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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Humor negro (22)

 


Ao que isto chegou!...
Ao que parece, corremos o sério risco de virmos a ser condicionados, do faroeste, por uma associação internacional de malfeitores.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Registo, a propósito


Nascidos no mesmo dia (17 de Julho), embora de anos diferentes, Angela Merkel (1954) e António Costa (1961), os dois políticos são assim nativos do terceiro decanato do signo do Caranguejo. Este ano, por razões motivadas pela UE, passaram ambos parte do dia de aniversário nos mesmos locais.
O nosso PM, gentilmente, ofereceu O Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago, em tradução alemã (Die Stadt der Blinden) de Ruy-Güde Mertin, da btb Verlag, como prenda de anos, à chanceler alemã. Talvez oportuna e intencionalmente... Desconheço, entretanto, qual foi o presente de Angela Merkel.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Dizeres


No tempo da Guerra Fria, dizia-se à boca pequena que os soviéticos usavam, para os trabalhos sujos internacionais, de preferência, os búlgaros. De há um tempo a esta parte e na UE, quem se encarrega desses fretes parecem ser os contabilistas holandeses.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Comprava um automóvel, em 2ª mão, a esta criatura ???



Para além de palermas nacionais, com secura de boca e outros trejeitos, pergunto - repetindo um gesto já passado - se compravam algo a este bimbo da foto ???

Post de HMJ

sábado, 18 de julho de 2015

Ditados, Pesca e sardinha


Terá tido pouca expressão pública de desagravo, tirando os sindicatos dos sectores de pesca e conserveiro, a notícia-ordem de Bruxelas que atribui, para 2016, uma quota de pesca máxima de 1.587 toneladas de sardinha, para Portugal. No corrente ano de 2015, lembremos, o permitido é 15.000 toneladas. Recordemos também que a indústria conserveira (embora muito menor do que há 30 ou 40 anos) recorre, maioritariamente nos nossos dias, a importações de sardinha de Marrocos e de França, para poder laborar, de forma satisfatória. Importa também lembrar que a entrada na CEE obrigou Portugal a uma redução de 1/3 na sua frota pesqueira. A partida para a Terra Nova, dos bacalhoeiros, depois da bênção cardinalícia, é uma imagem delida no tempo. Só talvez os mais velhos se lembrem ainda disso... Fazia nessa altura algum sentido, no dizer do povo, o ditado:
Em Portugal entra a fome nadando.
Hoje, seria mais acertado e actualizado dizer-se: Por Bruxelas entra a fome em Portugal.
E andam os nossos governantes a encher a boca de mar, apontando-o como destino e oportunidade! São uns cómicos, esses rapazes...

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Asseio e manutenção


Quer em Frankfurt, quer em Washington, há gente asseada. Simultaneamente, neste mês de Julho, os responsáveis do BCE decidiram desmontar as estrelas douradas da UE ( não confundir com o Estrela Dourada, grego) para lhes dar lustro, e os norte-americanos resolveram lavar a cara ao Abraham, no seu Lincoln Memorial, em Washington. Como dizia, alguém que eu conheci, já falecido, para rematar qualquer conversa sobre higiene, que exclamava: "A limpeza, sempre Deus a amou!"
Se é certo que, após muitas leituras que fiz da Bíblia, nunca encontrei esta frase, também é certo que nunca mais a esqueci...

sexta-feira, 4 de julho de 2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Apontamento 47: A deriva da Senhora Merkel é um pesadelo para o cidadão da Europa



Poucos dias antes das eleições para o Parlamento Europeu, a Senhora Merkel brinda-nos, mais uma vez, com a sua habitual arrogância e num total desrespeito pelos tratados fundamentais da UE, a saber:

“Os membros da Comissão são escolhidos em função da sua competência geral e do seu
empenhamento europeu de entre personalidades que ofereçam todas as garantias de independência.
A Comissão exerce as suas responsabilidades com total independência.
E, os membros da Comissão não solicitam nem aceitam instruções de nenhum
Governo, instituição, órgão ou organismo.”

Ao que parece, a “poderosa” Senhora já alcançou a “concordância, na GROKO [=coligação CDU/SPD] para a «ocupação» das posições-chave na UE”, claro está, depois do resultado das eleições próximas.

