sexta-feira, 12 de setembro de 2025
A força das imagens
sexta-feira, 11 de julho de 2025
Fernando Guimarães (1928-2025)
quinta-feira, 17 de abril de 2025
T. S. Eliot
domingo, 2 de março de 2025
Antologia 23
segunda-feira, 12 de agosto de 2024
Esquecidos (18)
quarta-feira, 24 de abril de 2024
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sexta-feira, 12 de abril de 2024
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segunda-feira, 1 de maio de 2023
Lembrete 74
quarta-feira, 1 de março de 2023
Da leitura (50)
A cerca de 1/3 da leitura, do livro Correspondência Fernando Lemos e Jorge de Sena (Documenta, 2022), não posso dizer que o andamento e assuntos me levem entusiasmado. Os interlocutores, na altura, Jorge de Sena (1919-1978), em Portugal, e Fernando Lemos (1926-2019), no Brasil, teriam cerca de trinta anos e é bem possível que o tom mais ligeiro do segundo tenha contagiado o estilo mais solto do poeta de As Evidências.
Duas transcrições darão o tom, ou andamento. De Lemos, em carta de 1954: "...Todos os dias acontecem ocupações. Bailados, teatro, exposições, jantar em casa de um, almoçar em casa de outro; eu sei lá! É cansativo, claro, mas dá gosto e vibra-se com tanta gente ao mesmo tempo, ansiosa de novidades e acontecimentos. A quantidade e qualidade de mulheres, faz o eixo ao fim de contas de toda esta movimentação. Nada se faz sem elas e sem ser por elas. Aparecem em todo o lado aos cardumes, sempre com um ar disponível, mesmo quando casadas, morenas, loiras alemãs, e outras meio japonesas. Tenho feito os maiores escândalos, e o Casais (Monteiro) sempre que me pode ajuda-me na luta pela mentira..."
Quanto à carta de Sena, de Lisbos e datada de 1955: "...Creio que nunca cheguei a dizer-lhe (pois se não respondi à carta) como achei admirável o seu poema «Que me importam as entradas e saídas dos barcos?», como o achei verdade. Por estas e por outras é que me repugna a «independência de capelista" dos seus ex-confrades e novos ex-confrades, quando proclamam as grandezas dos Cesarinys e outros Margaridos mais ou menos Euricos da Costa. Tudo isto meu caro, passe a vaidade, é uma merda que cada vez menos nos merece, a menos que, parafraseando o Casais, não se foda e, portanto, queira ser salva. Mas tenho para mim que não quer. ..."
Que cada um ajuíze da qualidade, após leitura da obra, e do seu interesse geral.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023
Do que fui lendo por aí... 55
Do Rio de Janeiro, em carta de 18 de Abril de 1954, de Fernando Lemos (1926-2019) para Jorge de Sena (1919-1978), em Lisboa, passo a transcrever um pequeno excerto da missiva:
"Estou a ler As memórias do cárcere (1953), do Graciliano Ramos. Gostaria que o lesse, mas não sei se já entrou em Portugal. Mande-me dizer se conhece, porque se assim não for, eu arranjarei maneira de lho mandar (são quatro volumes que, diga-se de passagem, cabiam apenas num, mas...). Vou ainda no primeiro volume, que achei chato, mas estou informado que é o pior dos quatro."
segunda-feira, 30 de janeiro de 2023
Lembrete 71
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
Divagações 177 (seguidas de uma curtíssima antologia)
domingo, 8 de agosto de 2021
Pensar - 1
Embora gostando de algumas palavras pelo efeito sonoro, como é tagarelar, não aprecio, no caso em apreço, o sentido do termo pelo facto de se enquadrar, na perfeição, neste mundo oco e pouco dado a exercícios mentais mais consistentes.
Assim, e querendo registar – porventura para memória futura – alguns pensamentos que se me vão surgindo nas leituras, escolhi a palavra pensar que, no seu sentido infinitivo, se afasta cada vez mais da nossa vida quotidiana. Infelizmente.
Acrescento meu: dominando várias línguas, aumentam, sem dúvida, as possibilidades e variantes de pensamento.
[sublinhado meu da máxima que tirei do artigo de Jorge de Sena, com o título, «Modernismo Brasileiro: 1922 e Hoje», in Estudos de Cultura e Literatura Brasileira, Lisboa, Edições 70, 1988]
sábado, 1 de maio de 2021
Bibliofilia 187
Não sendo embora do meu grupo de poetas mais próximos, ou mais familiares, sempre me intrigou que Jorge de Sena não tivesse incluído nas suas Líricas Portuguesas - 3ª série (Portugália Editora, 1958), o nome e uma selecção de poemas de Natália Correia (1923-1993), escritora já suficientemente conhecida e publicada, por essa altura. E que viria a editar quase duas dezenas de livros de poesia, até à sua morte.
No próprio ano da publicação (1966) foi-me oferecido um exemplar de O Vinho e a Lira, numa edição bonita de Fernando Ribeiro de Mello. O livro foi, pouco depois, apreendido pela Censura, pelo que não é muito frequente aparecer à venda. A Livraria Manuel Ferreira (Porto) vendeu um por 75 euros e a Castro e Silva (Lisboa) tinha outro à venda, por 80 euros. Como não mais foi reeditado, aproveito para lembrar que O Vinho e a Lira, no próximo dia 7/5/2021, sexta-feira, será republicado pelo jornal Público, e acompanha o diário ao preço de 6,90 euros. Será uma boa oportunidade para o adquirir...
domingo, 7 de março de 2021
Para uma bibliografia exaustiva de Jorge de Sena (2)
Há sempre coisas que ficam pelo caminho, sobretudo para quem muito produziu. Creio que terá sido o caso deste poema de Jorge de Sena (1919-1978), incluído na revista Vértice (66), de Fevereiro de 1949, fez há pouco 72 anos. Os versos não reaparecem na Poesia I (Morais, 1961) nem posteriormente em qualquer outro livro publicado por Sena.
É minha ideia que, muitas vezes, a colaboração que se envia para revistas literárias ou outras, no que diz respeito, principalmente, a poesia, não será de primeira água e pode vir a ser mais tarde rejeitada pelos autores, no conjunto da obra. Com mais probabilidade ainda se for da juventude. Seja como for, aqui deixo reproduzido o poema que saíu na Vértice.
sexta-feira, 28 de agosto de 2020
Citações CDXLII
terça-feira, 25 de agosto de 2020
Recomendado : oitenta e sete
Ora, nesta silly season lusitana, em vez de nos dedicarmos a tantas miudezas inúteis, que por aí se publicam, mais valia lermos esta prosa límpida de dois portugueses de lei e condição.
Que, naturalmente, recomendo.




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