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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Divagações 212

 

Um amigo de infância que faz anos e, felizmente, está bem.
Olho os números e constato que sou mais velho que alguns dos desaparecidos. Já ultrapassei, em idade, a vida dos meus pais, o que é, em si, uma sensação estranha, parecendo que, agora e depois, tudo é ficção aparente a que me falta realidade. A sobrevivência de favor (?) vai-se estendendo. Até quando, não sei. E, embora as competências vão faltando, vou conseguindo pensar atinadamente, em termos racionais, embora a memória, sobretudo dos nomes, vá passando por hiatos temporários, que não chegam bem a ser dramáticos, mas não ajudam ao resto.
Um amigo que faz anos...

quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Longevidade


Habitualmente, olhamos para as coisas como se elas e nós durassemos eternamente.
Animados dos melhores propósitos, em 1962, alguns viticultores durienses reuniram-se e fundaram a Adega Cooperativa de Vila Flor que, infelizmente, feneceu por falência em 2017, à mingua de financiamentos, recursos ou empréstimos bancários. Pelo caminho, no entanto, produziu alguns belos vinhos do Douro, como este (em imagem) de 1984, que o meu amigo C. S. me tinha oferecido há 2 ou 3 anos, e que eu tinha deixado a repousar, até ontem.




Não sendo de vinha de enforcado, como muitos da região dos Verdes, a cooperativa deu-lhe o nome de A Forca - não muito feliz, acrescento eu. O vinho é que estava ainda muito bom, apesar dos seus 39 anos de existência. E acompanhou lindamente um queijo Serra babão. Quanto ao lote, eu diria que tinha das duas Tourigas (Franca e Nacional) e talvez um pouco de Tinta Roriz. Os seus 12º eram bem medidos.
Mentalmente brindei à Cooperativa de Vila Flor, que trabalhava como deve ser e já não existe. 

sábado, 19 de junho de 2021

Citações CDLVIII



O que sei aos sessenta, já o sabia eu aos vinte. Quarenta anos de distância, e de um supérfluo trabalho de verificação. 

E. M. Cioran (1911-1995), in De l'inconvenient d'être né (Gallimard, 1973).

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Sobre a cristalização


Talvez esteja a ser espartano, ou não tenha tido em conta algumas, possíveis, excepções, mas permito-me constatar: a antologia faz-se entre os 20 e os 40, pouco mais ou menos. Depois, muito pouco entra, possam embora ser muitos os convidados. Ou, para citar a Bíblia: muitos são os chamados, poucos os escolhidos. Porque há uma diferença de tom, em cada geração. Ou de gosto. De parte a parte. Na música, em poesia, na pintura...