Hoje, a imaginação desapareceu de quase todos os partidos, quer nos seus programas quer nas cabeças formatadas da maior parte dos agentes políticos - meros capatazes servis de ordens obscuras e poderes sinistros. Copiam-se entre si reproduzindo manuais obsoletos, em gabinetes protegidos e climatizados.
Pagam sempre mais, os mesmos. Numa condenação que parece infernal. Aos "pobrezinhos, mas honestos" da moral salazarenta, os novos senhoritos clamam que "vivemos acima das nossas posses", como se a libertação da miséria não pudesse ser uma ambição humana e natural, que uma revolução, talvez romântica, fez sonhar possível.
Porque também, hoje, nos graffiti laicos e monótonos, que por aí vemos, se espelha a falta de imaginação e o plágio massificado. A abulia acéfala seguidista e globalizante dos grandes rebanhos obedientes que, quase sempre, nada trazem de novo.