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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Humor Negro (31)

 


" Beethoven era tão surdo que toda a vida esteve convencido que pintava. "

François Cavanna (1923-2014).*


* há quem atribua a frase a Woody Allen.


quarta-feira, 18 de junho de 2025

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Para os "soixante-huitards", especialmente






Saído há pouco mais de um mês, este número especial de Le Monde, dedicado ao cantautor Léo Ferré (1916-1993), não deixa por mãos alheias a qualidade gráfica e dos textos a que o jornal francês nos habituou.


Desde 1984 que este anarca monegasco, por nascimento, é um dos meus cantores de língua francesa e de eleição. De Léo Ferré destacaria três das minhas canções preferidas: Ton Style e Tu ne dis jamais rien (ambas de 1971) e ainda Avec le Temps (1972), que já constam no registo do Arpose.


Aqui deixo também uma curiosa foto de 3 amigos: Brel, Ferré e Brassens, da esquerda para a direita.

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

sexta-feira, 29 de abril de 2022

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

terça-feira, 21 de setembro de 2021

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

5 Variações


Cantar patriótico em louvor da marinha britânica, Rule, Britannia é uma criação (1740) inspirada de Thomas Arne (1710-1778) integrada na ópera Alfred, e um must nas Proms inglesas. Só comparável, porventura, à inclusão obrigatória de An der schönen blauen Donau nos concertos de ano novo vienenses. Beethoven não resistiu a glosar esta peça musical, de forma genial. E Alfred Brendel aqui interpreta as 5 Variações, notavelmente.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Uma integral, com história



É uma sonata com história, e longa em tempo de execução (cerca de 45 minutos), talvez, para a sua variedade musical. Conhecida de muitos, inspirou também Tolstoi, pelo duelo ou diálogo agressivo que se trava entre o violino e o piano, que se vão congraçando, intermitentemente.
A Sonata Kreutzer foi dedicada por Beethoven, inicialmente, ao violinista Rodolphe Kreutzer (1766-1831), mas este, que não era muito apreciador da obra do compositor, ao que parece, nunca chegou a tocá-la. Terá sido George Bridgetower (1778-1860), músico afro-europeu (com ascendentes em escravos de Barbados), que a estreou em 24 de Maio de 1803, com Beethoven ao piano, acompanhando. O compositor simpatizava e admirava o virtuoso violinista. E a partitura, de oferta, tinha uma exótica e bem humorada dedicatória: Sonata per um mulattico lunatico.


A sonata inspirou a Tolstoi uma novela (1889), homónima. E mais tarde (1923), o compositor L. Janacek veio a criar o seu Quarteto nº 1 para violino, com o mesmo título.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Um CD por mês (12)


O facto de cerca de 15% da população luxemburguesa ser luso-descendente explica a facilidade com que conseguimos encontrar, nos supermercados luxemburgueses, sardinhas de conserva portuguesas, cerveja Sagres, pastéis de nata ou até mesmo bacalhau curado. Mas também os alemães da Land Rheinland-Pfalz se deslocam ao pequeno país vizinho, pela proximidade, para fazerem compras, dado que os preços são mais em conta, por exemplo os dos cigarros. Pelo caminho, compram-se outras coisas...


De uma das vezes que, de Koblenz (Alemanha), nos deslocámos à cidade de Luxemburgo, em inícios dos anos 90 do século passado, fomos a um gigantesco Centro-Comercial, que incluía uma bem apetrechada discoteca com milhares de CD's. A dificuldade foi a escolha, mas como eu tinha começado a descobrir e a gostar das interpretações muito profissionais de Alfred Brendel (1931), optei por um conjunto de 9 CD's compreendendo diversas das primeiras gravações do pianista.


O acervo das composições é muito interessante, sendo de destacar todos os 5 concertos para piano de Beethoven, assim como os 2 de Liszt. Brendel é dirigido por diversos maestros, nomeadamente, por Zubin Mehta.
O conjunto das gravações da Tuxedo Music vai de 1956 a 1964 - uma espécie de juvenília do pianista. Foram reunidas na Suiça, em 1991. E dei pelos 9 CD's, na altura 1.845 francos luxemburgueses. Não me arrependi: valeu a pena.


domingo, 3 de novembro de 2019

Belcea Quartet - Opus 131 - Beethoven String Quartets



...
Mas, se não é, que dizem lancinantes,
neste discreto passeio pelo tempo,
os quatro instrumentos semelhantes
no seu modo de criarem som?
Tão terrível. Sufocante. Doce
ou agridoce desconcerto harmónico.
Que diz? Que diz? Neste contínuo
de temas e andamentos, de tonalidades,
o que justifica? Que discutem eles?
A sua mesma natureza de instrumentos
e as combinações até ao infinito
de um mecanismo abstracto do imaginar?
Como pode uma coisa que sentimos tão medonha,
tão visionariamente séria e pensativa,
ser irresponsável?
...
Jorge de Sena (1919-1978), in Ouvindo o Quarteto Op. 131, de Beethoven ("Arte de Música").

Um CD por mês (7)


Se é seguro que li, ainda em 1968, a Arte de Música (Moraes Editores), de Jorge de Sena, a audição completa dos Quartetos para Violino, de Beethoven, não a consigo localizar com rigor. Talvez 1995 ou 1996.
Tinha lido algures que era o conjunto mais complexo e difícil da obra do Compositor.


E, realmente, as minhas primeiras impressões não foram, de todo, agradáveis, e tudo me soou a áspero e um pouco estranho, na sua aparente agressividade harmónica. Contudo, pouco a pouco, e ao longo dos 8 CD, nas suas 9h15 de audição, fui-me habituando à sua beleza algo selvagem.


A execução, pelo Medici String Quartet, é primorosa. E a Nimbus Records, em edição limitada, fez sair este conjunto de 8 discos no ano de 1994. A gravação decorreu de Dezembro de 1988 a Março de 1990, em Aldeburgh (Inglaterra).

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Um CD por mês (6)


Eu creio que Glenn Gould (1932-1982), como pianista, nunca me seduziu inteiramente. Mas também quem sou eu, tão ignorante em coisas musicais, para desmerecer a qualidade de grande executante que tantos atribuem ao profissional canadiano, apesar de o suporem bipolar e o acharem extravagante. Avancemos.

Eu creio que foi à volta de 1990 que eu comprei, no supermercado da Bayer, em Leverkusen, este duplo CD da Sony Classical, por 29,90 marcos alemães, com gravações de obras de Bach, Beethoven, Liszt e outros, executadas por Glenn Gould.
Talvez para tirar teimas, ou para me convencer.
De algum modo, ajudou, sem dúvida...

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Beethoven / Liszt / Glenn Gould



Cerca de 11 minutos, de audição, é meio caminho andado para vencer a paciência da quase totalidade dos visitantes do Arpose - diz-mo a experiência... Mas não venho aqui para fazer a vontade às mariposas inefáveis.
As transcrições de Franz Liszt foram um trabalho inestimável que ele dedicou aos seus confrades, adaptando, sobretudo ao piano, o cerne mais importante ou mais belo das melodias de outros compositores: Bach, Schubert, Donizetti...
Esta transcrição do Allegretto da 7ª Sinfonia de Beethoven tem uma grande beleza. Dizem que, pouco antes de morrer, Pio XII pediu para o ouvir.

sábado, 7 de setembro de 2019

Beethoven / Karajan



Para "prefácio" do próximo poste, mas também convite para re-ouvir uma das 9 sinfonias de Beethoven...