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segunda-feira, 12 de junho de 2023

A evitar, absolutamente (5)



Há mais de 4 anos que eu não abria esta temática. Nunca o fiz por gosto, antes por despeito e imperativo de consciência. E por aviso aos incautos, pela falta de qualidade: de vinhos, livros...
Acontece que, com um pequeno intervalo temporal, experimentei 2 vinhos brancos alentejanos de marcas diferentes, mas do mesmo ano de colheita (2022) e com as mesmas castas no lote: Roupeiro, Antão Vaz e Arinto. Um da zona de Reguengos de Monsaraz (Pedra do Casar, 12,5º), o outro vinho da região de Borba, com 13º.
A apreciação foi idêntica: vinhos medíocres, de sabor acre e desagradável. Tenho alguma dificuldade em aceitar e perceber como é que a Adega Cooperativa de Borba sobretudo, produtora com linhagem de qualidade firmada, foi capaz de pôr à venda este branco inqualificável.



Se é certo que, por vezes, a casta Antão Vaz, se não for bem doseada, pode diminuir o vinho, inclino-me mais para ter sido o Roupeiro a prejudicar o resultado final. Negativo, que abarca também a fraca qualidade do vinho branco produzido e posto à venda pela Carmim.
Há, por isso, que evitar esta infeliz dupla vínica alentejana.

domingo, 11 de outubro de 2020

Mercearias Finas 162

 


No Alentejo, há duas cooperativas que me merecem particular respeito: a de Borba, de que frequento tintos e brancos desde 1972 e a de Vidigueira e Alvito em que privilegio o estreme Antão Vaz, que quase todos os anos sai bem. Esta casta atina mais facilmente lotada. Porque em anos de canícula, sozinha em garrafa, ganha, às vezes, uma untuosidade quase enjoativa que me não agrada. 

Neste fim-de-semana dei-me conta, e antes que viesse o Outono puro e duro, que não nos tinhamos ainda iniciado numas Gambas grelhadas, que HMJ faz tão bem. Felizmente que a Leonor tinha a banca bem abastecida e ressalve-se, a benefício de inventário, que os carapaus tinham voltado ao preço comedido, depois de umas semanas em alta inexplicável. Vieram umas quantas gambas, entretanto! Óptimas.

Que já foram, ontem. Com o monocasta Antão Vaz de 2019, magnífico e fresco, a 13,5º.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Mercearias Finas 59 : a casta Antão Vaz, alentejana


Não sei quem terá sido Antão Vaz, cujo nome e apelido vieram a denominar a mais nobre e emblemática casta de uvas, branca, alentejana e que, normalmente, atinge o seu esplendor na região da Vidigueira. Dizem que produz bem, é resistente e equilibrada no amadurecimento. Mas é preciso algum cuidado ao usá-la em vinhos estremes (monocastas) porque, há anos, em que a Antão Vaz torna os vinhos demasiado untuosos, e quase enjoativos. Nestes casos, a única decisão a tomar é beber esse vinho branco a acompanhar sobremesas, por exemplo, de doces de ovos: um Rançoso de Mourão, uma Encharcada, até uma Sericaia alentejana, com ameixas de Elvas. O sabor untuoso atenua-se bastante.
Para não arriscar, é fazer como a Adega Cooperativa de Borba, que compõe o seu lote de vinho branco com o Roupeiro, o Rabo-de-Ovelha ou Perrum a acompanhar a casta Antão Vaz. E o vinho, embora modesto, fica saboroso. Ao contrário, a Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito arrisca, quase todos os anos, o seu monocasta de Antão Vaz, sob a marca Vila Gamas. Às vezes, quase atinge a perfeição. Não será o caso da colheita de 2011, muito embora seja muito superior à de 2010. Como o Verão ainda se recomenda, com alguma força, e a quem gosta de quebrar a regra, este 2011 com 12,5º, poderá fazer boa companhia a um Ossobuco, com uma boa cama de cebola, pimento vermelho, alho francês...eu sei lá!...
Além disso, este branco alentejano e aromático, de cor citrina, poderá comprar-se pelo módico preço de cerca de 2,30 euros. Não se pode pedir mais a um Antão Vaz, monocasta.