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sexta-feira, 12 de abril de 2019

As palavras do dia (35)


Vale a pena ler na íntegra esta crónica de António Guerreiro, na ípsilon, do jornal Público, de hoje.
E, depois, perguntarmo-nos, criticamente e caso a caso, da bondade de muitas fundações que por aí proliferam, sob a máscara da generosidade humana dos seus criadores...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Sofismas


"Não podemos crescer, com dívida..." - disse, ontem, Passos Coelho no seu discurso, no decorrer da Cimeira Ibérica. A proposição assertiva, no seu tom de infalibilidade, está por provar e há muitos exemplos exactamente no oposto desta afirmação. Se não, veja-se a colossal  e assustadora dívida norte-americana. Atente-se em como foi feita a fortuna de George Soros (1930), especulador profissional húngaro, de origem judaica, que fez tremer a libra inglesa, em Setembro de 1992. E que, agora, se dedica à filantropia e obras de benemerência (suprema ironia!). Recorde-se o percurso sinuoso do comendador Berardo (1944), que tem grande parte da sua colecção de arte refém de Bancos amigos e confrades.
Por aqui me fico. Será bom que o PM pense, antes, de dizer as coisas. Ou, pelo menos, escolha melhores exemplos para justificar as suas afirmações.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mercearias Finas 34 : o mal das rolhas


Acontece que, muito recentemente, mandei vir no mesmo restaurante onde, anteriormente, já o tinha pedido por 2 ou 3 vezes, o "Duque de Viseu", Dão branco de 2009, da Sogrape. É um vinho agradável, para um Verão não excessivamente quente, e que acompanha bem pratos leves de carne, ou de peixe. Desta vez era para fazer as honras a um despretensioso folhado de carne (grande, tipo timbale), com arroz branco solto e salada de alface, rúcula, agrião e tomate. As viandas estavam bem feitas, o folhado, como deve ser, e bem apaladado. Tudo estava no ponto. Mas o vinho, não. Tinha o chamado "cheiro a rolha", e foi prontamente substituído. Por outro, da mesma marca e ano, que estava em perfeitas condições. Soube-nos bem. É a segunda vez, este ano, que me acontece este percalço, embora com vinhos diferentes.
Mas, lá fora, já me tem acontecido o mesmo, também. Pelo menos, na Bélgica e Alemanha, e com vinhos estrangeiros. É sempre um desprazer, numa refeição, e pior ainda, quando há convidados à mesa. É um fenómeno misterioso, este do "cheiro a rolha". Dizem que provém dum fungo, que pode ser causado por mau armazenamento do vinho ou das garrafas, ou por um deficiente engarrafamento. Como não sou especialista, nem versado em química, não tenho opinião. Mas detesto que aconteça.
Entretanto, e por causa deste problema originário da cortiça, há já, pelo mundo, vários produtores de vinho que deixaram de usar rolhas de cortiça, principalmente na América e na Austrália. Usam uns contraplacados de plástico e outras burundangas afins..., enfim. E há sobretudo uma coisa que eu não consigo entender: sendo Portugal o 1º produtor e exportador mundial de cortiça, por que é que ainda não se estudou e investigou, séria e objectivamente, este problema. Para o resolver. A Sogrape, o Sr. Berardo (Bacalhoa e Aliança...), a José Mª da Fonseca, o Ministério da Agricultura, o Sr. Américo Amorim (o da cortiça), e outros interessados investiam, através duma parceria, qualquer "coisinha" e encarregavam uma Universidade (a de Trás-os-Montes, porventura a mais vocacionada) para investigar o problema, e tentar resolvê-lo, como deve ser. Talvez não aumente a produtividade, mas decerto ajuda a competitividade e exportações portuguesas. É uma proposta objectiva que aqui fica.