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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Cuidem-se!


E não digam que eu não avisei...
(Como diria o nosso inefável e penúltimo PR.)

quinta-feira, 17 de março de 2016

Cá de casa, com preâmbulo faccioso e imagem apelativa


Tenho umas vagas ideias sobre o que é que origina e motiva os utilizadores do feicebuque, as redes sociais, e a sua correlativa conversa da treta, muito chã, muito ruana, curta e debruada por exóticos erros ortográficos, abreviaturas preguiçosas, e em que não se consegue distinguir se seguem ou não o A. O.. O vulgo é assim, que se há-de fazer!?... Não é Portugal, na União Europeia, o país com mais analfabetos (outra vez?)?
Sobre as visitações a blogues, os motivos serão outros e, algumas vezes, terão preocupações culturais. Mas não convém esquecer que as imagens, a actualidade dos assuntos, o bizarro, têm uma atracção grande sobre as visitas dos ingénuos e inocentes. E há blogues que são quase só imagens, talvez para apanhar mais gente. Passiva porque, em qualquer dos casos, salvo assuntos polémicos, os comentários são, habitualmente, nulos ou parcos, e residuais, se comparados com os visitantes.
Serve este preâmbulo, porventura tendencioso, mas que não se afasta muito da realidade objectiva, para abordar a lista dos postes do Arpose que, desde o início (2009), mais foram frequentados. Seguem:
1º - Mercearias Finas 28: Castas de uvas portuguesas (29/3/2011) - 1.494 visitas.
2º - Do "Bestiário" de Leonardo da Vinci (28/12/2010) - 1.293 visitantes.
3º - Ainda Julio Camba: em louvor do linguado (24/6/2010) - 1.071 frequentadores.
4º - Pinacoteca Pessoal 6: Vincent van Gogh (27/2/2011) - 913 visitas.
5º - Bibliofilia 53: Eau de Cologne (29/10/2011) - 846 visitantes.
6º - Mexidos, ou Formigos de Guimarães (24/12/2012) - 785 clicantes.
7º - O leão, a águia, o galo de Barcelos (17/3/2010) - 714 visitas.
8º - Mercearias Finas 69: globalização, cavalos e batatas (19/2/2013) - 682 frequentadores. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Comic Relief (114)


com agradecimentos a AVP.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Os entretens do feicebuque


A última coqueluche sobre o Arpose, depois do Burro Preto (6/10/2015), é mais uma vez um poste antiquíssimo (Memória 40 : os meus Barbeiros, de 24/9/2010), que algum  desinspirado feicebuqueiro descobriu (tarde) e lançou à vilanagem, para se entreter. Provavelmente, apenas pela fotografia, que esta gente inebria-se com pouco...
Muito a propósito, tinha eu lido, recentemente, no TLS (nº 5870), umas considerações certeiras da escritora e jornalista Jennifer Howard, que passo a traduzir:
Rico em instantâneos de ocasião, em animaizinhos domésticos e em destinos de férias, o Facebook não se apresenta, em si mesmo, como veículo de difusão literária ou filosófica. É um terreno de likes aleatórios e rápidos cliques. Entras, procuras e logo sais para outra.
Sic transit gloria mundi...

terça-feira, 6 de outubro de 2015

As conjecturas inúteis


A gente pergunta-se: o que faz mover o mundo? O dinheiro, o poder, o amor, um de entre diversos ideais, o sexo, a religião, a política, os inconfessáveis interesses, a curiosidade?
Não deve valer a pena gastarmos os neurónios, nem sequer conjecturar grandes teorias filosóficas ou especular demasiado. As coisas são mais simples, normalmente, muito rasteiras e pedestres.
Hoje, por exemplo, e até agora, das 100 últimas visitas ao Arpose, 17 (a maioria com um único objectivo-alvo de consulta) dirigiram-se a um poste antiquíssimo, de 11/7/2010...
Identifiquemo-lo: "Jogos Infantis 4 - Burro Preto". Teriam vindo por racismo e xenofobia, porque são crianças ou não tiveram uma infância feliz, porque não tinham mais nada que fazer?
Não sei, nem imagino e, se for o caso: deixe-se brincar as crianças ou os adultos-crianças infelizes!...
Além do mais, estas coisas, na net, são extremamente epidérmicas  e contagiosas. Pelo menos, via feicebuque.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Do jornal de hoje, uma questão filosófica, quiçá metafísica


Não há nada como crescer e aprender a dizer não, que é uma questão de maturidade.
Pese embora que a permissão de incluir o botão não, no feicebuque, esteja ainda a ser ponderada por distintas sumidades, através de reflexões profundíssimas, como regista o jornal Público, de hoje.
Provavelmente, depois, irão discutir o sexo dos anjos, outra questão muito importante e actual...

