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sábado, 5 de novembro de 2022

Cinema


No seu Prosimetron, MR lembra que é hoje que se celebra o Dia do Cinema, destacando O Leopardo, de Luchino Visconti, como seu filme predilecto. Eu apadrinharia este seu gosto, até porque as minhas opções seriam maioritariamente europeias (Rohmer, Bergman, Truffaut, Rosselini, Visconti, Risi, Scolla, Fellini...), com predominância inequívoca de realizadores italianos.
E, dentro destes, privilegiaria dois deles e dois filmes: Rossellini e "A Tomada do Poder por Luís XIV" (1966), pela pouco notada economia de meios ao tratar um tema tão denso. E "8 1/2" (1963), de Fellini, pela sua desmesura barroca genial.
Deste último deixo, neste Dia do Cinema, um pequeno tributo em vídeo, para o lembrar.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Curiosidades 74


Ao princípio era a colher. Mas é possível que tivesse sido a escudela que foi gradualmente adaptada, feita de madeira, a um uso unipessoal. Depois, a faca com seu duplo uso de arma e talher. Finalmente, e há cerca de pouco mais de três séculos, se começou a usar o garfo, que demorou tempo, até ser consensual e aceite por todos. O rei de França, Luís XIV (1638-1715), desaprovava o seu uso - Rossellini, no seu magistral "A tomada do poder por Luís XIV", dá-nos um pequeno apontamento desse facto, no filme.
E, com isto, a nossa dentição se foi adaptando, com o tempo, a estas ferramentas e ajudas exteriores que vieram facilitar as nossas refeições. Se, a princípio, os nossos maxilares coincidiam, como ainda hoje, os dos chimpanzés, pouco a pouco, no homem, o maxilar superior ganhou prevalência sobre o inferior. E os dentes incisivos deixaram de ter a importância fundamental que tinham no homo sapiens.
É destes aspectos curiosos que nos fala Bee Wilson, no seu interessante "Consider the Fork".

sábado, 16 de abril de 2011

Recomendado: doze - Paolo Sorrentino / "Il Divo"


É um filme muito bem realizado por Paolo Sorrentino, em 2008, com uma elegância seca que o aproxima de Rossellini ("A tomado do poder por Luís XIV"). "Il Divo" (na versão portuguesa: "A vida espectacular de Giulio Andreotti") aborda, de uma forma pragmática, a corrupção, a impiedade e o frio calculismo que, normalmente, estão associados ao Poder. Com uma direcção e desempenho de actores, muito sóbria e eficaz. Por isso venho recomendar, vivamente, este filme de Sorrentino que passa hoje (amanhã), na RTP2, às 00,31. Previno que, para pessoas mais sensíveis, poderá ser um murro no estômago, mas que vale a pena. E, antes (22,40 hrs.), dá "O Caimão", de Nanni Moretti, sobre Berlusconi, no mesmo canal. Não se perca!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Memória 31 : S. Francisco de Assis por Rossellini

S. Francisco de Assis nasceu a 5 de Julho de 1182.

sábado, 1 de maio de 2010

Favoritos XX : Roberto Rossellini

"A Tomada do Poder por Luís XIV" (1966), de Roberto Rossellini, é um dos meus filmes favoritos, e dos mais emblemáticos na demonstração linear das estratégias para a conquista do Poder. Rossellini assentou essa exemplificação em três aspectos principais: proximidade, modas, rituais de etiqueta. A estratégia de Luís XIV (1638-1715) define-se em 3 pontos muito simples :
1. O rei aproxima de si os inimigos e rivais, e, de uma forma geral, a nobreza francesa, para melhor os condicionar e controlar.
2. Cria a obsessão pela variedade, quase diária, de novas indumentárias que obrigam a nobreza a acompanhar as novas modas da Corte.
3. Elabora uma série de rituais e regras de etiqueta sofisticados e complexos que têm por objectivo, sobretudo, a glorificação da figura do Rei.
Para conseguir o 1º objectivo diminui os impostos à nobreza que vive na Corte. Os fidalgos acorrem a Paris para terem mais benefícios. Com as modas sucessivas e a etiqueta obriga a nobreza a um exercício diário de frivolidades que a ocupa, distrai e absorve, de tal forma, que as intrigas e conspirações contra o Poder real, praticamente, deixam de existir.
É isto que Roberto Rossellini demonstra, no seu filme "A Tomada do Poder por Luís XIV", de forma muito simples, mas magistral.