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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Lembrete 78

 

Visíveis, dos 19 brotos no limoeiro da varanda a Sul, alguns deles já começaram a florir. A ver vamos até onde vão chegar...

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Estado da natura 2

 

Já por aqui escrevi que as nossas frésias, este ano, vieram mais tarde. Costumavam romper em Janeiro mas, desta vez, só agora floriram na varanda a Sul - já em Fevereiro. Mas houve uma novidade gratificante: pela primeira vez, creio, temos um pé de frésias vermelhas, de um aveludado lindíssimo.
Por outro lado, temos tido a visita diária de uma toutinegra pequena, provavelmente da nova geração, que pela varanda a Sul, saltita por entre o limoeiro, - que também se atrasou a florir - talvez para catar as folhas de algum bichito nocivo, e um arbusto antigo que tem umas flores bonitas alaranjadas e adocicadas.
E assim vai a natura, cá por casa...


( A avezita pode ver-se do lado direito desta última fotografia de HMJ.)

quarta-feira, 6 de março de 2024

Pioneiro e atrevido

 

Foi o primeiro dos muitos (cerca de 40) brotos do limoeiro da varanda a Sul a desabrochar e ver a luz de Março, ainda que parcialmente virado para a parede da casa. A ver vamos se sobrevive até ser um fruto perfeito.

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Evoluções

 

Curiosamente, para nove ramos já floridos de frésias amarelas, apenas dois das brancas despontaram.
Entretanto, fanfarrão como sempre, o limoeiro da varanda a Sul, já apresenta visíveis 37 brotos, pequenos mas perfeitos. Produções passadas, no entanto, não nos asseguram grandes expectativas. Embora prometendo muito em flor, em anos anteriores, nunca nenhum dos limões chegou ao fim, infelizmente...



terça-feira, 28 de novembro de 2023

Das colheitas amadoras

 
Acabo de voltar da varanda a sul, aonde fui ver o estado evolutivo do único limão sobrevivente da terceira floração deste ano do renitente limoeiro que, produzindo inúmeras e belas flores, parece teimoso e apostado em abortar de frutos. O limão solitário vai bem, mas pouco tem desenvolvido nos últimos dias. Mas como lá diz, sabiamente, o provérbio: " A azeitona e a fortuna, umas vezes muita, outras nenhuma."



No ano passado (2022), nem a oliveira nem o limoeiro produziram o que quer que fosse, mas este ano a oliveira da varanda a sul foi um fartote e recorde, produzindo 162 azeitonas (1,284 kg.) que já foram curtidas e provadas. Enormes, estão óptimas. Aproveito para aqui deixar exarado o inventário das safras dos anos anteriores, desde o início da produção:

2012 -  5 azeitonas
2013 - 49      "
2014 - 56      "
2015 - 28      "
2016 - 49      "
2017 - 115    "
2018 - 56      "
2019 - 54      "
2020 - 57      "
2021 - 62      "
2022 - 0        "
2023 - 162 azeitonas.

Entretanto, uma nova oliveirinha, que comprámos no início deste ano, já deu boas novas na varanda a leste. A promissora safra presenteou-nos com 56 azeitonas médias que estão a curtir, também.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Balancete



O limoeiro da varanda a Sul sempre foi um fanfarrão: muito promete, nada se aguenta ou produz como resultado final. Tem ficado sempre tudo pelo caminho. Nesta altura de Janeiro, consegui contabilizar, por defeito, o seguinte: 23 brotos, mais 11 já floridos e ainda 8 limõezinhos já formados e visíveis. Pois se estas oito "promessas" se aguentassem até serem frutos acabados já eu ficaria muito satisfeito. Veremos...



segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Animação a Sul



Com o bom tempo, embora frio, a Natureza, na varanda a Sul, tem andado num rodopio. O limoeiro, fora de tempo e desalinhado, resolveu dar de si e já tem 6 brotos extemporâneos, dois dos quais floridos. Uma osga jovem veio não sei de donde, a grimpar pelas paredes, até se esconder atrás do vaso grande do lilaseiro. Mais importante ainda, uma felosa novinha visitou-nos esvoaçando demoradamente e, por 2 ou 3 vezes, quase esbarrava nos vidros da janela, parecendo querer entrar, para nos fazer companhia na sala.
Só a hortênsia está sossegada no seu vaso grande do canto, fazendo o seu luto hibernante de flores secas e folhas amarelecidas e escassas. 


quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Balanço da safra de 21


 
Não terá sido um ano agrícola clássico, antes atípico ou estranho, tal como o entendemos, este de 2021. Se o limoeiro a leste produziu bem, registando um recorde de 11 limões (o máximo anterior  era de apenas 7), que lá vão crescendo lenta mas consolidadamente, a pequena oliveira a sul teve fases complicadas aparentando azeitonas enrugadas, que pareciam acusar um stress hídrico que, na verdade, nunca existiu. Os pequenos frutos apresentavam, na altura da colheita, cores e maturações muito diversas. (As azeitonas estão a curtir, presentemente.) Ainda assim a oliveira produziu 62 azeitonas, longe de máximos anteriores, mas correspondendo a um ano de média produtividade.



domingo, 5 de setembro de 2021

Por entre as brumas,

 


hoje, ao acordar, foi assim.

quarta-feira, 24 de março de 2021

Extravagâncias


O nosso limoeiro da varanda a Sul sempre foi muito próprio, farroncas quanto baste em flores... e nulo em frutos - anda nisto há 4 anos. Mas, este ano, excedeu-se. Entrou em pura megalomania. Em brotos produziu, no mínimo, 80 (não estou a exagerar!). Vamos a ver em limões, se produz, ao menos, um para amostra...

sábado, 24 de outubro de 2020

Natureza caprichosa

 


Diversos sinais, pelas varandas de casa, levam-me a concluir que, do ponto de vista agrícola, a temporada 2019/20 foi extremamente atípica, para não dizer estranha. Várias plantas nem sequer floriram, outras não produziram fruto. Apenas a oliveirinha da varanda a sul manteve a sua fiel rotina, embora a safra (57 azeitonas) tenha sido das menores. Mas o melhor ainda estava para vir: hoje, nessa mesma varanda, deparei-me com o limoeiro, lá existente, com 9 florações bem recentes. Em finais de Outubro!? Não dá para crer...

domingo, 10 de março de 2019

Natureza viva, com brotos


São três dos quatro brotos do limoeiro da varanda a sul, nesta altura do mês de Março de 2019. O congénere da varanda a leste, responde com sete - cada um dá o que pode...
Curiosamente, tenho verificado que só uma pequena parte (15 a 20%) dos ramos têm rebentos, florescem e frutificam. A ramagem restante é estéril e/ou não produz.
Que um botânico sabedor nos venha esclarecer sobre este facto, que eu considero curioso ou insólito.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Gerações


Alguns frutos aguentam-se bastante tempo em árvore, sem apodrecerem ou cairem. Os citrinos, por exemplo. Mas, verdadeiramente, eu não sei quando é que os limões param de crescer e amadurecer. Quando o amarelo começa a predominar totalmente sobre o verde, da sua superfície rugosa? Em Janeiro do ano a seguir à safra? Quando os rebentos das folhas, ainda tenras, começam a brotar, novamente dos ramos?
Consoante o clima, pode acontecer que, em Fevereiro, o limoeiro esteja nupcialmente florido de brancura e beleza. Em condições adversas de tempo, a floração pode ser mais tardia, porém.
Por isso me interrogo se devo cortar os 3 últimos limões da safra de 2018, para que a nova geração de 2019 comece a dar flor e fruto, sem a concorrência paterna ou a sobrecarga de frutos anteriores - se é que isso seja fundamental...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Limão


O primeiro dos 5 a ser colhido, no limoeiro da varanda a Leste. E da safra de 2018.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

