segunda-feira, 12 de junho de 2023
A evitar, absolutamente (5)
domingo, 11 de outubro de 2020
Mercearias Finas 162
No Alentejo, há duas cooperativas que me merecem particular respeito: a de Borba, de que frequento tintos e brancos desde 1972 e a de Vidigueira e Alvito em que privilegio o estreme Antão Vaz, que quase todos os anos sai bem. Esta casta atina mais facilmente lotada. Porque em anos de canícula, sozinha em garrafa, ganha, às vezes, uma untuosidade quase enjoativa que me não agrada.
Neste fim-de-semana dei-me conta, e antes que viesse o Outono puro e duro, que não nos tinhamos ainda iniciado numas Gambas grelhadas, que HMJ faz tão bem. Felizmente que a Leonor tinha a banca bem abastecida e ressalve-se, a benefício de inventário, que os carapaus tinham voltado ao preço comedido, depois de umas semanas em alta inexplicável. Vieram umas quantas gambas, entretanto! Óptimas.
Que já foram, ontem. Com o monocasta Antão Vaz de 2019, magnífico e fresco, a 13,5º.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Mercearias Finas 59 : a casta Antão Vaz, alentejana
Para não arriscar, é fazer como a Adega Cooperativa de Borba, que compõe o seu lote de vinho branco com o Roupeiro, o Rabo-de-Ovelha ou Perrum a acompanhar a casta Antão Vaz. E o vinho, embora modesto, fica saboroso. Ao contrário, a Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito arrisca, quase todos os anos, o seu monocasta de Antão Vaz, sob a marca Vila Gamas. Às vezes, quase atinge a perfeição. Não será o caso da colheita de 2011, muito embora seja muito superior à de 2010. Como o Verão ainda se recomenda, com alguma força, e a quem gosta de quebrar a regra, este 2011 com 12,5º, poderá fazer boa companhia a um Ossobuco, com uma boa cama de cebola, pimento vermelho, alho francês...eu sei lá!...
Além disso, este branco alentejano e aromático, de cor citrina, poderá comprar-se pelo módico preço de cerca de 2,30 euros. Não se pode pedir mais a um Antão Vaz, monocasta.




