Mais conhecido pelo pseudónimo de Tinop, João Pinto de Carvalho (1858-1936) foi um ilustre olisipógrafo, autor também de uma celebrada História do Fado (1903). Os três volumes de Lisboa de Outrora (1938/9), obra póstuma, foram coligidos e revistos por Gustavo de Matos Sequeira e Luiz de Macedo, seus companheiros também olisipógrafos, numa edição promovida pelo grupo "Amigos de Lisboa". No final do passado mês de Julho, e no meu livreiro-alfarrabista de referência, adquiri, em bom estado, os 3 volumes por 22,00 euros. A obra, não sendo rara, completa não é muito frequente aparecer à venda.
Em Maio de 2014, a Livraria Luis Burnay, em leilão e sob o lote 77, apresentava a obra completa para venda, com uma estimativa prevista de 50/100 euros. Enquanto que, posteriormente, a Livraria Histórica e Ultramarina (rua de S. Bento, em Lisboa) anunciava a mesma obra a 75,00 euros. E, mais recentemente ainda, a AbeBooks propunha a sua venda por US $ 72,77. Para quem não quiser gastar dinheiro, submetendo-se às leis do mercado do livro usado, posso informar que a BNP tem esta obra de Tinop digitalizada, podendo ser consultada em qualquer altura.
Quanto ao conteúdo de Lisboa de Outrora, eu diria que o seu estilo é ramalhudo, um tanto ou quanto barroco, de vocabulário luxuriante, por vezes pernóstico, até. O que perturba talvez a fluidez da leitura, mas a pequena história, os casos pitorescos narrados e os retratos realistas de Herculano, Pinheiro Chagas, Eça, Ramalho Ortigão, Bulhão Pato e tantos outros habitantes dessa Lisboa de outrora, recompensam muito bem qualquer leitor que se habilite a folhear e ler esta obra interessante.
Quanto ao conteúdo de Lisboa de Outrora, eu diria que o seu estilo é ramalhudo, um tanto ou quanto barroco, de vocabulário luxuriante, por vezes pernóstico, até. O que perturba talvez a fluidez da leitura, mas a pequena história, os casos pitorescos narrados e os retratos realistas de Herculano, Pinheiro Chagas, Eça, Ramalho Ortigão, Bulhão Pato e tantos outros habitantes dessa Lisboa de outrora, recompensam muito bem qualquer leitor que se habilite a folhear e ler esta obra interessante.


