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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Citações DXIX

 

A pseudo-erudição, no seu lado bom, é a homenagem prestada pela ignorância à cultura.

E. M. Forster (1879-1970), in Aspects of the Novel (1927).

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Pinacoteca Pessoal 171


Essencial e inicialmente crítico de arte, Roger Fry (1866-1934) cultivou também, de forma primorosa, a pintura. Descendente de uma família quaker inglesa foi compagnon de route do grupo de Bloomsbury (ver pintura de V. Woolf, no Arpose, 23/6/2014) e bem sucedido retratista (E. M. Forster, Yeats...).



Bem representado na Tate, Roger Fry interessou-se pelos primitivos pintores europeus, vindo depois a dedicar-se à moderna pintura francesa, do ponto de vista de estudioso e crítico de arte. Além de retratista, podem admirar-se algumas suas telas na temática paisagística (Provença, 1911, na Tate, por exemplo).



Nota pessoal: especialmente para Margarida Elias, com parabéns pelo seu aniversário. E que, no seu Memórias e Imagens, nos vem habituando a um persistente bom gosto estético.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Retratos de Virginia Woolf, em 4 perspectivas


A iconografia de Virginia Woolf (1882-1941) é vasta, talvez até porque, esteticamente, era um modelo agradável. Na primeira imagem temos uma fotografia de 1902, que Dana Keller coloriu, na actualidade; na segunda, o retrato da romancista, em 1912, portanto com 30 anos, pintado pela irmã Vanessa Bell; a terceira imagem, reproduz uma tela de 1917, feita pelo amigo Roger Fry. Finalmente, o retrato de Virginia Woolf em palavras da romancista irlandesa Elizabeth Bowen (1899-1973):
"Era de uma beleza extraordinária; creio que dela se recordam as pessoas que com ela privaram. Ignoro, todavia, se o facto era do conhecimento geral. Possuía uma movimentação viva e suave, mas designá-la como vital seria falso. Os seus movimentos não eram rítmicos nem descompassados. Era bonito observá-la quando se recortava no horizonte ou atravessava um campo. E a cabeça assentava belamente nos ombros. Tinha umas mãos notáveis. Movimentava-se como uma jovem. Recordo-me de que as pessoas me faziam a sua descrição, antes de a ter visto. Perguntara-lhes: «Como é que ela é, que tipo de pessoa?» Respondiam-me: «Oh! É espontânea e movimenta-se de uma forma suave e inconscientemente ousada.» Quero dizer que também isso se sente nos seus textos. Ela disse-me, um dia, a propósito de alguém: Pode ver-se pelos seus textos que era uma beleza. Não me parece que tenha tido essa visão de si própria. E, no entanto, acredito que a sua beleza era um factor importante aos seus olhos, mais importante do que tinha consciência."