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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Em tirocínio para máxima


O futebol é o divã psicanalista dos pobrezinhos mentais. Deus o conserve - assim se evita muita violência doméstica inútil e uma enorme despesa clínica.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Da leitura (25)


E porque está na ordem dos dias presentes, ocupando, monoliticamente, quase todo o espaço de notícia, talvez para desviar os pobrezinhos das questões essenciais,  ou mais importantes, valerá a pena lembrar estas palavras certeiras, escritas por R. M. Rosado Fernandes (1934-2018) sobre o futebol, no já longínquo ano de 2006.
Aqui vão elas:

Ficou por aí o meu conhecimento mais íntimo do futebol, que sempre preferi praticar do que discutir no barbeiro ou no café, como muitos faziam e fazem, por forma a sublimarem a preguiça física em que os portugueses são peritos, além de aproveitarem para desfazer nos dirigentes burocráticos do futebol, gente em geral detestável, sobre a qual aguçam a má língua, embora por zelo clubístico cheguem a apoiar os mais corruptos, desde que tragam dinheiro para o clube. Era e é, de facto, um mundo em que só homens se alinhavam diante de homens, o que aumentava a influência das mulheres mais poderosas das famílias. Hoje é isto substancialmente diferente, porque as mulheres partilham activamente a paixão desportiva e fanaticamente clubista.

R. M. Rosado Fernandes, in Memórias de um rústico erudito (pg. 63).

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Humor negro (9)


O ditado é dado como originário do Alentejo e referir-se-á a alguém que se exalta sem motivo.

Reza assim: 
Baixa a bolinha que o guarda-redes é anão.
Assim seja...

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Previsões


Temas de que se vai ouvir falar e repisar, na comunicação social portuguesa, à falta de melhor assunto ou na ausência de imaginação por parte dos nossos jornalistas e comentadores, nas próximas duas semanas, e invariavelmente:

1. Coreia do Norte.
2. Catalunha.
3. Compra e venda de imobiliário em Lisboa.
4. Futebol, para não se perder o hábito.

Mas que tédio!...

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Epifania


Não falar hoje de desporto e de música, quero eu dizer, de Futebol e de Fado, será imperdoável e pecaminoso, para a trindade santíssima dos três efes do nacional-porreirismo.
Por isso, aqui cumpro também, devotamente, a minha obrigação, com humildade, como se ainda estivesse ancorado no tempo augusto da velha senhora.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

O grande EfE


Já lhes chamaram os Magriços, e portaram-se bem, numa altura em que não havia inflação nem exagero nas previsões, antes modéstia e prudência objectiva.
Hoje, que há falta de melhor pretexto para a auto-estima nacional, os comentaristas residentes e mercenários desdobram-se em elogios e em ais Jesus! nas antevisões oníricas e parvas sobre a selecção nacional.
Ora, parece-me que os antigos Magriços se transformaram, agora, nos novos Empatas...
Mas também quem nos obriga a pôr o destino da nossa alegria nos pés de 11 criaturas?

sábado, 18 de junho de 2016

Não ser patrioteiro


De manhã, em altos brados foi a música pimba, aeróbica no campo da Escola, alugado, como ATL no subúrbio  outrabandista. Eu estava a temer o pior, para depois do jantar, até porque queria ver, na RTP Memória, a Guerra Colonial, do Joaquim Furtado, com alguma tranquilidade física e de espírito.
Felizmente, um empate arrefece os ânimos, não motiva o sopro das vuvuzelas, os urros e grunhidos bestiais, as buzinadelas frenéticas pelas ruas, as discussões acaloradas pela noite dentro. Vi a Guerra, em perfeita tranquilidade.
E ainda há quem me acuse de patriotismo exagerado!...

terça-feira, 14 de junho de 2016

O nobre desporto


Desta vez, foi em Marselha. Mas há que lembrar Heysel (Bélgica), em 1985, Albufeira, em 2004...
Brexit? Porque não?...

domingo, 17 de maio de 2015

Brevíssima


Se Karl Marx (1818-1883) voltasse à Terra, com toda a certeza que aproveitaria para fazer um aggiornamento numa das suas frases mais conhecidas, para: O futebol é o ópio do povo.

domingo, 11 de janeiro de 2015

O destaque, hoje


Há que ver as coisas pelo lado positivo e não perder a cabeça. Uma universidade (canadiana) começou a pensar com os pés. Já não era sem tempo...

