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sábado, 31 de janeiro de 2026

2 livros

 

É uma colecção bem estruturada, esta, e com capas esteticamente apelativas, que já leva, no seu percurso, pelo menos, 51 títulos, de autores nacionais e estrangeiros, considerados clássicos.
Oferta de bons Amigos, a quem, daqui, reagradeço.

quinta-feira, 13 de março de 2025

Virginia Woolf

 


Coincidindo  com a recente saída, em tiragem especial, do volume da Pléiade de Mrs. Dalloway et autres écrits, o Lire Magazine dedica no seu último  número (538), de Março de 2025, o dossiê principal à escritora inglesa Virginia Woolf (1882-1941).

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Osmose 123


Por esta altura do ano, é quase impossível que o passado não venha à tona. Cheiros e sabores antigos, fiapos de frases que nos marcaram, imagens delidas, mornos sentimentos que se vão apagando, dos que desapareceram ou nos deixaram. Mas também daqueles que nós fomos deixando gradualmente, por " mesquinha inabilidade em atravessar a rua" (como Virginia Woolf disse, para sempre e bem).
Por um acaso feliz, nos últimos dias, estive a rever, por motivos particulares, dezenas (centenas?) de fotografias da minha vida, desde os anos 80. E, inesperadamente, o puzzle quase se encheu de felicidade irreal, como um sonho aberto de futuro tranquilo.
Assim seja.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Antologia 7



Este conjunto de pequenos textos que constituem um pequeno livro de cerca de 100 páginas foi escrito, sobre Londres, em 1931, por Virginia Woolf (1882-1941), mas uma boa parte dos seus breves capítulos não terá uma idade escrita muito marcante e definida, antes parece ser intemporal. Seleccionei deles duas pequenas passagens (em tradução de José M. Silva), que se seguem:

À medida que subimos o rio em direcção a Londres, vamo-nos cruzando com os detritos que descem da cidade. Barcaças repletas de baldes velhos, lâminas de barbear, restos de peixe, cinzas e jornais - tudo aquilo, enfim, que deixamos na berma do prato ou atiramos para o lixo - despejam as suas cargas neste local, o mais desolado que existe à face da terra. Dessas grandes lixeiras, que servem de abrigo a inumeráveis ratazanas e onde crescem umas ervas grosseiras, repulsivas, elevam-se colunas de fumo, desde há cinquenta anos. O ar é áspero, acidulado. (pg. 23)

O comércio é engenhoso e infatigável, para além dos limites da imaginação. De todos os variadíssimos da terra, incluindo os seus desperdícios, não há nenhum que não tenha sido testado e para o qual não se tenha procurado alguma utilidade. Os fardos de lã que estão a ser retirados do porão de um navio australiano vêm atados, para poupar espaço, com fitas de ferro; mas essas fitas não são deitadas fora, são enviadas para a Alemanha e transformadas em máquinas de barbear. A lã liberta uma espécie de gordura. Esta gordura, que estraga os cobertores, é utilizada, depois de extraída, para fabricar cremes faciais. (pg. 27)

Virginia Woolf, in Londres (Relógio d'Água, 2005).

agradecimentos a H. N., pelo empréstimo.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Pinacoteca Pessoal 171


Essencial e inicialmente crítico de arte, Roger Fry (1866-1934) cultivou também, de forma primorosa, a pintura. Descendente de uma família quaker inglesa foi compagnon de route do grupo de Bloomsbury (ver pintura de V. Woolf, no Arpose, 23/6/2014) e bem sucedido retratista (E. M. Forster, Yeats...).



Bem representado na Tate, Roger Fry interessou-se pelos primitivos pintores europeus, vindo depois a dedicar-se à moderna pintura francesa, do ponto de vista de estudioso e crítico de arte. Além de retratista, podem admirar-se algumas suas telas na temática paisagística (Provença, 1911, na Tate, por exemplo).



Nota pessoal: especialmente para Margarida Elias, com parabéns pelo seu aniversário. E que, no seu Memórias e Imagens, nos vem habituando a um persistente bom gosto estético.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

A propósito de leilões


Como grande parte das visitas que frequentam o Arpose vive em Portugal, uma exposição ou um leilão no estrangeiro serão, na maior parte dos casos e naturalmente, acontecimentos sem grande interesse directo - convém não esquecê-lo, em nome da realidade linear e objectiva. E, embora as viagens, hoje em dia, estejam ao preço da uva mijona e se note esse facto pela quantidade de turistas de alpergatas de plástico que nos visitam, nem todos se poderão deslocar a Berlim, Paris ou Londres, e muito menos a Nova Iorque, para assistir a um leilão de arte ou de livros, bem como para ver, com facilidade, uma exposição importante de um artista célebre, que por lá ocorra.

