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domingo, 16 de setembro de 2018

Osmose 96


Dou por mim, num destes extremos ocidentais, olhando o areal por onde, aqui ou mais além, há cinquenta anos, mais mês menos mês, rastejei, um dia, como um cão, em exercícios militares, seguramente estúpidos e humilhantes. A raiva era consoladora, nessa altura, mas não podia ter expressão muito visível. A prática, posterior, indiciava já, no entanto, quer nas repartições castrenses quer nas paradas marciais, a agonia de um regime.
Olhando o areal da foz do rio Grande (em 1968, era o Lizandro), dou-me a pensar, inexplicavelmente, na Europa. E o mesmo sentimento me assalta, como outrora. Talvez, também, pela mediocridade das chefias. Ainda que os povos, arregimentados, se resignem, é ao velório da Europa a que estamos a assistir. Tal como a conhecemos, como união dos povos ocidentais, numa solidariedade que se vai desagregando, mais e mais, inexoravelmente.
Amém.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Verão


Estes meses de Verão são propícios a despedidas fictícias, ou temporárias. A votos de" boas férias!", nas separações ocasionais e breves. Teremos de recuar muito para encontrar as definitivas, dos afectos estivais de praia, dos estrangeiros que passaram por nós, em países a que nunca mais voltámos. E que nunca mais vimos, nem veremos. A casas que foram nossas, pelo breve espaço de as habitarmos, como, aliás, serão todas ao longo das nossas vidas. Efémeras que serão um dia, também.
Por isso, esta irónica imagem antinómica de duas pequenas lapas, que HMJ encontrou na praia da Areia Branca, e que trouxemos, cuidadosamente, para esta nossa casa, temporária.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Leituras à beira-mar


Uns dias de lazer, passados à beira-mar, têm um sabor muito diferente. O ritmo e o espaço, pelo carácter insólito e o vagar pouco habitual, obriga-nos a uma vida diferente. 
O encontro nocturno, com uma livraria pessoal, recheada com títulos tentadores pela diferença das escolhas, encaminhou-me para uma versão do Eclasiastes. A apresentação é de Jorge Sampaio, editado em 2001, pela Três Sinais Editores.
A leitura  da versão do Eclesiastes fez-me recordar uma canção, que conhecia muito bem e sempre apreciei, de Pete Seeger. E, para constar, aqui fica.

Post de HMJ

domingo, 2 de setembro de 2012

Da Lourinhã à Praia da Areia Branca



Saindo da auto-estrada, abre-se o caminho para as "leirinhas" da Lourinhã, ou seja, essas terras cultivadas de que saíram as batatas que, em tempos, comprei naquele Mercado Municipal do Oeste.
Desta vez, encontramos muitos campos arados, preparados para receber pés de couves (?), numa quantidade enorme, e que, ao fim do dia e na viagem de regresso, já estavam todos plantados. Também vimos muitas abóboras, pequenas e grandes, à espera de serem apanhadas. 
Na Areia Branca houve tempo, para além do convívio sempre memorável com os amigos, de ver o mar e as Berlengas ao longe.
Por fim recebemos, entre outras coisas, produtos de "leirinhas" amigas e que fixamos nesta imagem.


Post de HMJ, dedicado a H. e H.N.