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quarta-feira, 21 de julho de 2021

Um CD por mês (26)

 


Qualquer antologia ou selecção permite alternativas ou objeções, quando não suscita polémica. Em 1998 a EMI Classics ousou escolher as 25 melhores gravações de música clássica, registadas no século XX. Não tenho conhecimentos bastantes para ter uma opinião fundamentada e também não conheço a totalidade desses registos, mas atrevo-me a subscrever algumas dessas gravações e seus respectivos intérpretes:



5. Brahms: Requiem - IV: "Wie lieblich sind..." - Otto Klemperer - Philharmonia Chorus.
6. Haydn: Cello Concerto No 1 - Jacqueline du Pré - Daniel Barenboim - English Chamber Orchestra.
9. Chopin: Waltz No 7 in C, Op. 64 No 2 - Dinu Lipatti.
20. Dvorak: Piano Concerto in G minor - Sviatoslav Richter, O. B. Rundfunks - Carlos Kleiber.
25. Beethoven: Symphony No 9 - Chor and O. der Bayreuther Festspiele - Wilhelm Furtwängler.

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Destinos


Deve ser bem complicado, para um ser humano, estar privado de exercer a sua actividade artística, durante mais de um terço da sua existência. Mas foi o que aconteceu ao pianista britânico Solomon Cutner (1902-1988) durante os últimos 32 anos da sua existência. Em 1956, ficou paralizado do lado direito e nunca mais voltou a gravar ou exibir-se em público.
Criança prodígio, a linhagem na Música importa sempre e muito. Solomon fez a sua aprendizagem musical com Mathilde Verne que, por sua vez, foi discípula de Clara Schumann. E não é por acaso que o grande pianista é conhecido apenas pelo seu primeiro nome - Solomon. Como Stravinsky ou Karajan são nomeados, normalmente, só pelos seus apelidos.
Considerado um dos grandes intérpretes de Beethoven, Schumann e Chopin, o pianista inglês está hoje, infelizmente, muito esquecido.
É por isso que hoje o venho lembrar.


A hemiplegia que o imobilizou em 1956 interrompeu a gravação que Solomon estava a fazer de uma integral das Sonatas de Beethoven, para a EMI Classics, que ficou incompleta, portanto. E é justo confessar também que, no meio da minha ignorância musical, foi também Solomon que me ajudou a gostar e apreciar a obra de Chopin. E que Brendel ajudou a reforçar com os seus argumentos sólidos e explicativos e muito claros para a minha relativa ignorância.