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sexta-feira, 21 de junho de 2013

A par e passo 45


Uma revolução faz em dois dias a obra de cem anos, e perde em dois anos as obras de cinco séculos.
É preciso marcar passo em seguida, e até mesmo fazer pior, para tudo se adaptar à nova curva da evolução.
Uma revolução é o resultado da sensação de lentidão de uma evolução. Se as coisas aceleram rapidamente, não há revolução.

Paul Valéry, in Tel Quel II (pgs. 251/2).

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Os Murais do PREC (5)


Terminamos, por hoje, com o quinto poste, esta curta rubrica com a imagem dos últimos 4 murais, dos muitos que se espalharam por Lisboa, e nalgumas outras cidades portuguesas, nos anos de 1974, 1975 e 1976.

sábado, 1 de junho de 2013

Os Murais do PREC (4)


Do traço mais ingénuo, quase naïf, ao grafismo mais arrojado, aqui vai o penúltimo conjunto desta série de Murais do PREC, que adornavam Lisboa e que desapareceram, entretanto. Sempre de autores anónimos, como eram os artífices das catedrais medievas, apenas as siglas partidárias denunciavam as suas origens ou razões políticas.

domingo, 26 de maio de 2013

Os murais do PREC (3)


Hoje, a imaginação desapareceu de quase todos os partidos, quer nos seus programas quer nas cabeças formatadas da maior parte dos agentes políticos - meros capatazes servis de ordens obscuras e poderes sinistros. Copiam-se entre si reproduzindo manuais obsoletos, em gabinetes protegidos e climatizados.
Pagam sempre mais, os mesmos. Numa condenação que parece infernal. Aos "pobrezinhos, mas honestos" da moral salazarenta, os novos senhoritos clamam que "vivemos acima das nossas posses", como se a libertação da miséria não pudesse ser uma ambição humana e natural, que uma revolução, talvez romântica, fez sonhar possível.
Porque também, hoje, nos graffiti laicos e monótonos, que por aí vemos, se espelha a falta de imaginação e o plágio massificado. A abulia acéfala seguidista e globalizante dos grandes rebanhos obedientes que, quase sempre, nada trazem de novo. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Os murais do PREC (2)


Mais felizes no traço, uns que outros, nalguns casos já invadidos ou sombreados pela vegetação nascente ou delidos pelas intempéries, estes graffiti constituiram a arte urbana militante da segunda metade dos anos 70. Depois, desapareceram ou alguém, superiormente, os mandou apagar em nome do decoro artístico ou do asseio estético. O que tem vindo a seguir é estandardizado, normalmente feio, tresanda a americanice exuberante. E, na maioria dos casos, revela uma enorme falta de imaginação e um mau gosto tremendo.

P.S. : perdoe-se a distracção, mas no melhor pano cai a nódoa...
A fotografia da direita alta está ao contrário.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Os murais do PREC (1)


Comparados com as garatujas, normalmente, pueris de hoje, estes graffiti de 1975/6, quase parecem arte. As fotografias é que não são de primeira água, mas foi o que se pode arranjar...