Perante esta deriva, no mínimo perigosa, pergunta-se o cidadão o que significa, para os políticos da Alemanha”, o preceito fundamental da UE, prevendo que “todos os cidadãos têm o direito de participar na vida democrática da União”. O cidadão da Europa irá votar no próximo Domingo, sabendo que, no seu centro, a Alemanha já dividiu os “tachos”, e certamente a seu favor ?


De facto, o ataque aos princípios fundamentais da UE não poderia ser mais significativo. E é uma profunda afronta aos princípios democráticos dos verdadeiros cidadãos da Europa.

Post de HMJ

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Recomendado : quarenta e dois


No jornal Público de ontem (25/9/13), António Guerreiro assina dois artigos amplos, de indiscutível qualidade e penetrante argúcia. Um, dedicado à obra e pessoa de António Ramos Rosa, outro, historiando a evolução das relações entre a França e a Alemanha (França-Alemanha / Afinidades electivas, perigosas relações), bem como as suas implicações na Europa, ao longo dos últimos três séculos. Na dificuldade de escolha, optaria por recomendar, francamente, a leitura deste último.   

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Curiosidades 75


Na sua missão evangelizadora e purista já a UE tinha obrigado e legislado no sentido de que cada maço de tabaco tivesse inscrito nas suas embalagens aqueles avisos cristãos, para dissuadir os fumadores, sobre a morte, a saúde, a impotência - perigos terríveis a que já nos fomos habituando. Pelo menos, a ler...
Não satisfeita com a anterior cruzada de pureza pulmonar, agora prepara-se para proibir, total e terminantemente, a comercialização e fabrico de cigarros mentolados. Pergunto-me eu, porque é que a UE, tão puritana e pura, não legisla contra a droga e pela moralização dos costumes? Era bonito...
Como muita gente sabe, Helmut Schmidt (1918) é um grande fumador...de cigarros mentolados. Pois o simpático ex-Chanceler da Alemanha não esteve com meias medidas e mandou comprar 200 volumes deste tipo de cigarros (cerca de 4.000 unidades), preventiva e antecipadamente, para atravessar a "lei-seca".
Pensarão esses perfumados e impolutos legisladores da UE que, com isto, e com 94 anos, Helmut Schmidt irá, em breve, para o inferno. E eles, os puros de pulmões, poderão voar um dia para o reino dos céus.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Na Gulbenkian


O último grande Senhor da Europa virá no próximo dia 5 de Junho à Fundação Gulbenkian. É no Auditório 2, às 18h30.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Apontamento 10: Os Coveiros da Europa



Os "Young Urban Professionals", ou mais popularmente conhecidos como "Yuppies", começaram a sua vida encostados à Finança. Agora, muitos deles chegados à "meia-idade", como o exemplar em epígrafe, mudaram de posto e infiltraram-se nos centros do poder económico. São Presidentes do Eurogrupo ou candidatos, como parece ser o nosso Vitinho, a Comissário. 
E, quanto ao nosso mago Gaspar, já há muito desconfiava que ele arrasou o país e humilhou um povo numa estratégia pessoal do "seu projecto de vida". 
Afinal, os "YUP" começam a definir-se, claramente, como os coveiros da Europa.

