sexta-feira, 12 de abril de 2024
Últimas aquisições (51)
segunda-feira, 12 de setembro de 2022
Vítor Aguiar e Silva (1939-2022)
segunda-feira, 4 de outubro de 2021
O estado das (des)Humanidades
quarta-feira, 28 de outubro de 2020
Português em destaque (12)
No dealbar dos anos 60, em Coimbra, ele com Ofélia Milheiro Caldas eram o jovem casal de assistentes do catedrático Álvaro Júlio da Costa Pimpão, na cadeira de Teoria da Literatura. E parece que desde sempre não mais parou de pensar as coisas literárias portuguesas. A sua última obra de ensaísta, Colheita de Inverno (Almedina, 2020), foi aqui falada por HMJ, no Arpose, recentemente.
Falamos de Vítor Aguiar e Silva (1939), a quem foi atribuído o Prémio Camões, merecidamente. No corpo universitário nacional, em que os catedráticos até convidam os cómicos para apresentar os seus livros, Aguiar e Silva é um sábio discreto, sério e sólido, que muito me apraz destacar. E que muito me honra por ter sido meu antigo professor.
segunda-feira, 19 de outubro de 2020
Apontamento 139: Reencontro de qualidade
A foto acima, sugerindo uma tranquilidade e a beleza natural de um fim de dia, representa estados de alma desejados, diria até merecidos.
Infelizmente, o habitante da capital do país raramente assim se reencontra com o universo.
As caminhadas pelo centro da cidade, sobretudo da parte da tarde, deixam, normalmente, marcas profundas de desgosto e, quiçá, de revolta perante a degradação, cívica, social e cultural de um espaço de nobreza que merecia outros voos. Convenhamos que, com esta Câmara dedicada a outras prioridades, como a mobilidade e o atendimento a senhores de chapéus azuis, continuamos a milhas de uma convivência civilizada.
Assim, com estes constrangimentos, o reencontro com a qualidade, não sendo impossível, demora a instalar-se, sem qualquer penalização para os transgressores e prevaricadores do espaço público.
Adiante ...
Ainda sou do tempo da leitura quase obrigatória da Teoria da Literatura do autor do livro reproduzido, Vítor Aguiar e Silva. Para além da leitura de outros trabalhos que o Professor Vítor Aguiar e Silva foi publicando, comprei este seu último livro.
Bendita aquisição, no meio de tanto disparate, fornecendo em tom ligeiríssimo e falando sobre assuntos sérios, para captar a motivação de leitores de redes sociais e quejandos, sem reconhecer que a condição de professor de uma Universidade deveria ser motivo suficiente para não rebaixar, de forma infame, o estudo da literatura e da língua.
Mas vamos ao essencial, a saber, à qualidade de um espaço, de um tempo e de uma exigência que continua a proporcionar o pensamento e a reflexão.
Vítor Aguiar e Silva debruça-se, então, neste seu último livro, sobre assuntos teóricos e práticos, i.e., de leituras concretas de autores e obras.
Na primeira parte de «Ensaios de Teoria Literárias» reencontrei-me nessa elevação do pensar e reflectir sobre o Universo, partindo de leituras – da Antiguidade Clássica até aos Modernos – com um domínio de erudição admirável e invejável, por uma capacidade de transmitir fenómenos, conceitos, escolas e tendências com uma clareza rara, mas obviamente assente numa sólida formação humanística.
Não vale a pena dizer que, neste momento, o estudante universitário, se quiser, terá poucos autores para se instruir com maior sabedoria e proveito.
“O público em geral, com deficiente educação literária, mal informado e com limitada capacidade de julgamento, deixa-se seduzir pelo barulho dos pregoeiros do mercado ou pelos charlatões mais ou menos carismáticos. (... continuando para sublinhar) a homogeneização neutralizadora da escrita induzida por um mercado cujos milhões de clientes-leitores espalhados por todo o mundo consomem uma literatura estandardizada, sem densidade estética, histórica e social, desenraizada e falsamente cosmopolita,”
quarta-feira, 28 de abril de 2010
A Carta da Índia, de Luís de Camões







