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domingo, 17 de agosto de 2025

Miscelânea (12)

 

Está no seu pleno, a fruta. Embora com preços um pouco altos... Esta semana, apareceram nas bancas do mercado as ameixas Rainhas-cláudia, que no Norte, em linguagem chula, chamam Ameixas-caranguejas e, a Leste, aristocratizam para Mirabelle e Lorena. A meloa é que já teve melhores dias, mas deu lugar aos melões, que se recomendam, de doces. As uvas vão muito boas e os pêssegos também. As Pêras valem a pena nas suas variedades principais: D. Maria, Rocha e Amorim.
É de fartar, vilanagem!


sábado, 31 de agosto de 2024

Diálogo de final de Agosto



O patrocínio de Cícero (103-43 a. C.) impunha-se até por questões geriátricas, na conversa. Antes, viera o nome e dois poemas de Eugénio. Ao tribuno romano, seguiu-se, naturalmente, Beauvoir por causa de La Vieillesse, na minha opinião, obra bem mais conseguida na caracterização dessa idade. Lembrei-me também do mau envelhecer de Yeats. No diálogo de amigos, Camilo foi referido, nas leituras recíprocas; do outro lado, Sara, de Olga Gonçalves. E releituras que já íamos fazendo, por este final de Agosto.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Adagiário CCCXXXIXL

 


Em meados de Agosto calcula-se o mosto.

domingo, 1 de agosto de 2021

Adagiário CCCXXV

 


Trovoadas em Agosto, abundância de uva e mosto.

sábado, 1 de agosto de 2020

Adagiário CCCXII


O mês de Agosto será gaiteiro se for bonito o primeiro de Janeiro.

sábado, 27 de julho de 2019

Meteorologias


Manhã orvalhada, de presságios tristes para quem escolheu Agosto como seu tempo livre.
Saio para a rua, ridículo, em camisa e de guarda-chuva preventivo, irmanado com outros avisados transeuntes matutinos. A menos que haja um milagre, lá se me vão as leituras na varanda a leste...
Desasado, até a bica no Café me sabe a Outubro.

sábado, 25 de agosto de 2018

Agosto


Agosto era, por essa altura de Férias Grandes, o grande espaço de liberdade. E aventura, pensava eu.
A 15, em pré ou semi-balanço, eu concluía que não tinha acontecido nada, de novo. A 24 ou 25 do mês, temia, desesperançado, o próximo fim da aventura, porque faltava apenas uma semana para o fim do mês. O cenário, durante esses primeiros anos da minha vida, era o mesmo, em Agosto.
Mas foi preciso quase chegar ao fim da juventude, para que as aventuras acontecessem. Em 1963 ou 1964, pelas areias, então quase desertas, de A-ver-o-Mar. Seis anos mais tarde, em episódio inesperado, que aqui contei em 16/6/2010 (Bibliofilia 19). Finalmente, em 1971, numa noite de sorte.
Eu tinha (e tenho, ainda que agora rarissimamente) por costume jogar 3 vezes seguidas numa slot-machine, e depois passar a outra, a menos que tivesse tido prémio. Se me saísse dinheiro, jogava ainda uma outra vez nessa mesma máquina. Pois à terceira vez, no Casino da Póvoa, saiu-me um jackpot.
Lá repeti a operação, depois do tilintar das moedas de 2$50 a cair ter acabado. Perante a alegria de 3 dos meus cunhados, que me acompanhavam. Eis senão quando, contra todas as expectativas e estatísticas, ao premir o manípulo da máquina, novamente, sai-me o segundo jackpot.
A minha cunhada Fina quase gritou: "Tira, tira depressa, vamos embora, que a máquina deve estar avariada!" Não estava. Mas sortes destas, ou aventura, só mesmo na ficção do Rain Man e com a ajuda de Raymond Babbitt (Dustin Hoffman, que por sinal faz anos a 8 de Agosto)...
E essa foi a última aventura dos meus meses de Agosto.

sábado, 11 de agosto de 2018

Encore...