Seja como for, dentro de dois dias (26/9/2019), a Forum Auctions leva a efeito em Londres um importante leilão de manuscritos, incunábulos e  livros modernos, em primeiras edições.
Não tenho ilusões que grande parte das licitações serão feitas, não por amor ou paixão pela literatura, mas simplesmente por um mero acto racional de investimento que procura, em poucos anos, tirar lucros significativos na venda seguinte.
Se Dubliners, de James Joyce, ocupa, na sua edição original (1914), o lote 135, com uma estimativa de venda entre £ 100.000/ 150.000, valor que me não escandaliza excessivamente, que dizer do lote 148, Harry Potter and the Philosopher's Stone (1997), de J. K. Rowling, que aponta para uma venda previsível de 20.000 a 30.000 libras?

Quando o Orlando, na sua primeira edição (1928), de Virginia Woolf (lote 158) vai apenas a umas míseras e previsíveis £ 400/ 600, neste leilão da Forum Auctions...
Será que nenhum dos conhecidos tripeiros amigos da sra. Rowling, do tempo em que ela viveu no Porto, possui aquela edição do Potter com dust jacket?
É que seria uma boa altura para a pôr a render ou a trocar por um Porto Vintage, de qualidade imbatível e inalterável, até se abrir...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Leilão de livros e manuscritos


Na boa tradição a que nos tinha habituado José F. Vicente (Livraria Olisipo), os seus Sucessores levam a efeito mais um leilão de livros, manuscritos e gravuras, no Palácio da Independência (às Portas de Santo Antão, em Lisboa), nos próximos dias 5 e 6 de Fevereiro de 2019.
O importante acervo em almoeda inclui uma rara primeira edição de Virginia Woolf (lote 852, com uma estimativa de venda entre 250 e 500 euros) e duas raríssimas cartas autógrafas de D. Francisco Manuel de Melo, escritas na prisão da Torre Velha (lote 540, com previsão de venda entre 800 e 1.600 euros), para além de uma importante camiliana.
Por gosto pessoal, eu destacaria mais os seguintes lotes e suas respectivas previsões de venda:

296 - Costa, Agostinho R. da - Descripção... da Cidade do Porto, 1789....................... 800/1.600 euros
326 - Dario, Rubén - El Canto Errante, 1907.................................................................   70/ 140 euros
591 - Miranda, Francisco Sá de - Obras... Lisboa, 1677...................................................200/400 euros
645 - Palla e Costa Martins, Victor - Lisboa "Cidade Triste e Alegre", 1959....................300/600 euros
762 - Sena, Jorge de - Perseguição , Lisboa, 1942 ( 1ª edição)..........................................80/160 euros. 

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Retro (97)


Têm normalmente vida breve, os programas de cinema ou teatro, servindo fugazmente uma temporada. Por razões subjectivas ou esquecimento, às vezes, acontece que sobrevivem e surpreendem quem os conservou. Foi o que aconteceu, com estes dois programas, que correspondem a espectáculos memoráveis, a que assisti, no Teatro de D. Maria II.



Referem-se a representações de grande qualidade, com um elenco de luxo. O primeiro, encarte de cartolina com 3 faces, refere-se à peça Virginia (1985), de Edna O'Brien, e contou com um desempenho brilhante de Carmen Dolores (1924), na protagonista. O segundo é quase um livrinho, de 60 páginas, contextualizando a Mãe Coragem... (1986), de Brecht, interpretada por Eunice Muñoz (1928).
Aqui ficam as imagens, para recordar duas grandes actrizes portuguesas, felizmente, ainda vivas.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Osmose 86


Enquanto reinicio a leitura de os Cahiers, de Cioran, por volta da página 850, vou ouvindo, em simultâneo, a banda sonora (The Poet Acts) de Philip Glass para o filme The Hours, sobre a vida de Virginia Woolf. Tarefa inglória: raramente as duas acções conseguem conviver harmoniosamente, partilhando esse meu tempo. Ora é a intensidade da música que me distrai da leitura do diário de Cioran, ora são as palavras dramáticas do (filósofo) romeno que me fazem esquecer os acordes do músico norte-americano.
Faço uma pausa, para decidir por qual hei-de optar...
Mudo para Sigur Rós, e mantenho E. M. Cioran.

