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sábado, 18 de julho de 2015

Ditados, Pesca e sardinha


Terá tido pouca expressão pública de desagravo, tirando os sindicatos dos sectores de pesca e conserveiro, a notícia-ordem de Bruxelas que atribui, para 2016, uma quota de pesca máxima de 1.587 toneladas de sardinha, para Portugal. No corrente ano de 2015, lembremos, o permitido é 15.000 toneladas. Recordemos também que a indústria conserveira (embora muito menor do que há 30 ou 40 anos) recorre, maioritariamente nos nossos dias, a importações de sardinha de Marrocos e de França, para poder laborar, de forma satisfatória. Importa também lembrar que a entrada na CEE obrigou Portugal a uma redução de 1/3 na sua frota pesqueira. A partida para a Terra Nova, dos bacalhoeiros, depois da bênção cardinalícia, é uma imagem delida no tempo. Só talvez os mais velhos se lembrem ainda disso... Fazia nessa altura algum sentido, no dizer do povo, o ditado:
Em Portugal entra a fome nadando.
Hoje, seria mais acertado e actualizado dizer-se: Por Bruxelas entra a fome em Portugal.
E andam os nossos governantes a encher a boca de mar, apontando-o como destino e oportunidade! São uns cómicos, esses rapazes...

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Imigração milagrosa


Um dos orgulhos dos islandeses é a sua aptidão e passado de marinheiros e pescadores. A pesca é também a única actividade florescente, desde a sua quase bancarrota em 2008. Mas as restrições internacionais a esta actividade, que de algum modo também tem evitado a adesão à U. E., que tem leis ainda mais restritivas para a pesca, provocam à Islândia grandes problemas.
Nos últimos 2 anos, no entanto, o aquecimento das suas águas marítimas, operaram um milagre. Densos cardumes de cavalas (Scomber scombrus) cercaram a ilha e prevê-se, na safra 2012-2013, a pesca de 123.000 toneladas deste peixe pequeno e apetecido. Os islandeses estão optimistas, mas sabem, pela sua longa experiência marítima, que esta benesse, vinda das águas, não será eterna...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Oceanos


Ainda me lembro do tempo em que o chicharro e o carapau eram dados, aos gatos, para eles comerem, e das peixeiras, nos mercados, gritarem: "5 à corôa!" - a anunciarem a venda da sardinha. Também me recordo do bacalhau "a pataco". Tudo se tem vindo a modificar muito rapidamente. E como gosto muito de linguado, tenho vindo a acompanhar a evolução ascendente e crescente do seu preço. Costumo dizer, para os meus próximos, que somos talvez uma das últimas gerações de portugueses a poder comer peixe a preços módicos. Não é assim lá fora porque o peixe já é, quase, uma refeição de luxo, e cara.
Em abono desta realidade, a notícia de que os "stocks" de peixe, nos oceanos e em 2012, representam apenas pouco mais de 10% daquilo que havia, nos mares, em 1950. Qualquer dia, a dieta dos velhinhos e doentes passará a ser somente frango de aviário...