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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Boas novas


Não é todos os dias que nos podemos congratular com boas notícias. E, desta vez, foram duas que surgiram quase em simultâneo.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu oficial e garantidamente que o sarampo e a rubéola foram erradicados em Portugal. É o resultado de uma política de saúde consistente e perseverante, ao longo de várias décadas, mas também um objectivo alcançado pelos agentes, diversos, do Serviço Nacional de Saúde português.
A outra boa nova prende-se com a Cultura e o Património nacional. E interrompe dois séculos de desmazelo, ao ser anunciado o projecto de conclusão do Palácio Nacional da Ajuda que, segundo foi dito, ficará concluído em finais de 2018. O custo (15 milhões de euros) será suportado pelo Ministério da tutela e pela Câmara de Lisboa (através da taxa turística, que tanta polémica provocou, quando foi lançada...).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Ajuda, Xavier!


Não será bem uma PPP, mas o pequenino secretário Xavier, não o grande Santo da Índia, sabe-a toda...talvez por ser da Cultura, a sua pastazinha. Aprendeu, pelo menos, a armadilhar o Futuro.
Pagou um pequenino sinal, e o porvir que pague o grosso da factura. E como o futuro a deus pertence, não há, assim, nada a temer.
Ora atente-se, através dos sublinhados que fiz no Diário da República, na desproporção das prestações.

sábado, 28 de setembro de 2013

Rescaldos, por causa da chuva


Penso que uma das maiores deficiências dos portugueses é a ausência de sentido crítico. As miscigenações sucessivas ao longo dos séculos, apesar da periferia geográfica, terão contribuido para a nossa aceitação de todos, e de ninguém. O cristianismo, na sua piedade cristã, se nos aumentou a alma, terá sido, seguramente, em prejuízo da razão. A falta de educação, a artificial mas drástica fronteira de isolamentos vários, ao longo da História, a atávica ignorância provocada e intensificada pelos Poderes autocráticos, fizeram o resto. Para além de uma natural e inexplicável vontade de agradar a todos, originada, talvez, pela nossa sensibilidade ingenuamente romântica (no pior sentido) que é possível comparar-se a um infantilismo mental, bondoso.
Sobre Joana de Vasconcelos e a sua obra, eu tenho uma opinião cautelosa, embora positiva, que precisa de tempo, para se afirmar mais seguramente. Não a confundo, evidentemente, com adílias lopes nem hugos mãezinhas, por muito que pareçam assemelhar-se. Porque, à partida, há uma coisa que os une: não fazem mal ao Regime.
De algum modo, não fiquei surpreendido com o sucesso e recorde de visitantes ao Palácio da Ajuda, aquando da exposição magna e régia de Joana de Vasconcelos. Tenho a certeza que a grande maioria das visitas foi lá, não porque conhecesse e apreciasse a obra da Artista, mas para poder bisbilhotar depois, a bem e a mal. E porque seria uma vergonha, para as pobres almas, dizerem aos amigos que não tinham visto.  

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Alguns títulos da Província


Por justificadas razões de proximidade, sempre os Municípios estiveram mais perto da realidade social, cultural e política dos seus cidadãos, do que, ao longo da História portuguesa, os sucessivos  governos que ocuparam o Terreiro do Paço.
De uma forma quase anónima, a nível de expressão nacional, a Província ainda mexe, apesar dos condicionalismos e apertos orçamentais, que raramente permitem exorbitar muito para além das festas tradicionais que já existiam.
Pergunto-me, às vezes, se o presente Governo teria necessidade de manter a ficção de uma Secretaria da Cultura que, como dizia Almada, "se manifesta em não se manifestar". O seu tom mate, ou escuro de penumbra, que talvez se quadre bem com o presente e pequenino ocupante do Palácio da Ajuda, não justifica a sua existência. Ao menos, que tivessem a coragem de "acabar de vez com a Cultura", passando do romantismo da hipocrisia ao realismo e "nudez da verdade" crua.
No entretanto, autárquicos, há pequenos oásis ou pequenos sítios onde a Cultura e a preocupação social ainda ocupa espaço e lugar. Deixo em imagem, e da região outrabandista, alguns sinais.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Os dias internacionais de...


Creio que, amanhã, se celebra o Dia Internacional dos Monumentos. Estas celebrações fátuas, talvez configuradas para formatar o mundo e intensificar o comércio ou o turismo, deixam-me relativamente indiferente a obrigações devotas e ao cumprimento das boas regras, por considerar, neste acerto de datas, uma intenção obscura.
Se o CCB, a Expo 98 e ainda os megalómanos estádios do Euro luso, hoje, desertos (de que algumas virgens normalmente ofendidas nunca se queixam...), estão aí para testemunhar o tempo em que os euros chegavam, diariamente, da Europa, para serem gastos rapidamente, hoje, a situação é outra - estão a cobrar uma factura que nos custa os olhos da cara.
Há quem afirme, talvez malevolamente, que Joana Vasconcelos é a artista do Regime (este, português). Não irei tão longe, nem me sinto capaz de tal afirmação. Mas se tivesse que escolher, para amanhã, um monumento português, para o Dia deles, não escolheria o Palácio da Ajuda, com certeza. Anteriormente, optei pela pequena igreja de Bravães. Este ano, escolheria a pequena e rústica igreja de S. Miguel, junto ao Castelo de Guimarães.
Ambas estão mais de acordo com as nossas posses. E são robustas, porque aguentaram séculos e séculos de delapidação nacional, de indiferença e de governantes incultos e medíocres, resistindo tenazmente no seu granito pobre, mas sério.