3 constatações de ar livre, ao fim da tarde


1. Em dias de vento normal - seja lá o que isso for - no alto, bem alto, e para não dizer no altíssimo, que poderá ter conotações religiosas, os aviões vem do Oeste (Atlântico) em direcção ao Leste, mas guinam, subitamente, por alturas de Corroios, para Norte, baixando com suavidade.
2. Ao fim da tarde, as gaivotas, a meia altura, regressam da zona dos lixos (Terra), em esquadrilhas de 5 ou 6 e, ao contrário dos aviões, dirigem-se para ocidente (Mar). Para ir dormir?
3. As vespas e as andorinhas trabalham até tarde. Já passa das 21h00 e as andorinhas ainda zilram, pelo ar; enquanto as vespas se afadigam, laboriosas, a libar as folhas do limoeiro. Pergunto-me, ignorante que sou neste particular: será que as vespas também produzem mel? Se o fabricam, deve ser bem mais amargo e selvagem do que o das abelhas...

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Transições (4)


Uma das primeiras coisas que eu fazia, quando pelas férias regressava a casa, na juventude, e depois de pousar as malas que trouxera, era descer ao pequeno quintal minhoto e ver como estavam as rosas e o estado do limoeiro. Dava pouca atenção aos jarros, se os havia, que cresciam abundantes e brancos, na sua insólita sugestão fálica, encostados à parede mais húmida da casa. Normalmente, cortava uma rosa madura e levava-a para dentro, para pôr numa jarra da sala de jantar. Hoje, tenho que me contentar com as varandas da casa, onde não crescem rosas. Na altura própria e breve, colhemos frésias amarelas, que trazem consigo um aroma fresco e lavado, e dão cor e perfume à mesa da cozinha.
Este ano, tirando as cerejas que mantiveram o seu sabor de ácida doçura, quer os morangos, quer os pêssegos me pareceram deslavados ao gosto. Veremos as uvas como se vão portar... Porque até os figos me pareceram mais aguados e desinteressantes. Por outro lado, o limoeiro,  mais velho, na varanda a leste, só tem a crescer 4 limões, quando, no ano passado, nos presenteara com 5. A falta de sol terá sido fatal para as safras. E a pródiga oliveirinha que, em 2017, nos brindara com 115 rechonchudas azeitonas, neste ano da graça de 2018, não chegará decerto às 50. Até as hortênsias deram um sinal inequívoco, ao resumirem-se, avaras, a dois míseros bouquets, esbranquiçados e anémicos na sua pequenez.
Bem posso eu, vulgar campesino transplantado, com esta infelicidade, mas que dirão os pobres dos agricultores olhando os seus campos e árvores, minguados...

sábado, 16 de julho de 2016

Instantâneos outrabandistas


1. A bandeira verde rubra, que tremula ao vento, vai desbotando ao Sol inclemente. Perdeu a euforia das cores mais vivas, esquecida cá fora, já inútil. Como a emoção se gastou, primária, de todo, terá agora de vir a renascer e de ir para outras coisas...
2. O trambolho loiro, massa informe de carne esbranquiçada, envolta no que parece ser um sumário roupão de praia donde ressaltam inúmeros refegos, desce lentamente as escadas. Vai juntar-se depois lá fora a três amigas mais velhas, no banco do jardim. Todas murmuram. Ou resmoneam?
3. Por toda a parte se procura a palavra mais ajustada. Ou mais justa ao sentimento da tarde. Mas mais vale esquecer a palavra, que as frases na sua dispersão própria de alma são sempre mais fáceis de encontrar. E os números estão sempre prontos a serem concretos.
4. Nuvens de branco, as 22 orquídeas, mais 11 promissoras, à direita. À esquerda, mais 9 amarelas pintalgadas do que parece ser sangue vegetal, por entre as sardinheiras. Mais catorze por desabrochar, ainda. Dois limões, envergonhados e minúsculos, escondem-se na folhagem pródiga do limoeiro alto.