P. S. : ... e não é que o nosso Alvarito (Santos Pereira), ex-ministro da Economia, ensinou lá... Cheira-me a lobby luso!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Sobre o tema do dia, com citações do "Obs."


"...As chaves do sucesso do futebol devem-se à simplicidade das suas regras, 14 de início, depois 17, que variaram muito pouco desde 1890, e também a um equilibrado compromisso entre habilidade técnica e apuramento físico. E porque é menos violento do que o rugby, a Igreja católica ajudou muito à sua promoção. ..."

Paul Dietschy, in Le Nouvel Observateur (nº 2588). 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O que fica do que passa, ou: o alarido e o silêncio


Entre as 19h00 e as 22h00, a quietude do silêncio predominou por aqui, apenas intervalada por 3 ou 4 alaridos monstruosos.
Amanhã, a primeira página de todos os jornais portugueses virá ocupada com a vitória da selecção portuguesa de futebol, sobre a Suécia.
Remetida a uma página interior, ou a um pequeno destaque, virá a notícia do rompimento de relações entre o Conselho de Reitores e o Governo - um facto absolutamente inédito, na democracia portuguesa.
A selecção portuguesa de futebol irá, assim, ao Brasil disputar o Mundial.
E para onde irá Portugal?

sábado, 29 de junho de 2013

À cause des mouches...


Embora a menina Carla me pareça um bocado pernóstica, resolvi, democraticamente, dar-lhe voz, aqui...

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Apontamentos 12: O Esplendor do Populismo



O nosso mago Gaspar resolveu pronunciar-se: "sofre", profundamente, por causa do Benfica. É preciso ter descaramento !
Aliás, não tenho dúvida de que o futebol - que não tem semelhança com desporto - é a grande arma do populismo e de outras tendência mais adversas. O futuro dirá !

P.S. Uma declaração de interesse: Todo o investimento, na última década - dinheiro e horas a rodos, nas Escolas - no Desporto Escolar, em detrimento da formação em Ciência e Humanidades, deu para mexer as perninhas dos meninos, mas não para pôr a cabeça a pensar. O domínio da língua atesta-se por meia dúzia de palavrões, termos futebolísticos e invocação de jogadores.

Post de HMJ

sábado, 11 de maio de 2013

O "Clássico"


Ia eu muito tranquilo, pela rua, quando me cruzei afortunadamente com o meu amigo A. B. S. P. que, apercebi-me logo, estava muito nervoso. E exasperado, porque,  antes que eu tivesse tempo de acender o cigarro, disparou: "- Já viste? Centenas de polícias para um Benfica-Porto, não lembra uma cimeira da Nato... Imagina a despesa! E andam por aí umas virgens ofendidas a queixarem-se das despesas e gorduras do Estado e das PPPês..."
Eu fiz que sim, silencioso, com a cabeça, mas ele continuou, tonitruante: "- A culpa começou no E. P. C., que na sua obsessão do share, principiou a fazer a apologia do futebol nas páginas literárias e levou aquela carneirada toda de intelectuais atrás. Azêmolas, que no tempo do Salazar, fingiam desprezar os 3 efes. Vê lá tu que, hoje, a Polícia, antes do jogo, até  já teve que disparar as shotguns!... Imagina a despesa, só em balas!?"
Eu sei que o meu amigo é do Sporting e reformado, mas nunca o tinha visto assim tão fora de si, e comecei a sentir-me incomodado. Apesar de, a maior parte das vezes, por não apreciar futebol, nem ter um clube de referência, me sentir, muito intimamente, um pária ou um E.T.. E, cobardemente, porque comecei a ficar agoniado, disse-lhe, balbuciante: "Desculpa, mas tenho um encontro marcado, antes do almoço." E despedi-me, rapidamente.
Confesso que os bifinhos de porco, de coentrada, nem me souberam bem...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

