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terça-feira, 2 de abril de 2019

Divagações 145


O cantautor Etiénne Daho (1956), nascido na Argélia então francesa, mas que tem feito carreira em França, dizia que: Ce sont les premières années qui vous construisent. Après, on se démerde et on fait ce qu'on peut.
Eu não seria tão radical, mas estou de acordo que grande parte dos poetas se perdem pela idade madura e, na velhice, se vão, normalmente, glosando a si mesmos, numa lamentável decrepitude. As excepções são raríssimas. Romancistas e pintores, com frequência, resistem melhor, porque trabalham menos com o desejo. E ordenam melhor o caos fílmico-cerebral, quando são verdadeiros artistas.
Acredito que é entre os 30 e os 40 que se atinge a plenitude, em quase todas as actividades. Por isso, que não se lamente Rimbaud, Nobre e Cesário. Mas saudemos, entretanto, Lampedusa e Matisse pela criatividade dos seus últimos anos. E Saramago, porque não?

sábado, 3 de novembro de 2018

Segundas vias


Uma coisa é vocação, outra, sobrevivência.
Há, no entanto, equivalências que são mais bem aceites do que outras, pelo espírito humano. Que um professor seja também romancista ou poeta, é tacitamente entendível e considerado normal, pela comunidade. Um médico romancear (Torga, Namora, Araújo Correia...), não causa ainda a mínima estranheza.
Já um bancário ser poeta e ensaísta (T. S. Eliot) cria alguma perplexidade e, nalguns espíritos demasiado ortodoxos, causa alguns engulhos de classe ou elitistas. Mais ainda, se um contabilista ou correspondente de línguas (Fernando Pessoa) se põe a poetar, ou se um empregado de uma loja de ferragens (Cesário Verde) se dedica, em primeira instância, a escrever versos. Primorosos, aliás.
Para subsistir, ocupar a rotina com banalidades pode ser útil e saudável, sobretudo se for para deixar à solta a criatividade pessoal. Como fez, por inicial necessidade, Carlos Paredes, administrativo dos Hospitais Civis de Lisboa, que nos deixou melodias maravilhosas...
O ócio, quando existe e é bem administrado, pode vir a ser arte. É preciso  é ter vocação para algo mais, do que passear na vida, por ver andar os outros.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Criatividade


Perdoe-se a publicidade, mas com o Renault 4, Fiat 500 e o Volkswagen "carocha", o Mini inglês foi sempre um dos carros mais simpáticos, económicos e atraentes.
E o vídeo promocional foi um bom achado, por isso, aqui fica, a buzinar a manhã...

com agradecimentos a N. C. .