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A insustentável leveza do feicebuque


O uso arbitrário das palavras, ou o seu abuso, é uma das marcas do nosso tempo. Basta referir o uso imoderado do verbo adorar, para expressar, por tudo e por nada, o gosto impensado por alguma coisa. O jargão Adorei! tornou-se uma banalidade insignificante que, de tão repetida, já não quer dizer nada. Ou vale pouco. Mas há mais...
Miguel Sousa Tavares e Günter Grass põem alguns pontos nos is. E muito bem, do meu ponto de vista.


com agradecimentos a JQ, no seu Indícios.

domingo, 24 de agosto de 2014

Idiotismos 27


Numa altura de internacionalismos, ou de veneração atenta e obrigada a americanismos serôdios, tenho por vezes a tentação modesta, mas irresistível, de aportuguesar, mesmo que por ironia provocatória, alguns modismos parolos usados por muitos CEO lusos, num dialecto provinciano novo-rico e grotesco, mas também por muita da classe, dita intelectual, e que se julga vivida e modernaça, do nosso pequeno burgo pequenino e europeu. Que lhes faça bom proveito!
Daí a minha cunhagem inocente e ingénua, que fiz de feicebuque (Facebook, para quem não perceba) e, ainda mais forçada, de linquedim (Linkdin, para os que não entendam), e que passei a usar no Arpose.
Ora, ocorreu-me, há pouco uma terrível dúvida metafísica, que vou passar a explicar. Há cerca de 2 horas, um visitante brasileiro (e como eles são criativos e originais, na renovação do português!...), na sua pesquisa, no espaço do Arpose, referiu, proficientemente, como search words (até eu!...): feise bucke - um pouco híbridas, é certo.
Perplexo, fiquei sem saber se as hei-de considerar e utilizar, no futuro, em vez da minha pobre invenção...

sábado, 23 de agosto de 2014

Retratos 13


Contentam-se com pouco, embora não dispensem roupa de marca e a última tecnologia. Lêem à pressa, normalmente muito mal e com extrema dificuldade e tédio. Ficam pasmados e de boca aberta, diante de uma imagem mais insólita ou espectacular (para eles...), que registam logo para sua memória (?) futura.
Correm apressados, não sabendo muito bem para onde. São obesos, se não de corpo, pelo menos de espírito. Passam a vida sentados e são devotos, inconscientemente, da fast food. Não fazem comentários nos blogues, porque mal sabem escrever, embora grunham, no feicebuque e nos linquedins, sílabas rasteiras, que os outros semelhantes vão entendendo, à superfície do nada. Não pensam muito, porque isso os cansa, excessivamente. As mães, hipocondríacas, sempre que podem, delapidam o orçamento em revistas róseas e raspadinhas. Mas eles, nem dão por isso. O seu mundo é o seu quarto. E babam-se por imagens escatológicas, que reproduzem até à exaustão (talvez porque achem moderno e de bom tom). Reúnem-se, às vezes, aos magotes, para se conhecerem, em centros comerciais, sem motivo nenhum, para conversa sem jeito, como animais selvagens, em volta de um pequeno charco ou grande lago, pela sede grande de alguma coisa distante e longínqua, de que desconhecem os contornos. Têm uma religiosidade difusa entre Fátima, superstição obscurantista rural e crendice tonitroante de seita americana. Sendo hordas silvestres, podem provocar desacatos inocentes, sem motivo justo. Perdoemos-lhes, porque não sabem o que fazem.
Quem é, quem são?

quinta-feira, 28 de março de 2013

Nota

Alguém, talvez sem nada que fazer ou para dizer, ou falta de imaginação, resolveu pôr no seu feicebuque a indicação do label Póvoa de Varzim, aqui do Blogue. Tem sido um "vê se te avias" de carneirinhos a cá vir...