Post de HMJ

sábado, 13 de abril de 2013

Da Janela do Aposento 32: Álbion, a caminho da Hibérnia



Nos últimos dias, e por razões diferentes, surgiu-me, de novo, essa aversão que tenho contra os ingleses. Quando, há décadas, passei pelo Sul da Inglaterra, a caminho da Irlanda, ficou-me uma primeira má impressão. Pelo contrário, gostei da Irlanda e dos Irlandeses e compreendi a sua revolta surda contra a sobranceria da vizinha Álbion.
Mais tarde, numa viagem a Londres, tive a oportunidade de sair do "circuito turístico" e entrar em algumas casas de súbditos de sua majestade. E o que me ficou, até hoje, é um ambiente pobrete de espírito, profundamente provinciano e "kitsch", ingredientes que costumam alimentar poses sobranceiras de alguns políticos - e políticas - actuais ou recentemente falecidas.
No meio destes pensamentos veio ter comigo um texto, publicado ontem no DIE ZEIT, a propósito da visita de Cameron a Berlin, cheio de ironia sobre alguns senhores actuais que se passeiam pela Europa.
Eis a súmula da parábola.
Partindo do princípio de que cada família tem os seus hábitos e formas de convivência, o jornalista passa a caracterizar a "família europeia". Imaginemos, então, uma mãezinha alemã severa e um papá francês meigo que traçam o caminho para a família quando estão de acordo, o que nem sempre acontece. Os restantes membros da família seguem, em regra, as ordens dos papás, provocando, frequentemente, desavenças familiares. Apenas um, o tio de Londres - que já foi tia - costuma colocar-se à margem. O tio quer participar vivamente no debate familiar, insistindo, contudo, no seu menor contributo para o orçamento familiar e ressalvando o seu estatuto especial de apenas cumprir as regras estabelecidas quando ele assim o entender.
Bela harmonia familiar !
E foi assim que compreendi, finalmente, porque não gosto do tio de Londres.

Post de HMJ

terça-feira, 26 de março de 2013

Divagações 42 : as toupeiras de Bruxelas


Este eterno Inverno, que parece querer amordaçar a Primavera europeia, para sempre, à estranha melancolia de um destino aziago futuro, mal permite supor a existência da alegria, condenando as ruas e casas interiores à obscuridade do negro e do cinzento. E aos pensamentos mais sombrios.
E, quando os engravatados senhoritos da UE, ditatoriais e justiceiros, começam a dispor, abusivamente, do dinheiro dos outros, num roubo descarado e num seguidismo criminoso dos piores manuais dum nacional-socialismo de direita, interrogámo-nos, perplexos: para onde vai a Europa?
Não há vergonha, não há ética, a inteligência desapareceu varrida por um frio calculismo estúpido que faz prever o pior. Só há Inverno e bichos subterrâneos e medonhos que se obstinam em minar a solidariedade humana, o pensamento racional e a felicidade.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Para bem começar o dia, apesar do mau tempo...


Não será bem, bem só na Itália, porque haverá algumas coisas neste vídeo, a que também estamos habituados...

abraço grato a AVP.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Prémio Nobel da Paz




No dia da entrega do Prémio Nobel da Paz à União Europeia, recorro a um ensaio de Jürgen Habermas para festejar o evento, já que os "actores" em presença - quais Zé Manéis ou Muttis - são de tão fraca qualidade que ninguém se lembrou de ir ver o espectáculo anunciado.
O livro de Habermas (Zur Verfassung Europas), comprado recentemente e publicado, pela primeira vez, em 2011, é, pela clarividência, um contributo exemplar na defesa de uma perspectiva para uma Europa da Paz e da Democracia, assente na cidadania, dignidade e direitos humanos.

Post de HMJ

domingo, 27 de maio de 2012

O Paraíso reinventado, ou confundir o desejo com a realidade


Era uma vez...
Daqui a muitos anos, quando já nenhum de nós for vivo, a Galiza amiga voltará a reunir-se com o Portucalense condado, e tudo voltará ao início. Biblicamente, ao princípio voltará a ser o verbo.
Rosalía, comovida, terá longos diálogos com o bom do velho Sá, em Amares. Julio Camba vai cozinhar a 4 mãos com Couto Viana e a irmã do poeta, cantarolando entretanto, há-de ir descascando as batatas. Os pimentos Padrón vão alinhar, gulosos, na mesa de Assis Pacheco e Camilo José Cela, e não haverá esquerda nem direita, mas apenas fraternidade. Até Fraga Iribarne, emocionado mas convivial, há-de partilhar um bom cozido à portuguesa, com Santos da Cunha e com Rui Rio que, bastante menos economicista e, embora liberal, vai apoiar a Cultura, com generosidade e alegria.
A troika será uma infâmia impossível e a moeda não terá circulação, nem será precisa. Poderão trocar-se diospiros por cebolas, ou chouriços por um frango, intermediados por um sorriso amigo, leal e confiante. Martim Codax há-de dizer um poema, acompanhado por adufes, flautas e sacabuxas harmoniosas. Afonso X irá presidir, e o neto Dinis, ainda criança, vai bater palmas, entusiasmado. Acídulo e fresco, um Albariño das Rias baxas refrescará as gargantas. E a noite virá de mansinho para não estragar a alegria do reencontro fraterno e sem fronteiras. E outros países virão juntar-se à festa, trazendo wurst, krakauer, camembert, tokay, pesto...eu sei lá!, para partilhar entre si.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Os nins