segunda-feira, 7 de março de 2016

5 esboços dispersos, com remate


1. Há vozes, por vezes, ao telefone ou quando ouvimos uma canção, em que não conseguimos identificar, de imediato, o género. E não é sequer pelo tom grave e áspero, que pode parecer masculino, ou pelo veludo suave da sinestesia, que poderia ser feminino. Nosso ouvido? Ou voz do Outro(a)?
2. Talvez por causa do vento frio, as mãos, de que não vejo o rosto, parecem acariciar a chávena de chá, morna provavelmente, e surgem na distância como uma aparente sobrecapa que recobre, acaricia e parece proteger a porcelana. É um gesto, um desenho que reencontra outros, na minha memória.
3. De muitas conversas, há quase sempre o registo apagado de uma palavra ou frase, que ressurge depois, e fica como um título, um sublinhado desse diálogo encerrado. Na altura da conversa, porém, não o fixámos devidamente. Ele impõe-se depois, autónomo, ganha força. E não mais se apaga.
4. Inesperadas e de acaso, há relações sociais que, discretamente, ganham substância e uma consistência imprevisível, com o tempo, sem que nada fizessemos para isso. Chegam, por vezes, muito próximo da amizade.  Mas há também outras que se apagam num silêncio gradual, sem lhe sabermos a causa e a razão de ser.
5. Haverá, porventura, vários graus de amizade. Difíceis, no entanto de hierarquizar. Requerem sobretudo fidelidade, lisura, atenção e inteligência. Quando verdadeiras e desinteressadas, as amizades conseguem resistir até à distância geográfica e mesmo ao silêncio. Porque podem retomar-se e ressurgir. Mas, não perdoam a mentira, embora possam sobreviver à omissão (quando o Outro a pratica, e nós a percebemos).

Algumas (amizades) me ficaram pelo caminho. E pareciam bem sólidas, antes da ruptura ou do término surgido, inesperadamente. Terá havido um apagamento gradual, um desinteresse ou, quem sabe, um incidente involuntário. Há gente assim e assado, gente que se resume ou mirra no silêncio, porque as escolhas não terão sido perfeitas. Minha culpa? Ou do Outro?
Seja qual for a razão, valerá a pena reconvocar Virginia Woolf: "Perdi amigos, alguns deles, por morte... outros, por mesquinha inabilidade em atravessar a rua."

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Divagações 106


A fidelidade, tão frágil em si, no seu aspecto mais amplo, descomprometido, desinteressado. No entanto, cimento de alicerce nas amizades - que tantas perdemos ao longo da vida! Umas por conforto, outras por simples contas de deve e haver, ainda outras por orgulho. Porque, às vezes, a fidelidade é um caminho de cabras: íngreme, estreita vereda sinuosa, agreste e incómoda. Dito de outro modo, Virginia Woolf referia: "Perdi amigos, alguns deles, por morte...outros por mesquinha inabilidade de atravessar a rua." (Arpose, em 5/8/2015)
As coisas passam de moda: esquecemo-nos, esquecemo-las, na poeira dos dias. Às vezes, tinham sido tão próximas, tão essenciais para nós, que jurámos por elas uma fidelidade eterna. A verdade é que os sentimentos também se esgotam.
O remorso, no entanto, surge inesperado, uma ou outra vez, bate forte, interrompe a cegueira, rasga violento o esquecimento dos dias. Deixa perguntas sem resposta suficiente, abre um clarão de luz aguda que parece atingir o coração. E não há remédio: já é tarde demais, no tempo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Citações CCXLIX


Perdi amigos, alguns deles, por morte... outros, por mesquinha inabilidade em atravessar a rua.

Virginia Woolf (1882-1941), in The Waves (1931).

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Retratos de Virginia Woolf, em 4 perspectivas


A iconografia de Virginia Woolf (1882-1941) é vasta, talvez até porque, esteticamente, era um modelo agradável. Na primeira imagem temos uma fotografia de 1902, que Dana Keller coloriu, na actualidade; na segunda, o retrato da romancista, em 1912, portanto com 30 anos, pintado pela irmã Vanessa Bell; a terceira imagem, reproduz uma tela de 1917, feita pelo amigo Roger Fry. Finalmente, o retrato de Virginia Woolf em palavras da romancista irlandesa Elizabeth Bowen (1899-1973):
"Era de uma beleza extraordinária; creio que dela se recordam as pessoas que com ela privaram. Ignoro, todavia, se o facto era do conhecimento geral. Possuía uma movimentação viva e suave, mas designá-la como vital seria falso. Os seus movimentos não eram rítmicos nem descompassados. Era bonito observá-la quando se recortava no horizonte ou atravessava um campo. E a cabeça assentava belamente nos ombros. Tinha umas mãos notáveis. Movimentava-se como uma jovem. Recordo-me de que as pessoas me faziam a sua descrição, antes de a ter visto. Perguntara-lhes: «Como é que ela é, que tipo de pessoa?» Respondiam-me: «Oh! É espontânea e movimenta-se de uma forma suave e inconscientemente ousada.» Quero dizer que também isso se sente nos seus textos. Ela disse-me, um dia, a propósito de alguém: Pode ver-se pelos seus textos que era uma beleza. Não me parece que tenha tido essa visão de si própria. E, no entanto, acredito que a sua beleza era um factor importante aos seus olhos, mais importante do que tinha consciência."