As frivolidades do nosso tempo


A 10 de Maio de 2010, coloquei aqui no Blogue um poste sobre a ardente expectativa de muitas almas curiosas de saber quem seriam os jogadores escolhidos, por Carlos Queiroz, para defrontar a selecção de futebol da África do Sul. O frenesi era tanto que os três canais generalistas de televisão, em Portugal, abriram o seu telejornal da noite, nesse dia, com esse mesmo e igual tema. E eu lamentava-me de, nessa altura, ninguém se incomodar com a desmesura destas paixões fátuas dos três efes (Futebol, Fátima, Fado) que, no tempo de Salazar, tanto se criticavam. Porque a intensidade e fervor, entretanto, tinham aumentado de forma muito considerável - nada que se comparasse aos tempos da "velha senhora". Mas até parecia que ninguém dava por isso...
Ao poste, dei o título: "Os «papabiles»". Houve algumas visitas, mas o poste adormeceu e raramente alguém lá ia, até ontem. Porque o poste, a partir do anúncio da resignação de Bento XVI, começou a ser um best-seller, visitadíssimo. Claro que os cibernautas, sedentos de emoções e novidades, vieram ao engano. No poste não havia nomes de um qualquer cardeal africano ou sul-americano, para lhes poder alimentar a fantasia e entreter o vazio mental. E, mesmo que houvesse, em que é que poderia contribuir para a felicidade dessas frívolas cabecitas? Demos o benefício da dúvida: e se as visitas fossem dessas agências de apostas britânicas que já recebem boletins de rifa para um sorteio final do nome do sucessor de Bento XVI? Talvez quisessem saber como estavam os prognósticos...
Como se dizia dantes, no final das Actualidades Francesas: "Assim vai o mundo!"

sábado, 30 de junho de 2012

As palavras do dia, antes que o Euro se acabe


As palavras são de José Pacheco Pereira, no jornal Público, de hoje, e num esplêndido artigo intitulado Morte cerebral. Aqui vai um excerto:
"...Eu não sei se estes  intelectuais pró-bola percebem o desprezo que têm pelo «povo», cujas exibições de grunhice eles apresentam como genuínas manifestações de ser português, pelo menos no futebol onde somos «grandes», enquanto somos pequenos em tudo o resto. Não, eu gosto demasiado do meu povo para achar que «este» é o meu povo, ou que este é o seu estado mais «natural» e genuíno.
Mas este é apenas o intróito porque o meu ponto é outro: é de que estamos perante uma construção que tem muito de artificialismo, que é gerada essencialmente por uma droga sintética, na qual se movimentam muitos interesses, dos media em crise, desesperados por audiências, por equipas de Mad Men à portuguesa, e pelas empresas de cervejas que procuram um público cada vez mais novo, que beba até ao estado de estupor, mesmo que depois falem gravemente dos malefícios do álcool. (...)"
E Pacheco Pereira termina, assim, o seu artigo:
"...Tudo isto está bem longe de ser gostar de futebol, "vibrar" pela equipa, ver os jogos, entusiasmar-se ou desgostar-se. Está muito para além disso. Isto é lavagem ao cérebro, e está cada vez pior."

sábado, 23 de junho de 2012

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Máxima (e, por isso, comprida e sem imagem)

É por isso que eu já não consigo gostar de futebol.
O entrecosto estava óptimo, o ar, leve, e a luz de Verão insinuava-se feliz na esplanada outrabandista.
Mas, depois de uma vitória da selecção nacional, é impossível, num restaurante mediano e popular, pensar se estivermos sozinhos, ou dialogar, se acompanhados. A menos que se grite, porque todos berram, alguns até de mesa para mesa, tentando fazer prevalecer a sua sabedoria de treinadores de bancada e exímios conversadores da treta. Não há remédio: ninguém se lembra da crise, e Salazar sabia-la toda, com a sua estratégia dos três eFes. Mas isto, agora, está muitíssimo pior...
Tive que comer a torta de laranja à pressa e afastar-me, rapidamente, da Babel. 

APS, in 22 de Junho de 2012 ( no dia seguinte à vitória sobre a selecção da República Checa, por 1-0).

P.S.: que acosta, no seu lídimo "O Linguado", me desculpe, mas há coisas superiores ao meu desportivismo democrático.

domingo, 17 de junho de 2012

Ao fim do dia


Não fossem os gritos selváticos das hordas ululantes e o buzinar orneante das vuvuzelas estridentes ( muito piores que o arrulhar das rolas, nestes dois últimos dias), e o dia de hoje teria sido bom e positivo. Os dois golos de Ronaldo contra a Holanda e o reforço da esquerda em França, são de registar. Só na Grécia é que quase houve um empate técnico-politico que não faz prever um futuro europeu de soluções fáceis.