Rosnam baixo, mas não mordem. Bebem copinhos de leite. Disfarçam a falta de ideias, com neologismos. E trocam, normalmente, o osso suculento - se as coisas não correm de feição - por um simples afago pelas costas, ou pêlo. São economistas, psicólogos, políticos de terceira ordem (que até tentam vender Portugal à Indonésia) que mais parecem caixeiros-viajantes de província, comentaristas verborreicos, normalmente bem pagos, ex-ministros reformados em dúbias mordomias e, no meio disto, também há muitos palermas. Há uma coisa que os une: a chico-espertice saloia, a falta de ideias, uma gula que se compagina com a fome de séculos portuguesa que, por caridade mental e cristã, pode servir de atenuante biológica...
Ontem diziam que, se a Grécia não honrasse os compromissos, teria de sair da zona euro; hoje, dizem mas...Ontem diziam, escandalizados, que não iam votar a favor do aditamento; hoje dizem que, atendendo às circuntâncias, talvez se vão abster...
(Saia daí um ninja, a preceito!, com tremoços, s. f. f..)

Nota: sobre a imagem (não confundir com tremoços, são lentilhas!) basta consultar a Bíblia, para perceber.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A passagem


São pequenas localidades sem história que ocupam um quadrilátero de 12,5 quilómetros de comprimento e 3 metros de altura, com arame farpado, na margem do Evros, entre a Grécia e a Turquia. Por lá passaram em 2011, cerca de 55.000 clandestinos, tentando chegar à Terra Prometida, que hoje já não é. Estas vilórias de nenhures, gregas, substituiram as Canárias e Lampedusa, como locais de passagem para a UE. Muitos morrem pelo caminho, como também refere o último "Le Nouvel Observateur", num artigo intitulado "Les fantômes du fleuve". Desprovidos de papéis, estes mortos anónimos, vão para a vala comum com apenas um número de referência. Que corresponde a um pequeno dossiê burocrático, com uma data, relação das roupas que vestiam, adereços e indicação da provável idade. São provenientes da Argélia, do Irão, da Nigéria...
Como diz o dono de um pequeno café duma destas localidades fronteiriças (Nea Vyssa) de passagem: "Eles chegam todos os dias. Por vezes dez, às vezes 50, 60 ou mais. Dantes, para nos protegermos dos Turcos, havia minas anti-pessoal ao longo das margens do Evros. Mas tudo foi retirado em 2009. E, depois, foi a invasão. (...) A Europa pôs-nos na merda, eis a verdade. Todos estes emigrantes que acreditam que podem chegar à Itália ou à França. Mas ninguém os quer, e são-nos recambiados! Para aqui, onde não há trabalho, não há dinheiro, não há nada!"

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Crise, política, insultos e gastronomia


Nesta longa noite convulsa que atravessa, há anos, a UE, faço votos para que, no próximo domingo, François Hollande consiga levar a melhor nas eleições francesas, e inaugure uma nova era de fraternidade e democracia. Já nos chamaram de tudo: preguiçosos, gastadores, pelintras... Meteram-nos no saco dos P. I. G. S. (Portugal, Irlanda, Grécia e Spain), ofensivamente. E, recentemente, o labrosca xenófobo do Geert Wilders, ultramontano holandês, apelida Portugal, a Espanha, a Grécia e a Itália, bem como a Polónia, de "países do alho". Para quem não saiba, a gastronomia holandesa é de uma pobreza franciscana, talvez ainda pior que a inglesa. Sensaborona, monótona, farinhenta e sem imaginação. O homenzinho, reaccionário, nem sabe do que fala e nunca deve ter provado a comida mediterrânica, toda ela feita de sabores variados e milenares. E, decerto, nunca terá provado as maravilhosas salsichas Krakauer, polacas, que são uma delícia. E sabem a alho, acertadamente. E basta trincar, depois, uma baga de café, dissolvê-lo na boca, para que o intenso sabor se vá desvanecendo.