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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Camus e a felicidade


Sob a chancela da Gallimard, saiu em 2017, um grosso volume contendo 865 cartas da correspondência trocada entre Albert Camus (1913-1960) e a grande actriz francesa, de origem espanhola, Maria Casarès (1922-1996), que terá sido - pese embora a relatividade da classificação - o grande amor, na vida, do romancista francês. O volume foi organizado por Catherine Camus, filha do prémio Nobel de 1957.
Neste caso, eu diria que é legítima, aquela que chamo a coscuvilhice nobre e, assim, ter a tentação de comprar e ler o livro...


Da intensidade desses afectos, de expressão mais intelectual nas cartas de Camus e mais fortemente terrestre, nas de Casarès, têm falado os críticos literários, que saudaram efusivamente a publicação do livro. Não resisto a transcrever, do penúltimo TLS, um retrato original, que dele traça John Fletcher: "Embora ele (Albert Camus) não fosse convencionalmente bonito, as suas feições - um cruzamento entre Fernandel e Humphrey Bogart - atraiam as mulheres."
E por onde andaria a felicidade, no meio destes dois seres humanos, que deram o seu melhor ao Teatro? Há que dar, naturalmente, a palavra final a Albert Camus...


Palavras estas que não deixam de ser acompanhadas por uma sábia e subtil ironia.