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sábado, 30 de abril de 2016

Uma fotografia, de vez em quando (81)


As fotografias antigas, mesmo que de uma antiguidade recente, têm uma espécie de autoridade sobre nós. Ou fascínio, porque as cores são outras, o ritmo das figuras é quase sempre mais tranquilo, e acabam por nos dar uma imagem fixa e precisa de um tempo que não vivemos. Para além disso, poderá haver a qualidade estética do instantâneo e a capacidade técnica do fotógrafo, mas sobre isso eu não gostaria de falar, agora...
Ainda da Lituânia, o meu amigo António teve a gentileza de me mandar, a mim que raramente lhe escrevo, um postal com uma foto de Algimantas Kuncius (1939). Sobre a praia de Palanga (em 1966) que, diz-me também o meu Amigo, é muito bonita. Pouco consegui apurar sobre o fotógrafo lituano. Mas posso imaginar que Palanga é para Kuncius aquilo que a Póvoa de Varzim é, ainda hoje, para mim. Uma espécie de oásis da infância e adolescência, que é o tempo essencial donde os sonhos e mitos costumam nascer para o resto da vida. Mesmo nos homens mais empedernidos.
Ainda sobre a foto abaixo, o António chamou-me a atenção sobre as parecenças do fumador da esquerda com o nosso anterior PR, de má memória. Era um bónus dispensável, mas aqui fica exarado, para que conste Boliqueime na etiqueta do poste...


abraço muito grato a A. de A. M..

domingo, 17 de abril de 2016

Filatelia CXIII


Não é todos os dias que se recebe um postal dos Países bálticos, nomeadamente da Lituânia, cuja capital dá pelo nome de Vilnius, onde esteve um bom amigo meu. Que de lá me mandou notícias. A ideia imaginada que eu tinha era de que eram repúblicas com bastante claridade atmosférica e frequentemente invadidas pelos povos próximos ou vizinhos: polacos, alemães e russos... Daí o facto da Lituânia ter tido selos próprios apenas em 1918 (até esse ano, eram estampilhas russas que tinham curso no território). Durante a II Grande Guerra, e com a invasão nazi, passou a usar selos alemães; tornou a usar selos soviéticos depois da Guerra para, finalmente, voltar a ter selos próprios somente em 1990, e até aos nossos dias.
O meu amigo confirma a claridade do ar da Lituânia, pelo menos em comparação com a Polónia. É possível que não passe de impressão nossa. Mas parece que os habitantes são afáveis e simpáticos.
O postal motivou-me a que fosse revisitar os selos que tenho da Lituânia. São muito poucos (apenas 9) e, desses, escolhi 5 dos mais bonitos para deixar em imagem, a acompanhar o postal recebido de Vilnius.