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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

As delirantes traduções do Google


Não seria obrigação do Google oferecer um serviço de tradução aos utilizadores, sobretudo sendo este serviço de uma péssima qualidade e sem a mínima preocupação de rigor profissional. Assim como não é uma fatalidade que um usuário curioso se sirva destas "traduções"(?) delirantes que um "robot" mecânico e tolo faz, principalmente, neste nosso tempo de globalização.
Em tempos recuados da minha remota juventude, recebi, uma vez, uma carta escrita em polaco, de um filatelista. Na cidade, pequena, não havia ninguém que soubesse traduzir essa língua. Um familiar meu levou a carta ao Dom Prior da Colegiada; este, por sua vez, remeteu-o à comunidade monástica do Mosteiro da Costa. Daí a carta seguiu para Fátima onde, na mesma Irmandade, havia um padre polaco. Passadas menos de duas semanas, a carta voltou às minhas mãos, já traduzida para português - e, nessa altura, nem se sonhava ainda com a globalização...só que as pessoas eram mais expeditas a resolver problemas.
Ora, ontem, atraído talvez por um desenho de Otto Dix, um visitante alemão do Arpose pediu ao Google (ó Santa Inocência!) a tradução do poste "O pastelinho de bacalhau, o copinho de três e as «search words»", colocado no blogue, em 30/11/2011. Os dislates da tradução fornecida pelo Google bradam aos céus e diz-me, quem tem o alemão como língua materna, que o texto germânico parece ter sido escrito com os pés, tal a sua qualidade... Das asneiras surrealistas produzidas, aqui dou alguns (poucos dos muitos) exemplos:
1. Pastelinho de bacalhau foi traduzido por "Gebäck kabeljau" que, literalmente, significa: Bolacha de bacalhau...
2. Copinho de três, no título do poste, resultou no alemão mascavado da tradução em "drei der Tasse", ou seja: três da chávena.
3. (o nome do actor português) Santos Carvalho veio a dar "Heilige Eich", qualquer coisa como: Carvalho Sagrado.
4. Na "tradução"(?) é utilizada uma palavra, "lout", que nem sequer existe em alemão.
Creio que chega, por hoje...
Que a paz seja contigo!, ó Google, nesta caridade e benevolência natalícia para com os pobres de espírito, para com os maus profissionais, mesmo quando são americanos, para com os pantomineiros desajeitados. Amén.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Albert Ketèlby (1875-1959)



Embora considerada música clássica light, a obra do compositor inglês Albert Ketèlby era apreciada por Elgar e por muitos dos seus contemporâneos. E pareceu-me que "In a Monastery Garden" seria uma sequência natural do poste anterior sobre o Mosteiro da Costa, em Guimarães.

O Mosteiro da Costa, no dia dos Monumentos e Sítios




Mandado edificar por D. Mafalda, mulher de D. Afonso Henriques, no séc. XII, reconstruído no século XVI, o Mosteiro de Santa Marinha da Costa, em Guimarães, serve hoje outros desígnios mais laicos - é uma Pousada. Vi o Mosteiro ainda ocupado por frades Jerónimos, assim como o vi devastado, numa noite de 1951, por um incêndio avassalador que iluminava as colinas da cidade. Já sabia que tinha sido a primeira Universidade de Guimarães, entre 1537 e 1550. Por lá andara D. António, o Prior do Crato, e o Cardeal-rei D. Henrique. Depois do pavoroso incêndio, recordo-me de lhe ter passeado as ruínas, nos anos 70 do século passado, cobertas de silvas, donde colhi amoras e saudades. E também me lembro de ter mostrado, a alguém, o chafariz e a renascentista Varanda de S. Jerónimo que dava para um carvalhal e para as veigas férteis e verdejantes vimaranenses. Depois, acompanhei, já de longe, a sua reconstrução como Pousada, a partir de 1985, sob a sábia batuta do Arquitecto Fernando Távora. E transformar-se num dos ex-libris antigo e moderno de Guimarães. Por isso recordo o Mosteiro (e Pousada) de Santa Marinha da Costa, hoje, dia internacional dos Monumento e Sítios.