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Citações XCVII : Virginia Woolf

"Eu sinto nos meus dedos o peso das palavras como pedras."
Virginia Woolf.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Controverso


Homónima, a escritora francesa Virginie Despentes (1969) refere de Virginia Woolf (1882-1941) que ela teria afirmado que, provavelmente, não teria sido escritora se o pai não tivesse morrido quando a escritora inglesa tinha 22 anos. A esta morte, aliás, juntaram-se com curtos intervalos, fatidicamente, as mortes da mãe, da meia-irmã e do irmão. A escritora francesa escreve: "Le deuil, comme un privilège dont on jouit. Tirer plaisir, naître du deuil. (...) Les fantômes sont des amis proches." Creio que é possivel, teoricamente, mas nem sempre verdadeiro na realidade.
O que me deixa mais na dúvida, no entanto, é a seguinte afirmação de Virginie Desportes, que passo a traduzir: "Esquecemos menos facilmente os mortos do que os vivos."

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Divagações 23


Há em quase todos os retratos de Virginia Woolf uma melancolia indefinida, algo aérea, esvoaçante no olhar, até mesmo no retrato que lhe fez a irmã. E onde o rosto está em branco e sem traços, num tempo sem tempo.
Ontem, como hoje, foi primeiro o pio lúgubre das gaivotas que o sol, de tão raro, não dava para iluminar a manhã. Terreno, juntou-se-lhes, um ladrar furioso de cães, ao longe, assimétrico e áspero.
No canteiro maninho, à beira da estrada, já os cardos secaram, assim como as flores brancas. Despontam ainda as amarelas. E outras, de cor lilás, a que eu gosto, impropriamente, de chamar violetas selvagens, de que vejo três ou quatro tufos bem densos, mas suaves.
As andorinhas, escassas, pequenas e jovens, não se decidem pela altura do voo. Altas, seria anúncio de bom tempo; se voassem baixo, viria a chuva. Mas elas obstinam-se em voar por cima das vivendas, numa altura intermédia e inexacta, deixando em aberto qualquer futuro.
E o sol também não se define, nem abre.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Chinesices



Pequenas chinesices nos podem infernizar os dias. Mas também pequenas coisas, muitas vezes, nos bastam para alegrar a noite. Ou, simplesmente, uma breve frase pela manhã, dita por alguém.
Já passava das 20, quando chegamos. O restaurante era tranquilo, discreto, até no serviço atento, e distante daquele quitche habitual de dragões, vermelhos e dourados berrantes, dos lacados excessivos. Nem parecia chinês. A cozinha era boa, as doses generosas e apaladadas. E depois, a dona era muito simpática e prazenteira, de rosto alongado (Aquariana?) à Virginia Woolf, que nos disse, com orgulho e num inglês com sotaque (estivera em Londres uns anos), que era natural de Xangai. Ao despedirmo-nos, ficamos todos bem dispostos com a sua alegria oriental.
Depois, na Avenida, ainda havia coroas de flores em volta da estátua de Bolívar (restos da festa nacional da Venezuela) e três incas (?) rodeavam o pedestal, confraternizando bem dispostos. Soube-me bem. Mas foi também agradável aquela meia-hora na esplanada do D. Maria, tendo em frente o D. Pedro IV ( ou o Maximiliano?), com poucas pessoas e carros em volta, beberricando o café e a caipirinha na noite de Julho.
Perto do Largo do Picadeiro, à frente do S. Carlos, esperava-nos um quarteto chinês tocando, por instrumentos exóticos, estranhas músicas do seu País. Até deu para assimilar o seu cantar insólito e profundo que "parecia vir dos pés" (obrigado, HMJ!).
De pouca coisa, realmente, se pode fazer a noite tranquila dos homens.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Virgínia Woolf

Correndo embora o risco, pela quase sucessão dos últimos postes, de o Arpose parecer excessivamente british, não queria deixar de lembrar Virginia Woolf (1882-1941), cujo aniversário de nascimento (25/1) passa hoje.
Faço-o com as imagens do seu retrato pintado pela irmã, Vanessa Bell, e da capa da sua obra que prefiro: "Orlando - A Biography", traduzido, para a Colecção Miniatura (nº 136), exemplarmente, por Cecília Meireles. A escritora brasileira fez também uma pequena introdução que antecede o prefácio de Virginia Woolf. A quem não conheça, recomendo.