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terça-feira, 2 de junho de 2020

Citações CDXXXV


O amor é a resposta mas, enquanto se aguarda a resposta, o sexo levanta algumas questões.

Woody Allen (1935), citado na Time (15/9/1975).

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Citações CDVI


Parece que o mundo está dividido entre boas e más pessoas. Os bons dormem melhor... enquanto os maus têm prazer em acordar mais cedo.

Woody Allen (1935), in The New Yorker (21/11/1977).

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Mais uma lista...


Um dos divertimentos mais frequentes do ser humano, é fazer listas. Até nos blogues se nota. Umas vezes, sucintas, episódicas, outras vezes, intermináveis e que se prolongam no tempo.
Relações temáticas que permitem enumerar preferências, revelar classificações de qualidade segundo um critério pessoal e subjectivo, excluir desagrados e provocar reacções. De aplauso ou de crítica.
Vi, há dias, a lista dos 10 filmes preferidos de Woody Allen (1935). Que passo a enumerar, arbitrariamente:

- Vittorio de Sica : Ladrões de bicicletas (1948).
- Orson Welles : O mundo a seus pés (1941).
- Luis Buñuel : O charme discreto da burguesia (1972).
- Jean Renoir : A grande ilusão (1937).
- François Truffaut : Os 400 golpes (1959).
- Stanley Kubrick : Horizontes de glória (1957).
- Ingmar Bergman : O sétimo selo (1957).
- Federico Fellini : 8 e 1/2 (1963).
- Federico Fellini : Amarcord (1973).
- Akira Kurosawa : Roshamon (1950).

O que me autoriza a reiterar aquilo que já por várias vezes, aqui, referi: Woody Allen é o mais europeu dos realizadores norte-americanos. Na lista dos 10 +, 6 dos cineastas são naturais da Europa. E Fellini, bisa.
Ainda mais um pormenor de regra, habitual. O gosto humano cristaliza, quase sempre, entre a alta infância e o final da adolescência. São dessa época de vida, as nossas melhores recordações indeléveis ou a fixação de um padrão afectivo e estético. Woody Allen não foge à regra...

segunda-feira, 12 de março de 2018

Humor negro (8) e judeu


É muito singular, mas complexo, o tipo de humor dos judeus. Se nos lembrarmos de alguns filmes de Woody Allen, por exemplo, verificar-se-á aquilo de que estou a falar. Mas até mesmo George Steiner recorre muitas vezes, nos seus livros de ensaios, a um tipo de humor muito particular...
O penúltimo TLS dedica uma das suas temáticas a Jokes and Jewishness e o director do jornal literário, Stig Abell (também ele judeu, creio), no seu editorial, conta uma anedota curiosa, que eu vou tentar adaptar à lingua portuguesa. Assim: um judeu, sobrevivente do holocausto, morreu e vai para o céu. Ao encontrar-se com deus, para meter conversa, resolve contar-lhe uma anedota sobre o holocausto. Quando acaba, deus diz-lhe: não achei piada nenhuma! Ao que o judeu lhe responde: porque não esteve lá!...

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Uma fotografia, de vez em quando... (89)


A Taschen reeditou recentemente um antigo, raro e esgotado ensaio de James Baldwin (The fire next time), acompanhado por cerca de 270 fotografias, 100 das quais a preto e branco, de muito boa qualidade, retratando o escritor afro-americano. Os instantâneos foram captados pelo fotógrafo nova-iorquino Steve Schapiro (1934).


Fotojornalista freelancer, o norte-americano tem obra extensa, que recua até 1961. Acompanhou a Marcha para Washington, dos Direitos Humanos, tendo fixado bons retratos de Martin Luther King e dos manifestantes. Trabalhou também para a Vogue e para a Life. E acompanhou as filmagens de The Godfather e Taxi Driver, de que ficaram expressivos retratos de Marlon Brando e Robert de Niro. Grande parte das celebridades cinematográficas da segunda metade do século XX não escaparam à sua objectiva.



Não será, certamente, um dos fotógrafos maiores do séc. XX (e quem sou eu, ignorante, para o afirmar?... ). Mas, mais do que o enquadramento feliz e a originalidade estética dos seus retratos, o sucesso da sua obra - parece-me - fica a dever-se, também, à capacidade histriónica (Buster Keaton e Woody Allen) ou à fotogenia (Paul Newman) de grande parte dos seus modelos.


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Citações CCLXI


Não só não há Deus como, também, tentem encontrar um canalizador a um fim-de-semana...

Woody Allen (1935), in The New Yorker (1969).

sábado, 20 de setembro de 2014

Sidney Bechet, encore


para MR, por sobejas razões, e com votos de um bom fim-de-semana.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

domingo, 20 de outubro de 2013

2 ou 3 coisas que eu soube sobre Woody Allen


1. Que os seus heróis de cinema são: Ingmar Bergman, Groucho Marx e Bob Hope.
2. Que o título inicial do filme Annie Hall teria sido "Anhedonia", palavra criada pelo psiquiatra francês Théodule-Armand Ribot para significar "a inabilidade para sentir prazer nas acções que normalmente são agradáveis, e o proporcionam".
3. Que, quando criticaram Woody Allen por ele, nos seus filmes passados em Nova Iorque, nunca incluir personagens afro-americanos, ele ter respondido: "Eu não conheço suficientemente bem a experiência negra, para poder escrever sobre ela, com autenticidade."

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Woody Allen, em recente entrevista a "Le Nouvel Observateur"


Le Nouvel Observateur: Il parait que le Brésil veut vous produire...
Woody Allen: Sim, mas eu não tenho cenário para o Brasil! Não tenho um classificador com as rubricas «Argentina», «Israel», «Azerbeijão»...

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Woody Allen efabulando...


"O mágico fez um gesto e desapareceu a fome, fez outro e desapareceu a injustiça, fez um terceiro e desapareceram as guerras.
O político fez um gesto e desapareceu o mágico."
Woody Allen

com agradecimentos a C. S..

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Assassinato por entusiasmo


O título deste poste tem autor: E. M. Cioran. É um conceito que uso muito, porque é muito expressivo e define bem um tipo de sentimento apaixonado que carece de objectividade e medida. A imagem que escolhi tem legenda brasileira e também caracteriza esse sentimento de afecto exagerado: "abraço de urso". Dito isto, vamos ao cerne da questão. Porque me lembrei do conceito, a propósito do carinho que despertam, nos europeus, as personalidades americanas com matriz cultural europeia. Se acrescentar um nome, por exemplo, Woody Allen, tudo ficará mais claro. O realizador não é especialmente apreciado, na América, mas nós, europeus, quase todos o adoramos. O presidente Obama é outro caso sintomático de popularidade, fora de portas que excede, de longe, o afecto que a América lhe dedica. E não é só o povo europeu que o idolatra: basta ver o olhar embevecido de Isabel II (pese embora a idade), nas fotografias, para chegar à conclusão, que o fascínio parece ser transversal e o "assassinato por entusiasmo", colectivo. Eu até compreendo, ou tento perceber: com tanta mediocridade a governar a Europa, um estadista, um pouco acima da mediania, até sobressai - ainda para mais, porque é alto...
Mas deve ser feito um aviso à navegação: não se peça demais ao Sr. Obama, ele é de carne e osso, talvez seja bem intencionado, mas está onde está, também, para tratar da sua vidinha e da vidinha dos seus... Não o matem por entusiasmo, please!...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010