Infelicidade como o mais ambicioso e difícil de leitura, dos 7 livros que já li de W. G. Sebald. Aqui fica a nota preventiva...

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Do que fui lendo por aí... 32


Por mero acaso, tornaram-se-me contíguas as leituras de W. G. Sebald (História Natural da Destruição, Quetzal) e de Julio Cortázar (Histórias de Cronópios e de Famas, Editorial Estampa). Ora, nada mais oposto pela extremidade de temas, registo e tom.
Entre o realismo dramático de Sebald (1944-2001) e o lúdico surrealismo de Cortázar (1914-1984) vão mundos. Talvez os que separam a adolescência descomprometida e ligeira, do amadurecimento responsável e comprometido. 
É evidente que estou mais próximo do escritor alemão.


terça-feira, 1 de outubro de 2019

Da leitura (32)


Terminei a leitura do quinto livro de W. G. Sebald (1944-2001), com a profunda convicção que se trata de um grande escritor, a cujo estilo me fui habituando, assim como se entrasse em casa conhecida, ao lá voltar... Pratico uma certa usura pragmática, talvez pela idade, frequentando, ao invés de tudo que aparece e é moda, 5 ou 6 autores de minha predilecção e reconhecida qualidade. O uso que Sebald faz da fotografia, como suporte para as suas efabulações, permite-nos até dispensar de todo a suspension of desbelief, tão necessária, quase sempre, à leitura de outras ficções mais pobres e banais.
Sinto-me bem a lê-lo e isso para mim, de momento, é o mais importante.


De tarde, ontem, aproveitando este Verão residual, ou de S. Martinho, na varanda a leste, dei início ao mais recente livro, editado em Portugal, de Alberto Manguel (1948), obra que o TLS aprova, mas condicionadamente. A ver vamos, com o avançar da leitura, se estarei de acordo com Emma Smith na sua recensão muito prudente.


sábado, 13 de abril de 2019

Fotografia e ficção, segundo W. G. Sebald (1944-2001)



São pouco mais de 5 minutos, em que Sebald explica como parte da fotografia para a ficção.
A entrevista, em vídeo, está legendada em castelhano o que facilita a compreensão de quem não entenda o inglês. Na sua simplicidade, é muito elucidativa.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Da leitura 29


Há sítios em que se está bem. Amenos ao entrar e onde apetece permanecer.
Acontece-me às vezes. Com certas séries televisivas e filmes ingleses, com pessoas que trazem consigo um passado connosco, com amigos que falam a nossa mesma linguagem. Com alguns, raros, livros onde se respira em conjunto.
É o caso deste Austerlitz, de W. G. Sebald (1944-2001), em que o escritor principia a falar da estação de caminhos de ferro de Antuérpia, com quase os mesmos sentimentos e impressões subjectivas com que lá entrei, há uns anos atrás.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Novos caminhos da prosa?


A prosa parece querer assumir, neste século XXI, novos caminhos ou derivas de experimentação, talvez por cansaço ou esgotamento das orientações a que a ficção tinha sido conduzida. A efabulação de ficção-autobiográfica ou a prosa glosada sob o mote de outras artes, como a pintura e a fotografia, parecem assumir ou denunciar algumas dessas vias mais significativas. As viagens, sob um novo ângulo, em que se misturam história, biografia, revisitações de outros autores, diarística e ficção romanceada convocam, por exemplo, Bruce Chatwin, Claudio Magris e Paul Theroux.
Quanto à fotografia, como ponto de partida, mote ou fonte de inspiração, se ela surge esporádica, tímida e um tanto canhestra nos romances de Modiano, vem a ganhar dimensão maior nos livros de W. G. Sebald e, pelo menos, numa das obras mais recentes de Javier Marías ( Vidas Escritas, 2007).
Se neste livro, e na primeira parte, Javier Marías nos dá, por palavras e pequenos episódios, muitas vezes pitorescos, retratos instantâneos de 20 autores, na segunda parte (Artistas Perfeitos), cuja prosa é antecedida de 37 fotografias de cerca de 25 escritores, o escritor espanhol efabula livremente sobre as poses, os tiques observados nas fotos, as expressões, a indumentária usada e as conclusões a que chega a sua imaginação ou fantasia para caracterizar esses artistas. Creio que por aqui anda, ainda que discutível, uma experiência nova e singular de retratar e fazer prosa.