Dantes, e não há muito tempo, Lisboa, em Agosto, era uma sossegada, amena e desocupada cidade de província... Dava gosto passeá-la, a pé ou em transportes públicos quase vazios, sentarmo-nos na esplanada de um café, à sombra, e beber tranquilamente uma groselha fresca, um café, ou saborear uma cerveja bem gelada. Hoje, não. As esplanadas (e há muito mais, agora) estão coalhadas de multidões babélicas, barulhentas, sobretudo, se há mulheres castelhanas, que pedem meças às nossas antigas varinas, pela voz alta, metálica e desagradável. Os transportes públicos vão à cunha e depois há os tuques-tuques estridentes e os "troles" sacolejando, infernalmente, pelas calçadas das ruas. Anteontem, a HMJ, à porta dos Pastéis de Belém, viu uma bicha de quase um quilómetro que se cruzava com outra, que partia dos Jerónimos. O trânsito lisboeta, por sua vez, está caótico.
Saudosamente, lembrei-me de Aznavour, embora na canção ele fale desses amores breves que duram apenas um Verão. Quem não os teve?
E, ainda que ela já conste do Arpose (29/8/2010), passados 8 anos, é tempo de um encore... Relembrar Paris em Agosto, com saudades de uma Lisboa passada, agradável e acolhedora, quase vazia. De outrora, e sem turistas.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A oliveira da varanda a Sul


Estão assim, já ligeiramente gorduchas para a idade e altura do ano... Lá para Outubro, hão-de ser curtidas com domésticos cuidados.
São cerca de 70, as azeitonas, difíceis de contar, por entre o emaranhado das folhas verdes, na varanda a Sul. E, provavelmente, 2017 será um ano recorde, na produção, porque o máximo da safra tinha sido de 49, no ano passado. 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Adagiário CCLXVI : Agosto (8)


1. Agosto, frio no rosto.
2. Nem em Agosto caminhar, nem em Dezembro passear.
3. Pelo S. Lourenço (10), os nabais nem nados, nem no lenço.
4. Por Santa Maria de Agosto (15), repasta a vaca um pouco.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Memória (111)


Para mim, de algum modo, o mês de Agosto ainda é a Póvoa de Varzim, muito embora não a frequente na pele de veraneante, há mais de quarenta anos, neste mesmo mês.
Mas este prospecto desdobrável, em imagem, é dessa época recuada em que as casas não ultrapassavam os três andares, tirando o ex-Palace Hotel;

os restaurantes de qualidade contavam-se pelos dedos de uma mão e havia apenas duas livrarias e dois cinemas: o Garrett e o Póvoa-Cine. Uma vila pacífica e tranquila, mesmo no pino do Verão, apesar de lá desembocarem muitas famílias minhotas e de Trás-os-Montes.
O autor do texto de apresentação (Vasques Calafate) apresenta um apelido próprio da vila piscatória, muito comum, na pertença familiar da actividade de algum dos seus avoengos.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Adagiário CCLVII : Agosto (7)


1. Caroço de Agosto, dá gosto.
2. Primeiro de Agosto, primeiro de Inverno.
3. Pelo S. Bartolomeu (10), vai à vinha e enche o lenço.
4. Uma rega no mês de Agosto, leva o milho ao caniço.

sábado, 29 de agosto de 2015

Florindo (3)


Antes ainda de encerrar o mês, fechou-se este ciclo vegetativo da orquídea na varanda a leste, na passada quarta-feira, ao abrirem os dois últimos brotos, dos dezasseis presentes. Sensivelmente, por alturas da Lua Cheia se ter constituído plena. Floresceram, em paralelo, dois a dois brotos, sucessivamente, em simultâneo. Numa aparente harmonia simétrica ordenada. As orquídeas veteranas mantiveram-se, assim, até à vinda das benjamins, como se numa solidariedade fraterna. Estes são os factos, que a beleza é mais difícil de dizer...

P. S.: a sombra rude e tutelar do pequeno e verde limão rugoso pareceu-me um bom contraponto, na imagem. Tive que deslocar, por isso, o pequeno vaso das orquídeas para as proximidades do limoeiro.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Para uma antologia da "silly season" (5)


A ordem é uma obrigação da sociedade e um esforço da razão; o caos, aparentemente, uma circunstância intrínseca da natureza. Mas até nas coisas mais genuinamente populares pode existir um lado anarca, uma liberdade sem fronteiras simétricas e razoáveis ou prudentes, um surrealismo avant la lettre, numa explosão alacre, que pode aparentar-se com a criação mais naïf.
Ora, atente-se neste adágio, que mais parece um estribilho libérrimo e sem sentido:

Gente pouca em Paradança, Pardelhas e Campanhó; boieiros de Bilhó; caceteiros de Atei; caniqueiros e Zés Pereiras de Mondim; demandistas de Vilar e tolos de Ermêlo, quem mais quiser vá lá sabê-lo.