domingo, 4 de janeiro de 2015

A magnólia de José-Augusto França



Eu julgo que qualquer ser humano tem a sua árvore de referência ou eleição. As minhas primeiras árvores de estima foram uma ameixoeira e uma figueira. Esta última parecia retorcer-se até ao céu, no quintal vizinho do meu amigo Fernando. Por ela, tanta e tanta vez, trepámos!... A outra, muito mais maneirinha, florescia e frutificava no meu pequeno quintal minhoto, até que, um dia, secou e deixou de dar essas, para mim, antiquíssimas ameixas vermelhinhas.
No seu lugar, foi plantado e cresceu, dando frutos generosos, um belíssimo limoeiro que passou a ser a minha árvore preferida e emblemática, para sempre. O branco nupcial da floração e, depois, o verde e o amarelo dos limões deram-me para mais do que um poema... E estão lá, no fundo da memória. Mais os outros dois outrabandistas e presentes, quase bonsais, na varanda a leste.
Ora, para lá do cedro do Príncipe Real e de tantas outras árvores do Jardim Botânico de Lisboa, no segundo livro de memórias (Memórias para após 2000, Livros Horizonte, Lisboa, 2013) de José-Augusto França (1922), ergue-se e destaca-se, em Jarzé (França), uma magnólia. Assim:

"A magnólia mesmo, de há meia dúzia de anos para cá, árvore centenária, aclimatada da Índia, e mal reconhecida de reacções biológicas, especialistas a especialistas, remédios a remédios experimentados, uma muleta que se lhe fiz dar, para suportar o peso da ramagem virada a nascente, mais abundante, mas que se rendilha, perdido o lustro verde das longas folhas e só, ainda, brotando, em Junho e Julho, belíssimas, acetinadas e olorosas flores que são, afirmam os pré-historiadores, as mais antigas do mundo, conhecidas em fósseis e que persistem, ano a ano das nossas eras... Até este «Pavillion» onde vejo (com André) falecer a minha árvore de adopção e referência. Qual de nós os dois, pergunto também, se irá primeiro? Abatê-la, aconselham os sabedores, e dentro de vinte anos outra grande árvore, à escolha, no mesmo sítio terá crescido. Vinte anos? Muito obrigado..." (pgs. 148/9).

sábado, 30 de março de 2013

acidentalmente, e sobre a memória


A sociedade portuguesa anda envenenada e confundida, mas não me lembro que E. P. C. tenha traduzido, alguma vez, Montale, como as search words ("eugenio montale traduzido eduardo prado coelho") de um cibernauta alfacinha deixariam supor, e que chegaram até ao Arpose, hoje, pela mão canhestra e parva do Google.
Pessoas há em que a memória mal se inscreve: vivem um presente contínuo. E talvez sejam felizes, à sua tona de água.
Eu olho para a varanda a sul, para o limoeiro que, depois da tosquia profunda de Inverno, só consegue ressurgir tímido e de poucas folhas, e não consigo esquecer quatro ou cinco limoeiros viçosos, na minha vida passada. Mas não sou infeliz. Ainda, para mais, o sol ilumina os tenros rebentos da Primavera leviana deste ano rigoroso. E quase me chega, de esperança. Coisa pouca, convenhamos, para quem tenha sonhos altos.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Memórias agrícolas do ano de 2012


Não se terá reparado mas, em 2012, creio que mal falei de limoeiros (agora temos 2), porque as coisas não andaram bem. Como dizia o Abade de Jazente:

"Tudo me anda ao revéz, do meu trabalho
Vingar não pude este anno o menor fructo,
Deu-me a ronha no gado; e ao campo enxuto
Faltou no verde Abril o fresco orvalho. ..."

A produção foi fraca, no ano que passou, mais por erro humano do que condições metereológicas. Fundamentalmente, a poda tardia e os limões terem ficado até tarde, na árvore, atrasando e prejudicando uma livre floração. Uma das pequenas árvores floriu por duas vezes: em Março (mas sem sobrevivência de frutos) e em Junho, com parca produção sobrevivente (5 limões).
Iniciou-se, hoje, a poda, retiraram-se os últimos frutos e vamos ter fé que, em 2013, as coisas agrícolas corram melhor. Porque até a oliveira, normalmente pródiga, agora na varanda a Sul, só produziu cerca de uma dúzia de azeitonas que, mesmo assim, se curtiram e comeram.
Entretanto, fiquemo-nos com a esperança futura e uma foto dos dias gloriosos e passados, de 2011.