Para ilustrar o que disse, escolhi, dessa segunda parte de Vidas Escritas, o retrato do poeta W. B. Yeats (1865-1939), tirado por Howard Coster, em 1935, que Mariás seleccionou, fazendo-o acompanhar das considerações que lhe consagrou, neste livro. Assim:

Um poeta inegável é sem dúvida Yeats, apesar de na fotografia ter já os cabelos brancos e não ser costume associar facilmente os homens de idade com a produção de versos. Ao observar a sua expressão, vê-se um fanático ou um iluminado, alguém de carácter demasiado forte e convencido de tudo o que faz ou opina, é uma expressão de autenticidade. O cabelo desalinhado salva-o de ser velho e quase parece loiro, dota de movimento e brio toda a cara, é um indivíduo a que sobeja vigor. Mas chamam também a atenção as sobrancelhas mais escuras; e esse olhar invisível, apenas adivinhado por detrás das lentes, faz com que seja realmente com os lábios firmes que olha, como se todo ele fosse tão-só voz. (pg. 267/8)

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Pinacoteca Pessoal 139


Nascido na Alemanha, mas a viver presentemente em França, o gráfico e pintor Jan Peter Tripp (1945) tem uma obra pouco conhecida, para lá das fronteiras destes dois países. Foi através do escritor W. G. Sebald (1944-2011), de quem foi colega na Escola Primária, que tomei conhecimento dele, através das páginas que aquele lhe dedica em Campo Santo.

As referências giram em torno de um retrato de Kafka, que Tripp projectou do escritor checo, em idade mais avançada, a que não chegou. Pertencendo à escola realista, a obra do pintor centra-se sobretudo em naturezas mortas e retratos muito bem executados. Que mereceriam uma maior divulgação e conhecimento, pela qualidade da sua arte. O segundo retrato é de Sebald a jogar bilhar.

Creio que não seria necessário dizer que a última imagem retrata Pablo Picasso. Que Tripp adornou com indumentária que o aproxima de Lutero... Porque o considerava o grande revolucionário, também, mas da pintura europeia do século XX.
Curiosidade, ou não, é interessante saber-se que ambos pertenciam ao signo astrológico do Escorpião.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Do que fui lendo por aí... 22


Com os anos, fui resumindo, pragmaticamente, as leituras que vou fazendo, em dois tipos: as que me enriqueceram e aquelas que me fizeram perder tempo. No primeiro dos casos, está Campo Santo, de W. G. Sebald (1944-2001). Não só é um livro, apesar de póstumo, bem pensado e bem escrito, estimulante pelas reflexões que nos provoca, mas também pelas muitos informações culturais que nos fornece.

Desde várias descrições, algumas das quais históricas, sobre a Córsega, a obra aborda também a literatura alemã do pós-guerra, assim como as repercussões psicológicas do conflito nos alemães que por ele passaram. O livro fez-me também vir a conhecer a pintura de Peter Weiss (1916-1982), que tem um quadro, provavelmente, inspirado na célebre Lição de Anatomia, de Rembrandt.


E foi, pelo menos, curioso saber que o médico representado no quadro se chamava Nicolaes Tulp. E o corpo exposto era o de um ladrão de Leyden, de nome Aris Kindt, que sofrera a pena capital. O que me permitiu concluir que a tela de Rembrandt se baseou numa realidade objectiva.
Pormenores e miudezas - dirão alguns. Eu acho que não.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Tiro no escuro...


Quando um bom poeta morre e dele sabemos que não virão mais poemas, só nos resta relê-lo ou ler sobre ele. Por isso, quando vi, na FNAC, a Colóquio, cuja temática principal era sobre Alexandre O'Neill (1924-1986), mesmo sem a folhear, agarrei no volume e, com um livro de W. G. Sebald (Campo Santo), dirigi-me à caixa, para os pagar.
E só não recomendo a Colóquio, por princípios enraízados,  devido ao facto de a não ter lido ainda. 

segunda-feira, 5 de março de 2018

Do que fui lendo por aí... 18


Por razões muito exteriores, principalmente, tenho sido disciplinadíssimo em leituras, nos últimos meses. Perante esta singularidade, acabei até por fazer um tosco apontamento (em imagem) dos livros que principiei e acabei de ler, nos mais recentes 4 meses e meio. E cheguei ao bonito número redondo de uma dúzia, fora dois ou três folhetos pequenos, oitocentistas.
O facto de ter estado fora (Inglaterra e Alemanha) e com limitadas provisões de leitura, contribuiu, espartanamente, para o facto. Até porque não me pude, quase, reabastecer lá fora. Ou muito limitadamente, pelo menos. Dos autores, bisei, com proveito, Alec Guinness e W. G. Sebald. Das más experiências e perdas de tempo, destacaria John Fante e James Baldwin.
De qualquer forma, o balancete de leituras, que fiz, não me desagrada, sobretudo pelo aspecto disciplinado de ter lido, em tempo prático e continuado, estes 12 livros, do princípio até ao fim. A ver vamos se o método se irá manter...