E mais não digo...

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Divagações 95


Há noites de Agosto que começam, pela excessiva frescura exterior, no silêncio quase absoluto. Não se ouvem os cães, nem o pio dos pardais, ou o clamor dissonante das vozes humanas vem sobressaltar a paz inteira, à volta.
Tentava eu descobrir se os 2 últimos brotos, da orquidea, iam abrir ao entardecer - não abriram, mas estão pejadíssimos (talvez amanhã). E, enquanto isso, lá acabei as palavras cruzadas do jornal, em lusco-fusco, quase às apalpadelas, que a luz já era rala...
A lua quase vai cheia, pouco falta para a sua redondeza ser completa. E a harmonia e o silêncio parecem tão perfeitos, que até apetece ficar, neste tempo sem tempo, para sempre, na varanda.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Florindo


Entraram a abrir, logo no início do mês. Dos dezasseis brotos, três já se deram à luz de Agosto, arredando o verde que os cobria. E desnudando-se, numa pequena imensidade de branco límpido raiado de finos laivos de amarelo, mais um ou outro breve ponto rubro.
Prosaicamente, e se não fossem os rutilados pontos, faziam-me lembrar farófias com molho leve de gema de ovo. Para chegar à poesia da sua extrema beleza, teria de convocar William Turner, obrigatoriamente...

sábado, 1 de agosto de 2015

Adagiário CCXXVI : Agosto (6)


1. O mês de Agosto arremeda o ano todo.
2. Quem dormir ao sol de Agosto, passa por desgosto.
3. Os nabos querem ver o luar de Agosto.
4. Uma rega do mês de Agosto, leva o milho ao caniço.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Divagações 71 (com as aves e os 4 pontos cardeais)


Constato, através do sitemeter, que um cibernauta, muito provavelmente do Norte, gastou, perdulariamente, 54 segundos do seu precioso tempo, no poste "Bach / Landowska / Menuhin" (15/8/2014), que dura 6 minutos e 7 segundos. E lembrei-me de Eugénio de Andrade e dos seus versos: "Boa noite. Eu vou com as aves!"
Verifico, pelo perímetro que alcança o meu olhar, que não há mais do que 6 andorinhas em redor. E não terá havido muitas mais este Verão. Que as mais ousadas, ou exigentes, já terão emigrado para Sul.
Os meus braços acusam, pelas 20h45, a aragem fria deste mês de Agosto, na varanda a Leste. Não apetece ficar. Mas, pelas notícias da Alemanha, todo este mês tem chovido na Renânia-Vestefália. Por isso, não há muito que reclamar, seguidores que somos, e bons alunos, da batuta germânica.
São quase horas das gaivotas altas, vindas do lado Este, rumarem ao Atlântico, no azul já pálido do céu. Mas hoje não vi nenhuma: devem, também, ter emigrado, todas, para as Berlengas, que já acolhem 30.000 casais! Vi, entretanto, dois estorninhos outrabandistas meio-despistados, e o que julgo ter sido um peneireiro, que seguiu para Oeste. Só as castas e tímidas rolas se vão entretendo por aqui, apesar do frio. E da noite, que começou a cair.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Adagiário CLXXXV : Agosto (5)


1. Em Agosto, candeeiro posto.
2. Maio come o trigo e Agosto bebe o vinho.
3. Em Agosto aguilhoa o preguiçoso, e sê cuidadoso.
4. Nem em Agosto caminhar, nem em Dezembro marear.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Adagiário CXLVI : Agosto (4)


1. Dia de S. Bartolomeu (24), anda o diabo à solta.
2. Agosto tem a culpa e Setembro leva a fruta.
3. Lá vem Agosto, com seus santos ao pescoço.
4. Agosto e vindima não vem cada dia mas sim cada ano, uns com ganância outros com dano.