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Culturas e idades


Passará despercebido a muitos, que a Alemanha costuma dedicar um especial interesse político, económico e cultural, aos países vizinhos geograficamente colocados a Leste. Talvez mesmo superior ao que consagra aos seus vizinhos do Oeste europeu. Disso se faz eco, por exemplo, o livro (Pátria Apátrida) que ando a ler de W. G. Sebald.
Sendo do ano da minha colheita este escritor, isso poderá também indiciar uma escolha geracional, posterior à II Grande Guerra. O que, perante alguns autores da Europa Oriental, me deixa, por vezes, em branco, relativamente ao assunto de alguns capítulos mais específicos da referida obra. Nomeadamente, certos ficcionistas secundários do desaparecido império austro-húngaro, de que tenho um deficiente enquadramento.
A idade, no entanto, irmana as pessoas, frequentemente, pelas afinidades culturais comuns e referencias concretas, semelhantes, bem como históricas. Acontece que, por brincadeira e cá por casa, no convívio familiar temporário, eu e J. G., nos temos vindo a tratar pelos pseudónimos de Dr. Livingstone e Mr. Stanley, humoristicamente.
Porque, apesar de criados em países diferentes (Alemanha e Portugal), ambos temos presente o célebre episódio do encontro, em África, dos 2 exploradores. Que ficou consagrado pela expressiva pergunta inicial de Henry Morton Stanley: Doctor Livingstone, I presume?! Facto histórico comum, afinal, ao nosso (quem diria?) património cultural. Europeu. E, assim, ambos também, sabemos perfeitamente daquilo de que estamos a falar...

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Uma breve entrevista de W. G. Sebald, abordando o quotidiano e a fotografia

O ralo estreito das escolhas pessoais


De vez em quando, mas muito raramente, um nome novo passa no meu crivo. Se quanto a pintores, os últimos a ganharem preferência (há 15?, 20 anos?) foram Turner e Hockney, os realizadores de cinema também não têm aumentado, muito, ultimamente. O mais recente, talvez tenha sido Tornatore, depois de Sorrentino e Moretti, na minha parca lista de favoritos de referência. E, quanto a escritores de policiais, já fechei o círculo restrito, em que ocupam lugar de honra S. S. van Dine e Simenon. Porque, com a minha idade, é salutar não perder tempo com frioleiras que nada trazem de novo e, por isso, tento exercer o meu sentido crítico com rigor austero.
Claro que não sou imune a nomes que se repetem freneticamente nas páginas literárias - quanto a escritores - e que são aconselhados por recenseadores sérios (críticos é que já não há...). Mas basta-me folhear, numa livraria, alguma obra muito falada, para tomar posição definitiva sobre um autor. Raramente me deixo impressionar com a moda. Muito menos, por esses enxames de (falsos) blogues, em que algumas domésticas (a soldo de editoras) e mulherzinhas, com vocação de costureiras, tecem loas altíssimas a obras pindéricas, normalmente mal escritas, publicadas por núbeis ou velhos "suspeitos do costume"...
Para mais, estamos a atravessar a época natalícia das miragens, com recomendações equívocas e fraudulentas de vinhos, livros, filmes e quejandos, de qualidade muito duvidosa. Acresce o facto de eu precisar de levar para longe, comigo, alguns livros (3?) que me acompanhem de entretém mental, nesse país distante onde, por esta altura, neva, e em casa alheia. Lembro-me que, de uma vez, me fiz escoltar de Vergílio Ferreira, Steiner e Xavier de Matos, para uma aldeia renana, a que se juntou um livro de René Char, comprado, depois, em Liége. E bem. Que a escolha foi avisada!...
Por agora, vai curta a selecção e próxima a partida, e tinha apenas para levar Pátria apátrida, de W. G. Sebald (1944-2001), autor alemão que recentemente passou na inspecção apertada do meu crivo de referências. Deus me inspire a descobrir mais dois ou três livros, para levar e ler! O que vai ser difícil e um bico de obra, no já pouco tempo que me resta, para seguir viagem.
Mas, hoje de manhã, lá consegui descobrir na (Livraria) Escriba, mais uma obra que promete, muito bem traduzida por Aníbal Fernandes. E de uma editora alternativa (sistema solar) que, como vai sendo hábito, as páginas literárias conceituadas nem sequer falam...